O Tempo Desconhecido


O homem não sabe a sua hora. Eclesiastes 9:12

Escrevo esta meditação sob o impacto de uma das maiores tragédias aéreas de todos os tempos da aviação brasileira, quando um Boeing da companhia aérea Gol caiu na selva amazônica matando todos os seus 154 ocupantes, entre passageiros e tripulantes. Apesar de a média brasileira estar abaixo da média mundial em acidentes aéreos, aconteceu o inesperado.

Este é um momento bastante oportuno para refletirmos que a vida humana, com seus trabalhos e lidas, é coisa incerta e que vivemos constantemente por um fio e sob riscos, os mais diversos.

Há para o homem um tempo desconhecido. É o ponto zero da existência. Somos capazes de discernir os limites de nossa vida? Será que em algum momento passou pela mente das pessoas que embarcaram nesse avião, que aquela viagem seria o ponto zero, o limite da vida delas? É quase certo que não, “pois o homem não sabe a sua hora” (Pv 9:12); sem dúvida, todas elas foram apanhadas de surpresa, como um pássaro que cai na armadilha, sem esperar.

Meu irmão e minha irmã: se estivéssemos nesse avião, e fôssemos apanhados sem esperar, pelo limite da nossa existência, como estaríamos diante de Deus? O tempo e a hora a que todos estamos sujeitos é que nos convida a refletir seriamente e a fazer cada dia um inventário da nossa vida.

Vamos nos imaginar dentro daquele avião em viagem para Brasília, para o Rio e, depois, para outras partes do Brasil, como era o caso. Onde estariam focados os nossos pensamentos e preocupações até o momento do acidente? Na nossa vida cotidiana, nos nossos compromissos sociais, profissionais, empresariais, econômicos e políticos, ou fazendo um inventário da nossa vida espiritual e do nosso relacionamento com Deus? Meus caros, o importante é estarmos preparados para qualquer emergência, cada dia, cada hora, cada momento, em casa, no trabalho, num avião, em qualquer lugar. “Cumpre-nos buscar agora uma experiência profunda e viva nas coisas de Deus. Não temos um momento a perder” (O Grande Conflito, p. 601). “O mundo tem ocupado demais os nossos pensamentos, e o reino de Deus, muito pouco” (Atos dos Apóstolos, p. 478).

REFLEXÃO: “Eu posso andar pelo vale escuro, onde a morte está bem perto, mas continuo tranqüilo e não sinto medo. Tu, Senhor, me guias e proteges constantemente!” (Sl 23:4, BV).

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