A História Confirma a Bíblia


Apenas para vocês situarem-se:

No capítulo 2 do livro de Daniel, ocorre uma narrativa profética sobre a história do mundo, descrevendo os quatro grandes impérios universais: Babilônico (605- 539 a .C.), Medo-Persa (539- 331 a .C.), Grego (331- 168 a .C.) e Romano ( 168 a .C.-476 d.C.). Este último, sendo assinalado biblicamente como o último império universal, dividido em duas fases: pagã e papal. Embora Roma não devesse durar para sempre, seu poderio não seria sucedido por outro império mundial, mas sim fragmentado em pequenos reinos. O Império Romano não conseguiu deter o ingresso em seu território das diversas tribos bárbaras, provenientes do norte europeu e, por fim, caiu em seu poder. Em 476 d.C. o último imperador romano foi deposto pelos hérulos. Findava, assim, a férrea Monarquia de Roma. Essas tribos bárbaras dividiram entre si a Europa e, desde então, nunca mais se levantou outro duradouro império universal. Por certo que foram feitas tentativas, como as de Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler, mas todas em vão, pois a sentença da profecia era clara: “…não se ligarão um ao outro”.

A HISTÓRIA CONFIRMA A BÍBLIA

Arquivado em: 1 — jovembsb @ 11:47 pm

“Quanto ao que viste do ferro misturado com barro, misturar-se-ão pelo casamento; mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro”. Daniel 2:43

Fracasso de Doha pode marcar fim do sonho da humanidade

Artigo publicado na revista “Der Spiegel” por Alexander Neubacher em 06/08/2008

A idéia era criar um regime unificado de comércio para o mundo todo. Mas com o fracasso das negociações da OMC na semana passada, o futuro do comércio parece muito mais fragmentado. Uma miríade de acordos bilaterais está no horizonte – e guerras comerciais amargas são prováveis.

Um dia após o colapso das negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) em meio a disputas na terça-feira (29), com as limusines já enfileiradas ao longo do calçadão à beira do lago de Genebra, os participantes da conferência repentinamente pareciam ter chegado a um acordo – pelo menos no que se refere à escolha de palavras.

A ministra do Comércio da Indonésia, Mari Elka Pangestu, disse que ficou “profundamente desapontada”. Kamal Nath, o ministro do Comércio da Índia, também expressou “profunda decepção”. E quando a representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, falou de um “desdobramento muito decepcionante”, o comissário europeu de Comércio e cínico confesso, Peter Mandelson, não conseguiu evitar, mas repetir o senso geral de pesar oficial em relação à conferência. Foi de “partir o coração”, afirmou Mandelson sobre o resultado do encontro.

Esta melancolia coletiva é certamente apropriada. Por nove dias, os principais representantes de 153 países tentaram em vão concordar com um novo conjunto de regras e regulamentações para reger o comércio internacional. O fracasso final deste esforço mais recente na semana passada pode marcar o fim do sonho da humanidade de um mundo sem fronteiras e barreiras alfandegárias.

Um Emaranhado Confuso de Acordos Bilaterais

Agora não se sabe se as negociações, que começaram no final de 2001 em Doha, a capital do Qatar, continuarão. Um alto membro da delegação alemã resumiu o sentimento predominante como “assunto encerrado”. Pascal Lamy, o diretor geral da OMC, estava longe de ser otimista. “Nós precisaremos deixar a poeira assentar”, disse Lamy, cujo mandato termina no próximo ano. “Os membros da OMC precisarão analisar seriamente se e como poderão reunir os pedaços.”

Os especialistas temem que, em vez de um corpo uniforme de regras e regulamentações, o que surgirá agora é um emaranhado confuso de acordos comerciais bilaterais – em detrimento dos consumidores e dos países mais pobres do mundo em desenvolvimento.

Ironicamente, foi uma discussão relativamente insignificante entre o negociador chefe indiano, Nath, e a negociadora americana, Schwab, que levou ao fracasso. Os dois delegados estavam fundamentalmente de acordo que a Índia deveria permitir a entrada de mais carne bovina e sementes americanas no país. O único ponto de disputa era quanto.

Mas os dois negociadores foram colocados sob pressão demais na frente doméstica. Os Estados Unidos estão no meio de uma campanha eleitoral. E o ministro do Comércio da Índia teve que voar brevemente para casa, em meio às negociações, para ajudar a derrubar uma moção de não-confiança contra o governo.

Ainda assim, o verdadeiro motivo para o fracasso das negociações é mais profundo. As preocupações com a globalização se tornaram maiores do que as esperanças que produz, mesmo nos países industrializados e nas economias emergentes bem-sucedidas. Lamy agora se refere ao desastre da última terça-feira como um “fracasso coletivo”.

Forçando Outros a Fazer Concessões

As raízes do problema estão no aumento predominante do egoísmo mundial. Até mesmo os representantes da União Européia foram incapazes de chegar a uma posição comum. Teoricamente, todos os países são favoráveis à redução das barreiras comerciais. Mas na prática os países estão mais interessados em reduzir as barreiras dos outros países, não as suas próprias. O jogo é forçar os outros a fazerem concessões sem terem de fazer qualquer sacrifício próprio.

