Escrito no Livro da Vida


Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor: Sim, diz o Espírito, para que descansem de suas fadigas, pois a suas obras os acompanham. Apocalipse 14:13

Ali em El Cobre, pequena aldeia dos Andes Venezuelanos, está a sepultura de um dos mártires da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Sua coragem e heroísmo na propagação do evangelho eterno deixaram suas marcas e abençoados resultados.

Sobre a lápide da tumba modesta está um livro aberto com as seguintes palavras: “Escrito está no livro da vida.” E logo abaixo: “Em memória de Rafael López Miranda de Porto Rico; morreu em 15 de maio de 1922.”

Pelos olhos da imaginação, posso ver anjos celestes se revezando ao velar a sepultura desse servo de Deus até o dia da ressurreição. Ele é mais um dos salvos que desejo conhecer no Céu.

Agora descrevo um fato pitoresco. Em 1962, houve uma grande enchente que fez transbordar o rio que passa junto do cemitério. A violência das águas derrubou os muros do cemitério e vários túmulos foram totalmente devastados. Com a mesma fúria, as águas passaram sobre a sepultura de Rafael López, mas foi como se nada tivesse acontecido. Logo correu a notícia de que a tumba do “Viajante” havia ficado intacta. Então, por insistência dos moradores da cidade, o padre da aldeia determinou que, ao serem reconstruídos os muros, contornassem a tumba do “Viajante”, para que ela ficasse dentro do cemitério.

Onze dias depois da morte de Rafael López, prenderam dois dos assassinos. Pela confissão desses bandidos, soube-se que o assassinato havia sido tramado em San Cristóbal e que o principal instigador havia sido o padre que o ameaçara à saída do tribunal.

Sobre os outros dois criminosos correm algumas histórias. Alguns afirmam que um deles fugiu para o Chile e, em seguida, para a Argentina, onde viveu até o fim da sua vida, após ter-se convertido ao adventismo pela leitura de O Grande Conflito.

Neste tempo, próximo ao fim do mundo, é possível que Deus não nos chame para ser mártires. Mas, certamente, Ele espera que também divulguemos o evangelho para que outras pessoas alcancem em Cristo a salvação. Esse tem sido o propósito dos corajosos colportores.

REFLEXÃO: “O justo, ainda morrendo, tem esperança” (Pv 14:32).

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