O Meu e o Seu Cristo


Este é o segredo: […] Cristo no coração de vocês é a sua única esperança de glória. Colossenses 1:27, BV

Em uma igreja de determinada cidade do Equador, há um “cristo” dentro de uma gaiola. Em cima dessa gaiola existe uma abertura para se colocar esmolas. Sua aparência é a de um esmoleiro.

É muito comum de se ver em certas ocasiões um “cristo” dentro de um caixão mortuário. Seu rosto e todo o seu corpo estão sujos de sangue. Sua aparência é de um derrotado.

No Rio de Janeiro está a mundialmente famosa estátua do chamado “Cristo Redentor”, que, de cima do Corcovado, parece estar abençoando a Cidade Maravilhosa. Um cristo de concreto, duro, insensível, surdo, mudo e sem vida, que, na verdade não tem bênção nenhuma para dar.

De vez em quando tem aparecido da televisão um tal Christus, um folclórico impostor, acompanhado de algumas “discípulas”.

Estes são alguns dos “cristos” que se vêm por aí: um “cristo” esmoleiro; um “cristo” morto, ensangüentado e sujo; um “cristo” de pedra; um “cristo” impostor.

Tenho a certeza de que o meu e o seu Cristo não é nenhum destes. Nosso Cristo é o Cristo da Bíblia, “o Filho do Deus vivo” (Mt 16:16), o Cristo que pode preencher o vazio do coração e satisfazer a alma desvalida.

É maravilhoso ter um Cristo vivo, ter um Personagem humano-divino na história da humanidade em quem podemos confiar inteiramente e a quem podemos dedicar nossa inteira gratidão e consagração! É um Cristo real que nos oferece tudo o que mais necessitamos: “Sua graça, Seu perdão, Seu poder, Sua coragem, Seu conforto, Sua esperança, Sua promessa de eternidade e a comunhão de Sua presença”.

Pascal, uma das mais brilhantes inteligências da Europa, ao morrer com apenas trinta e seis anos, deixou escritas estas palavras: “Esqueço-me do mundo e de tudo o que nele há, exceto Deus. Pai santo, o mundo não Te conheceu, mas eu Te conheci! Gozo, gozo, gozo! Lágrimas de gozo! Jesus, Jesus, Jesus, eu me afastei d’Ele, renunciei-O e O crucifiquei, mas agora me submeto absolutamente a Cristo, meu Redentor!”

Quando uma alma encontra a Cristo, após as desarmonias da vida e entra em sintonia com Deus, toda a idéia de valor próprio se esvai, ficando apenas a realidade da Sua graça e do Seu amor. “Ao tomar a nossa natureza, o Salvador ligou-Se à humanidade por um laço que jamais se partirá” (O Desejado de Todas as Nações, p. 25).

REFLEXÃO: “Assim, habite Cristo no vosso coração” (Ef 3:17).

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