Batismo não é o fim da jornada, diz dirigente da Igreja Adventista


adventistas_uniaoadventistaEmbora seja mais conhecido entre colegar por apresentar anúncios nas reuniões administrativas com bom-humor, G.T. Ng tem uma mensagem sobre crescimento de Igreja que não poderia ser mais séria.
 
Durante suas viagens ao redor do mundo, Ng, secretário-associado para a Igreja Adventista do Sétimo Dia, tem uma apresentação particular que ele gosta de cumprir. O primeiro slide diz, “Infanticídio: Destino dos Recém Nascidos”. Uma foto de uma mãe sorridente segurando um bebê aparece sobre a tela do salão de conferências. “Antes do batismo prodigalizamos os candidatos [para batismo] com amor e atenção”, Ng lê. “Depois do batismo, muitos novos bebês em Cristo são deixados a afundar ou nadar”.
 
Para alguém como Ng, os que afundam e nadam são surpreendentemente óbvios. As responsabilidades de seu trabalho incluem a análise de membresia da Igreja e dados sobre dízimo para várias das regiões mundiais e compartilhar as suas descobertas.
 
Por exemplo, ele mostra os registros de membros dos anos de 2001 a 2005. Ele não revela de onde são os registros, mas é uma subseção da Igreja Mundial que opera com fundos propiciados pela Igreja, ou uma “união missão”. Áreas auto-sustentáveis são referidas como “uniões conferências” [na terminologia em inglês]. Em 2002, os números de membros para a região dispararam. Em 2003, contudo, a mesma área perdeu mais de 13.000 membros.
 
“Se percebo quedas ou aumentos drásticos, pergunto-me por quê”, diz Ng. Nesse caso citado, a união missão “limpou os livros” no ano anterior — removendo membros que se transferiram, que pediram que seus nomes fossem removidos, ou não mais praticam a fé adventista.
 
O procedimento de atualizar os livros está finalmente tomando forma na Igreja Adventista do Século 21. O Paquistão foi a primeira área da Igreja Mundial a realizar uma auditoria de membros desde o início dos anos da década de 1900, declara Bert Haloviak, diretor do Escritório de Arquivos e Estatísticas para a Igreja Adventista. 
 
A auditoria inicial no Paquistão teve lugar em 1998, com áreas por todo o mundo seguindo-se logo depois, disse Haloviak. A maioria das regiões eclesiásticas completou auditorias nos últimos dez anos, inclusive a maior parte da Ásia, África, América do Sul e Europa.
 
A Índia é o único país que nunca realizou uma auditoria de membros, declara Ng. E a Índia é o seu próximo destino. Durante sua viagem em junho, ele educará dirigentes da Igreja local de três uniões sobre a importância de limpar os registros de membros, bem como ensinar os melhores métodos para realizar isso.
 
“A maior parte das áreas percebe isso como a coisa certa a fazer”, declara Ng. Ele diz que espera ver todas as regiões eclesiásticas participando. Pedir auditorias de membros é um assunto delicado, admite Ng.
 
“Muitos encaram a perda de membros como uma perda de imagem”, comenta ele, mas acrescenta que encarar a realidade é mais importante. Seja por apatia ou por deliberada negligência, os membros da Igreja têm causado a morte espiritual de muitos novos crentes, e uma auditoria de membros revela claramente quantos membros se foram.
 
Como as apresentações de Ng mostram, a perda de membros pode ser elevada. O sub-secretário para a Igreja a nível mundial, Larry Evans, declara que dar enfoque exagerado a um único aspecto do crescimento, como o aumento de membros, tem desempenhado uma parte na perda de novos membros. No atual modelo administrativo, os pastores e administradores somente recebem crédito por novos membros acrescentados.
 
“Creio que precisamos perguntar não só quantos estamos batizando, mas quantos estamos restaurando”, opina Evan. “Estamos apenas falando sobre um aspecto, somente tratando sobre evangelismo”.
 
Ao final de todas as suas apresentações, Ng conclui com este pensamento: Jesus não tinha a intenção de que o batismo fosse o fim de nossos esforços evangelísticos.
 
Muitos membros da Igreja confundem o acréscimo de novos membros com fazer discípulos — o processo de nutrir e desenvolver que deve perdurar após uma pessoa vir para a igreja, declara Ng. “Ir, batizar e ensinar contribuem para o cumprimento da comissão, e não são um fim em si mesmos”.
Advir

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