Um Tributo à Minha Mãe


Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá. Êxodo 20:12

Por mais humilde e singela que seja uma mãe, para seu filho, ela é sempre a melhor e a mais bela.

Entre as muitas virtudes de minha humilde e saudosa mãe, a beneficência a tornou conhecida como a vovó dos pobres. Ela recebeu o apelido de Vovó quando ainda era criança. Ninguém a chamava pelo verdadeiro nome, Anna, mas de Vovó. Meu pai, quando escreveu a carta ao meu avô, pedindo-a em casamento, referiu-se a ela como “a sua filha Vovó”. Mesmo depois de casados, ele sempre a chamava de Vovó.

Sendo ainda bem jovem, meu avô percebeu que Vovó tinha habilidade para enfermagem: gostava de cuidar de doentes, fazer curativos e até pequenas incisões, porque na roça tudo acontece. E assim foi durante sua vida…

Muitas crianças vinham com seus pais à nossa casa para conhecer a outra vovó, e nenhuma delas saía de mãos vazias. Dezenas de crianças, filhos de pais pobres, receberam leite de graça durante o primeiro ano de vida.

Mãe de oito filhos, morando na fazenda, longe de qualquer recurso médico, adquiriu bastante experiência com tratamentos caseiros naturais, chás, hidroterapia e aplicação de medicamentos simples que aprendera pela leitura de um livro sobre saúde que lhe havia chegado às mãos.

Percebendo que a maior causa da mortalidade infantil na região era a ignorância quanto aos princípios de higiene, usava e abusava da água e sabão. Quando um pai levava um filho para ela fazer algum tratamento caseiro, a primeira coisa que fazia era dar um bom banho na criança. Ensinava os pais a esterilizar utensílios domésticos, como mamadeira, chupeta e mesmo roupas, dependendo do caso.

Crianças vinham de longe até nossa casa, com as mais variadas enfermidades infantis, para ela fazer alguma coisa por elas. Depois de orar, Vovó aplicava os tratamentos. Para os casos mais graves, recomendava a busca de um médico. Mas como não tinham dinheiro, e o médico mais próximo estava a uns trinta quilômetros dali, os pais voltavam para casa e as crianças saravam apenas com aqueles tratamentos simples e a bênção de Deus.

Tempos depois, ela recebia a visita desses pais, agradecidos e trazendo os filhos para que a Vovó pudesse vê-los fortes e sadios. Essa foi a minha querida mãe! – EGS

REFLEXÃO: “Não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer” (Pv 23:22).

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