O Semblante de Jesus


Deus […] nos fez compreender que é o brilho da Sua glória que se vê no rosto de Jesus Cristo. 2 Coríntios 4:6, BV

É no rosto que se lê toda a escala dos sentimentos humanos. No semblante pode transparecer desde a indiferença até à paixão fulminante, do amor ao ódio. Num leve movimento de sobrancelha pode-se perceber o que vai no interior da pessoa.

No entanto, o que vemos em Jesus? O que nos transmite a expressão acolhedora do Seu rosto? Não seria, com certeza, a glória do próprio Deus?

Quem, porventura, poderá esquecer o semblante de Jesus ao ter uma criança em Seus braços? (Mc 10:16). Olhemos para a expressão do Seu rosto quando Ele, com Sua harmoniosa voz, chamou Talita de volta à vida! (Mc 5:41). Também podemos visualizar a alegria estampada em Sua face quando a samaritana testemunhou dEle e voltou da cidade trazendo muitas outras pessoas para ouvir as palavras do Mestre! (Jo 4:28-30). E o que dizer da expressão do Seu semblante quando, manietado, virou-Se para Pedro com olhar de amor e compaixão, após ter sido por ele traído?

Mas esse rosto foi desfigurado. Isaías profetizou: “Como pasmaram muitos à vista dEle (pois o Seu aspecto estava mui desfigurado)” em vez de radioso e triunfante, ao verem o Messias maltratado. Na sua profecia, Isaías continuou descrevendo os Seus sofrimentos físicos e morais, que têm arrancado lágrimas de muitos olhos. “E nós O reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido” (Is 52:14; 53:4).

Observemos, detalhadamente, o semblante desfigurado de Jesus lá no Calvário. Apesar de triste, fala de esperança. Aquele rosto, que Ele mostrou no dia da Sua aflição, ali na cruz, era “como o Sol quando na sua força resplandece” (Ap 1:16). O eterno passar do tempo jamais apagará a glória de Deus no rosto de Jesus, quando proferiu o brado da vitória: “Está consumado!”

Agora, vamos imaginar o rosto de Jesus por ocasião da ressurreição, da ascensão, da chegada ao Céu e da Sua entronização. Um dia, veremos Jesus face a face! Veremos Seu lindo rosto quando Ele voltar em glória e quando Ele abrir os portais da Nova Jerusalém para a entrada dos remidos. Então, Ele “verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is 53:11), e o Seu rosto brilhará de felicidade, porque Ele reconciliou, salvou e glorificou Sua Igreja.

REFLEXÃO: “Naquele dia, o Renovo do Senhor será de beleza e de glória; e o fruto da terra, orgulho e adorno para os […] que forem salvos” (Is 4:2).

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