A Morte do “Viajante”


Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Apocalipse 2:10

Seguiremos o missionário “Viajante”, mas não por muito tempo. Após ter saído de Tovar, onde escapou de ser envenenado, Rafael escreveu o seguinte em uma de suas cartas: “Já estou em Táchira com a artilharia adventista” (a artilharia, a que ele se referia, eram os livros que vendia com destaque para O Grande Conflito).

Ele voltou a San Cristóbal para visitar um amigo comerciante, em cuja casa alguns convidados o aguardavam para ouvi-lo. Seu espírito se enchia de alegria ao ver a fome daquelas pessoas pela Palavra de Deus.

Era madrugada de 14 de maio de 1922, ali pelas cinco, quando Rafael carregou seu animal para a viagem. Antes, porém, Rafael, a dona da pensão (que já guardava o sábado) e mais alguns crentes se ajoelharam. Rafael sentiu-se transportado ao Céu, ao invocar a presença do Todo-poderoso. A dona da pensão disse nunca ter ouvido uma oração tão comovente e tão fervorosa como aquela.

Ele saiu de San Cristóbal e passou a noite seguinte em La Raya. Na madrugada seguinte, continuou viagem em direção de La Grita. Eram 7h30 da manhã, quando Rafael resolveu parar perto de um riacho para tomar o desjejum. O que ele não sabia era que bandidos estavam ali de tocaia, esperando por ele. Comeu pães de milho com queijo e manteve o livro O Grande Conflito aberto ao lado, talvez para ler alguns parágrafos. De repente, o livro caiu de suas mãos; elas pareciam congeladas e ele sentiu uma contração dolorosa. Rafael fora atingido pelos projéteis de uma arma de fogo, caindo sobre o solo úmido e pedregoso. Era 15 de maio. Rafael López Miranda, o “Viajante”, estava morto! (Essas últimas informações foram dadas por um dos bandidos presos).

Alguns sitiantes da redondeza ouviram os tiros e correram para ver o que havia acontecido. Um deles, por nome Bernardo Roa, reconheceu o cadáver e exclamou: “É o Viajante!” Então, levaram seu corpo até o cemitério de El Cobre, o povoado mais próximo.

A notícia já havia chegado à aldeia. O corpo de Rafael foi deixado aos cuidados do encarregado do cemitério, e Roa e seus companheiros foram avisar à polícia sobre o ocorrido. Antes de regressarem, o padre já havia determinado ao encarregado que não sepultasse o “herege” dentro do cemitério. Então, quando chegaram, Pitalúa, o encarregado do cemitério, já estava cavando uma cova do lado de fora e nela o “Viajante” foi sepultado.

REFLEXÃO: “Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos Seus santos” (Sl 116:15).

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