Água da Fonte – 10


O Meu povo cometeu dois pecados terríveis: eles Me abandonaram, a Mim, a Fonte da água da Vida, e construíram para si poços furados, que não prendem a água. Jeremias 2:13, BV

O pastor William Barclay conta um episódio que ocorreu numa reunião de reavivamento no Sudoeste dos Estados Unidos. A certa altura do sermão, o pregador convocou a congregação a uma reconsagração e renovação da fé. Foi dada a oportunidade para algumas orações voluntárias e, no fim, o pregador deveria fazer uma oração intercessória por todos os presentes.

Assistia a essa reunião um senhor, notório por seus altos e baixos na vida espiritual e por suas periódicas conversões e apostasias. E não é que justamente ele resolveu orar? Cheio de emoção e “fervor”, ele orou para que, como um vaso, Deus o enchesse com abundante porção do Seu Espírito.
Estava presente nessa reunião uma senhora idosa e muito consagrada que conhecia bem a vida desse homem e a sua constante instabilidade espiritual. Ao ouvi-lo orar com tanto aparente fervor, ela não se controlou e exclamou em alta voz: “Não enchas esse vaso, Senhor, ele vasa!”

Por meio do Espírito Santo, a Fonte Divina está sempre disponível para nos encher com a água do amor e da misericórdia de Deus. Ele nos dá a responsabilidade de ser condutos para que essa água possa jorrar em favor dos semelhantes. Porém, não poucas vezes, quando ela chega a nós, o vaso da nossa vida não a retém; a água vasa pelas roturas e se dá um grande desperdício das misericórdias de Deus. Isso ocorre porque nos tornamos “poços furados”, secos, estéreis e sem utilidade alguma.
Entretanto, não precisamos continuar sendo “poços furados”. Deus está disposto a fazer de nós vasos novos, sem rotura alguma, perfeitos.

É verdade que o homem natural está perdido no deserto árido deste mundo, mas o Espírito Santo, latente em nós, é sempre uma força que nos faz sentir o desejo de estar ligado a Cristo. Como a água da Fonte, Ele propaga a vida, cria dentro de nós a energia espiritual, sacia nossa sede e nos capacita a distribuir a água da salvação a outras pessoas. Com Ele, deixamos de ser “poços furados” para nos transformar em fontes de bênçãos.

REFLEXÃO: “Eu lhe darei água para matar a sede […] Derramarei […] as Minhas bênçãos sobre os seus futuros filhos” (Is 44:3, BV).

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