O Último Adão, Filho de Deus!


O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante. 1 Coríntios 15:45

Vejamos como foi que toda a nossa raça participou do pecado original. Adão não representava um ente isolado, mas um ente universal. Ele foi o ponto de partida de toda a humanidade.

Da mesma forma com que os raios luminosos provêm de um único Sol, toda a raça humana tem seu ponto inicial naquele tronco, Adão. Podemos, então, entender que pecamos porque herdamos a natureza pecaminosa de Adão. Transgredimos porque ele transgrediu. Somos culpados de nossas transgressões, assim como ele foi culpado da sua. Por causa da natureza do pecado, que temos em comum, recebemos a herança da morte. “Como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5:12, ARC).

Vendo agora o reverso da moeda, descobriremos brilhantes raios de esperança. Quando a tristeza se abateu sobre nós, pela desobediência de Adão, o Senhor, desceu sobre as asas do amor para mudar o quadro sombrio. Se em Adão, todos morrem, em Cristo todos serão vivificados. (1Co 15:22). Por Adão acabamos no túmulo. Por Cristo, o túmulo é a porta da eternidade, a partir da ressurreição. Adão é um membro da família humana, Cristo é um membro da família da graça. A queda e a ruína de Adão foram grandes, mas muito maior é a salvação que provém de Cristo.

No momento supremo do sacrifício no Calvário, quando o Cordeiro de Deus derramou Seu sangue, o centurião romano que a tudo acompanhava bem de perto e com grande expectação, admitiu: “Verdadeiramente, este era o Filho de Deus” (Mc 15:39).
Cumprida Sua missão redentiva, Cristo subiu para o Céu para preparar-nos um lugar. É desejo Seu que estejamos preparados para que, quando Ele voltar, possa nos levar para viver no Paraíso de Deus. Lá, conheceremos o primeiro Adão que foi salvo pelos méritos e pela graça do segundo Adão. Ele, o primeiro Adão, “Sinceramente, se arrependeu de seu pecado, confiando nos méritos do Salvador prometido, e morreu na esperança de uma ressurreição. O Filho de Deus redimiu a falta e a queda do homem; e, agora, pela obra da expiação, Adão é reintegrado em seu primeiro domínio” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 647, 648). Que grande amor esse do nosso Deus!

REFLEXÃO: “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo […] em quem temos a redenção pelo Seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da Sua graça” (Ef 1:5, 7, ARC).

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