Os Estados Unidos, por exemplo, querem vender seus produtos agrícolas para as economias em ascensão da Índia e da China, e fazê-lo com o mínimo de barreiras possível. Mas ao mesmo tempo, os americanos se recusam a reduzir drasticamente os subsídios aos seus próprios produtores rurais e, por exemplo, permitir o aumento da importação de algodão de países como Burkina Fasso e outro países do oeste da África.

O Brasil gosta de posar como defensor dos pobres e especialmente dos países em desenvolvimento vulneráveis, mas na verdade ele é há muito tempo um dos maiores exportadores de produtos agrícolas. O Japão quer fornecer seus carros para o mundo todo, mas fecha suas fronteiras ao arroz importado. E a supostamente progressiva União Européia (UE) impõe uma sobretaxa de 176 euros a cada tonelada de banana que entra na UE, a menos que venham de países colonizados pela Europa no passado. O resultado é uma penalização na prática aos países que nunca foram vítimas da colonização.

Na verdade, foram representantes da UE que alimentaram uma das disputas mais grotescas na recente rodada de negociações da OMC. A questão girou em torno dos frios. Os produtores italianos do presunto parma original estão irritados com o fato de frigoríficos do exterior usarem sua designação regional para presunto comum dos Estados Unidos. Alguns negociadores italianos pediram por uma proibição imediata desta pirataria de nome de marca.

Alguns europeus foram fortemente a favor do esforço italiano. Os lobistas de vinho tinto francês apoiaram rapidamente. Os húngaros também se juntaram espontaneamente ao movimento anti-OMC. Outros delegados tentaram, em vão, apontar para seus pares que a indústria italiana de calçados é a que mais sofreria em caso de fracasso das negociações.

Morte de Uma Grande Idéia

No final, mesmo os alemães fracassaram em exibir o entusiasmo necessário para uma maior liberalização. O ministro da Agricultura, Horst Seehofer, um membro do partido conservador União Social Cristã (CSU), está no meio das eleições parlamentares do Estado da Baviera e deseja o apoio dos produtores rurais bávaros, que tendem a ser contrários à redução das barreiras comerciais.

O resultado é a morte de uma grande idéia. Após os ataques terroristas do 11 de Setembro de 2001, muitos penderam para a idéia da abertura dos mercados dos países industrializados para os países subdesenvolvidos como forma de acalmar a raiva de seus cidadãos insatisfeitos. Agora, o verdadeiro preço do fracasso só começará a ficar claro no final do ano. A China e os Estados Unidos, em particular, assim como alguns representantes da UE, discretamente esperavam há algum tempo o fracasso das negociações de comércio mundial, e agora estão tirando o pó do plano B. Nos próximos meses, os especialistas esperam ver um aumento acentuado no número de negociações bilaterais visando estabelecer minialianças comerciais.

Oficialmente a UE olha com desconfiança para essa estratégia. E na semana passada, o governo alemão insistiu novamente que acordos bilaterais não são uma alternativa. Mas a realidade é que preparativos concretos já estão em andamento.

No final do ano, a UE poderá assinar um acordo de livre comércio com a Coréia do Sul e outro acordo com os países do Golfo. Muitos dos detalhes já foram acertados. Por exemplo, a única questão não resolvida com a Coréia do Sul é se a tarifa de importação de carros deve ser eliminada imediatamente ou reduzida gradualmente.

Os europeus prefeririam uma solução negociada sob os auspícios da conferência da OMC. Mas agora eles se vêem forçados a aceitar uma versão abreviada.

Como os americanos e, em particular, os chineses estão desenvolvendo alianças regionais, alguns temem que a UE possa ser excluída de mercados cada vez mais importantes na Indonésia, Tailândia e Malásia. O Japão já entrou em um acordo de parceria com a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Nenhuma Catedral, Nenhum Mosteiro

É claro, os acordos bilaterais são de pouca utilidade para a economia mundial. Pelo contrário, privilégios comerciais para alguns ocorrem em detrimento de outros. E a burocracia se torna ainda mais difícil de ser negociada. Os administradores das empresas dependentes de exportações há muito se irritam com a miríade de regulamentações, padrões e formatos que são obrigados a seguir.

Os países que mais precisam de recuperação econômica também são afetados negativamente. Quanto mais fraco um país é economicamente, menos força ele tem nas negociações bilaterais. Mas mesmo os países industrializados enfrentam tempos difíceis à frente. O colapso das negociações da OMC significa um fim da trégua na guerra comercial acertada pelos países de todo o mundo. Os especialistas prevêem que os atuais conflitos entre as gigantes da aviação Boeing e Airbus poderão agora levar a uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a Europa.

“Nós queríamos erguer uma catedral”, disse um delegado alemão decepcionado, enquanto deixava Genebra na semana passada. “Em vez disso, não conseguimos nem mesmo erguer um mosteiro.”

Leia o texto na íntegra em:

http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,570219,00.html

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