O “Viajante” Ameaçado


Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos Céus. Mateus 5:10

Nos altos dos Andes Venezuelanos está situada a pequena aldeia El Cobre, onde, num pequeno cemitério rodeado por singelas muralhas brancas, descansam os restos mortais daquele que em vida foi considerado “o melhor colportor do mundo”, Rafael López Miranda, um missionário adventista que vendia livros religiosos e era, na região, conhecido como “Viajante”.

Rafael López Miranda foi covardemente assassinado por bandidos contratados supostamente pelo padre de San Cristóbal que não tolerava a presença do “Viajante” naquelas cercanias, distribuindo literatura adventista, especialmente o livro O Grande Conflito.

Logo ao chegar a San Cristóbal, Rafael López passou a experimentar o amargo fel da intolerância promovido pelo pároco local. Poucos dias após ter começado seu trabalho, “Viajante” foi intimado a responder pelo crime de distribuir “literatura imoral” entre os habitantes da localidade, segundo a acusação do padre. O juiz, porém, o declarou inocente. Quando ia saindo do tribunal, o padre, descontrolado em seu ódio, aproximou-se de Rafael e sussurrou em seus ouvidos: “Do tribunal você se livrou, mas não vai se livrar das minhas mãos.”

Semanas depois, Rafael López deixou essa cidade com a alegria de ter cumprido seu dever como mensageiro de Deus, tendo deixado muitos livros entre o povo e evangelizado a dona da pensão em que se hospedara.

No dia seguinte, chegou a Tovar. Ali estava o padre, outra vez, para dificultar seu trabalho, como em San Cristóbal.

Certo dia, Rafael foi a um restaurante, dirigiu-se a uma das mesas, assentou-se e pediu ao moço que servisse um prato com ovos, pão de milho e feijão verde frito. Em seguida, o rapaz voltou com o prato solicitado, colocando-o diante do “Viajante”. O moço, muito inquieto, passou a observá-lo. Quando López abaixou a cabeça para orar, o rapaz tirou rapidamente o prato e se foi. Num instante, voltou com outro prato e disse-lhe: “Perdão, senhor. É que… (o rapaz olhou ao redor e continuou em voz baixa) … me pagaram para colocar veneno em sua comida. Mas, quando o vi rezando com tanto fervor, fiquei aterrorizado e tirei o prato.”

Numa carta dirigida ao coordenador regional da colportagem, pastor B. F. Wagner, ele escreveu: “Sigo para outro lugarejo de fanáticos preparados pelo padre. Já sei que tenho que batalhar […] mas não posso deixar o campo para Satanás, pois ele iria rir gostosamente.”

REFLEXÃO: “Irei […] se perecer, pereci” (Et 4:16).

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