Água da Fonte – 11


Vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede! João 19:28

A Fonte, a nossa Fonte, estava sendo ameaçada. Sobre o monte Calvário, naquele momento crucial para o destino de toda a humanidade, Satanás arregimentou todas as hostes das trevas para, num último e desesperado esforço, tentar destruir a Fonte da nossa salvação e das nossas esperanças. Ele queria lançar por terra o plano da redenção elaborado amorosamente por Deus.

Para Satanás, era o “agora ou nunca”. “Satanás torturava com cruéis tentações o coração de Jesus”. Logo em seguida, para seu desespero, o diabo ouviu a sentença de sua irreversível derrota: “Está consumado!” A vitória foi nossa.

Satanás tentou impedir que continuasse jorrando água da Fonte. Ele queria fazê-la secar. Secaria? Se isso acontecesse, ele sairia vitorioso e nós estaríamos perdidos em “nossos delitos e pecados” para sempre.

Aquele clamor de Jesus “tenho sede”, era o clamor físico de Sua humanidade. “Quando as trevas se ergueram do opresso espírito de Cristo, reavivou-se-Lhe o sentido do sofrimento físico, e disse: ‘Tenho sede!’” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 754). Era a Fonte pedindo água! A humanidade de Jesus sentindo sede! Aquele que disse ao povo: “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba” (Jo 7:37), agora pedia água!

A sede física de Jesus não teve como objetivo somente partilhar da nossa sorte, mas também nos motivar a buscar a água da Fonte para saciar a nossa sede espiritual. Somente Jesus pode satisfazer a sede espiritual que existe dentro de nós e preencher o vazio da alma.

Seu clamor por água, lá na cruz, foi um grito pedindo alívio físico em meio ao sofrimento. No Oriente era considerado um dever sagrado dar água a quem pedisse, pois a água era considerada uma dádiva de Deus e ninguém devia recusar um copo de água a ninguém. Qualquer beduíno se desviaria do caminho para atender a um sedento. Mas, para Jesus, ninguém de dispôs a mitigar Sua sede. Nem por isso a Fonte se secou.

Escreveu Ellen White: “As cisternas esvaziar-se-ão, os poços se hão de secar; nosso Redentor, porém, é uma fonte inesgotável. Podemos beber, e beber mais, e sempre encontraremos novo abastecimento.” E mais: “A divina graça que só Ele pode comunicar, é uma água viva, purificadora, refrigerante e revigoradora da alma” (ibid., p. 187). Por quê? Porque é Água da Fonte!

REFLEXÃO: “Os ribeiros de Deus são abundantes de água” (Sl 65:9).

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