O Primeiro Adão, Filho de Deus!


Cainã, filho de Enos, Enos, filho de Sete, e este, filho de Adão, filho de Deus. Lucas 3:38

Adão ocupa pouco espaço na história bíblica, mas o que é dito a seu respeito é suficiente para se ter a chave de tudo o que nos surpreende nele, a obra prima da Criação: sua vida foi singular, isto é, sem igual. Sua felicidade foi singular, sua desgraça foi singular, foi também singular seu sentimento ao obter o perdão de Deus e perceber Seu infinito amor.

Quando investigamos a origem do mundo pela ótica bíblica, descobrimos o material do qual foi formado o ser humano. É aí que muitos esbarram na incredulidade, recusando-se a aceitar que, da matéria prima de que somos compostos, a terra, tenha sido possível surgir uma forma perfeita e bela.

Para os criacionistas, a raça humana “remonta a sua origem não a uma linhagem de micróbios, moluscos e quadrúpedes a se desenvolverem, mas ao grande Criador. Posto que formado do pó, Adão era filho de Deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 45).

O homem foi moldado durante uma ação pessoal de Deus, que lhe transmitiu o fôlego da vida e o colocou no Jardim do Éden, seu magnífico lar, com objetivos, privilégios e responsabilidades. Mas Adão, como criatura, devia obedecer ao Criador. Assim fazem também os anjos.

Vejamos, agora, como veio o dia mais sombrio da Terra. Chegou o tentador e lançou uma isca, sutilmente preparada. Ao ser proferida a primeira mentira, nossos primeiros pais pararam para ouvi-la e sucumbiram à tentação. Tocaram a árvore proibida e, desobedecendo, provaram do seu fruto. Foi violada a ordem que o Senhor deu. Consumou-se o pecado. Foi-se a inocência. Extinguiu-se na alma humana a paz, a alegria e a felicidade.

Os resultados da tragédia não se fizeram esperar. Desde esse momento, o mundo parece ter deixado de girar sobre o eixo da harmonia. Espinhos, abrolhos e ervas daninhas começaram a cobrir o chão; lágrimas, gemidos, suspiros, todo o cortejo de dores, trabalhos, privações, morte, proclamaram a maldição e o desagrado de Deus.

No entanto, Cristo, o segundo Adão, Se apresentou para salvar o primeiro Adão e Sua descendência. Em Adão, somos merecedores de toda a cólera de Deus; em Cristo somos feitos merecedores da Sua graça. Medite durante este dia no verso abaixo:

REFLEXÃO: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).

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