A Conversão do Seu Aureliano


O Senhor conhece os que são Seus. 2 Timóteo 2:19, ARC

Aureliano Vieira Pinto levou dezessete anos para abrir o coração a Jesus, mas finalmente fez e Jesus entrou para ficar. Veja como foi.

Em 1957, realizei uma série de conferências na cidade de Fernandópolis, interior de São Paulo. Para pintar os diagramas proféticos como o das Duas Mil e Trezentas Tardes e Manhãs e outros, contratei o senhor Aureliano que fez um excelente trabalho.

Aureliano não tinha interesse em assuntos religiosos. Mas quando eu ia buscar os diagramas, ele sempre me perguntava em que noite iria apresentar aqueles temas. Naquela noite, lá estava o Aureliano. Mas, como ele mesmo me dizia, era apenas para apreciar sua obra de arte. A semente, porém, foi caindo no solo do seu coração.

Terminadas as conferências, fui transferido para a cidade de Bauru, como pastor de igreja. Em seguida, trabalhei por dois anos como líder de jovens e das escolas adventistas no estado de São Paulo. Depois, fiquei na presidência da Missão Goiano-Mineira por seis anos. Então, voltei como pastor geral da Igreja Adventista no estado de São Paulo.

Em visita ao pastor de São José do Rio Preto, que na ocasião era o pastor Darci Trojan, ele me informou que um membro da igreja queria muito que eu lhe fizesse uma visita em sua casa. Perguntei-lhe quem era essa pessoa. O pastor Trojan disse-me apenas: “É uma surpresa!”

Tocamos a campainha… A porta se abriu e lá vem um homem de braços abertos, mas eu não o reconheci. “Pastor Wilson”, disse ele me abraçando, “eu sou o pintor lá de Fernandópolis. Agora sou adventista batizado e ancião da minha igreja!”

Dezessete anos após Fernandópolis, o pastor Rene T. Reis, quando pastoreava o distrito de São José do Rio Preto, batizou Aureliano, a esposa Iracema e cinco filhos. Visitei-o alguns meses atrás, em Jaguariúna, São Paulo, onde reside atualmente com dois filhos. Fazia seis meses que a esposa havia falecido e ele estava bastante abatido, mas não desanimado. Mostrou-me a Bíblia da esposa e relatou que ela foi fiel até à morte. Aureliano tem certeza de que a verá novamente quando Jesus voltar.

Conversamos bastante, animei-o, oramos, nos abraçamos e nos despedimos. Foi um encontro de muitas recordações animadoras. Realmente, Deus conhece os que são Seus e os busca em tempo aceitável.

REFLEXÃO: “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus” (1Co 3:6).

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