Cristo NÃO deixou de ser Onipresente


É verdade que Cristo deixou de ser Onipresente depois que se tornou humano? Um irmão afirmou que Ellen White escreveu isso… Valdemi, por e-mail.

Analisaremos essa questão em tópicos para chegarmos a uma conclusão bíblica sobre o assunto:

1) Na encarnação, Cristo assumiu a forma humana (Filipenses 2:7);

2) Na encarnação, Jesus não deixou de ser Deus (Filipenses 2:5-8; Joao 1:1 e 14)

3) Na encarnação, quando estava aqui na Terra, “o encarnado Cristo voluntariamente limitou-e a Si próprio nesse aspecto [Onipresença]” (Nisto Cremos, pág. 56. Casa Publicadora Brasileira, 2008). Perceba que em Sua divindade o Salvador continuou sendo Onipresente e que apenas limitou-Se (por um tempo) e foi representado em todos os lugares pela Onipresença do Espírito Santo – João 14:16-18.

4) Na glorificação (Filipenses 3:20, 21), Cristo continuou com a natureza divino-humana e isso em nada afetou a Divindade dEle (leia Hebreus 1:1-3). Isso por que se o Salvador, após a entronização no Céu, não fosse mais Onipresente, Ele:

a) Não poderia ter feito as declarações de Mateus 18:20 e 28:20 que indicam ser Ele Onipresente depois da ascenção;

b) Seria inferior ao Pai e ao Espírito Santo, dando assim margem para o politeísmo (um deus mais poderoso que outro) – o que afrontaria a doutrina bíblica da Trindade, que ensina a Triunidade entre Três Pessoas distintas, mas, com o mesmo caráter, poder e atributos (Onipresença, Onipotência, Onisciência e Eternidade).

A profetisa Ellen White não se detém nesse aspecto da natureza de Cristo depois da entronização (se o irmão que lhe disse que Ele não é mais Onipresente possui os textos escritos, envie-me para análise – ok?).

E, os demais textos a seguir, de João 10:30 e de Ellen White, no livro “Patriarcas e Profetas”, pág. 34, confirmam o que estou lhe apresento com base na Palavra de Deus:

“Eu e o Pai somos um.” (Tal unidade indica também possuir os mesmos atributos, entre eles a Onipresença – mesmo após a encarnação – depois de entronizado)

“Cristo, o Verbo, o Unigênito de Deus, era um com o eterno Pai – um em natureza, caráter, propósito…” (Aqui ela fala de Cristo antes a encarnação).

Veja que a Bíblia e Ellen White se completam.

Espero ter lhe ajudado em sua dúvida. Um abraço e fique com Deus.

Leandro Soares de Quadros
Jornalista – Consultor bíblico

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2 Respostas

  1. Em Manuscript Releases, vol. 14, págs. 23 e 24, estaria
    Ellen White sugerindo que Cristo e o Espírito Santo
    são a mesma pessoa?
    Alberto R. Timm
    (publicado na revista do Ancião
    em jul – set 2005)
    O texto diz: “Limitado pela humanidade, Cristo não podia estar
    pessoalmente em toda parte; portanto, era para benefício deles que Ele os
    deixasse, fosse para o Seu Pai, e enviasse o Espírito Santo para ser o Seu
    sucessor na Terra. O Espírito Santo é Ele próprio despojado da personalidade
    humana e independente dela. Ele representaria a Si mesmo como presente em
    todos os lugares pelo Seu Espírito Santo, como o Onipresente. ‘Mas o
    Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse (embora
    invisível para vós) vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que
    vos tenho dito’ [João 14:26]. ‘Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá,
    porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu
    vo-lo enviarei’ [João 16:7].”
    Para entendermos essa declaração é indispensável que interpretemos
    corretamente a segunda e a terceira sentenças, que no original em inglês
    aparecem da seguinte forma: “The Holy Spirit is Himself divested of the personality
    of humanity and independent thereof. He would represent Himself as present in all
    places by His Holy Spirit, as the Omnipresent”. Isoladas do seu contexto, essas
    sentenças acabam se tornando ambíguas. Conseqüentemente, o pronome
    reflexivo “Himself”, que aparece na expressão “the Holy Spirit is Himself”, poderia
    ser interpretado como se referindo ao Espírito Santo ou a Cristo. Se optarmos pela
    primeira alternativa, então teríamos que entender a sentença da seguinte forma: O
    próprio Espírito Santo é despojado da personalidade humana e independente
    dela. Mas nesse caso os pronomes “He”, “Himself” e “His” da sentença seguinte
    teriam que ser interpretados como também se referindo ao Espírito Santo, o que
    nos obrigaria a entender a sentença como segue: O Espírito Santo representaria a
    Si mesmo como presente em todos os lugares pelo Seu Espírito Santo, como o
    Onipresente. Mas tal interpretação é destituída de sentido e, portanto, inaceitável.
    A despeito de qualquer ambigüidade, o contexto confirma que os
    pronomes “He”, “His” e “Himself” se referem a Cristo e não ao Espírito Santo.
    Assim sendo, as sentenças podem ser entendidas da seguinte forma: “O Espírito
    Santo é Cristo despojado da personalidade humana e independente dela. Cristo
    representaria a Si mesmo como presente em todos os lugares pelo Seu Espírito
    Santo, como o Onipresente.” Essa interpretação é confirmada por uma declaração
    paralela encontrada em O Desejado de Todas as Nações, pág. 669, na qual é dito
    que “o Espírito Santo é o representante de Cristo, mas despojado da
    personalidade humana, e dela independente”.
    Alguns pretendem que, ao afirmar que o Espírito Santo é Cristo, Ellen
    White estaria afirmando que o Espírito Santo é uma mera energia
    despersonalizada que emana de Cristo. Mas tal interpretação não é corroborada
    pelo contexto em que aparecem as referidas expressões. Ao asseverar que o
    Espírito Santo é Cristo “despojado da personalidade humana e independente
    dela”, Ellen White sugere uma clara distinção entre a natureza divina do Espírito
    Santo e a natureza divino-humana de Cristo. Além disso, as declarações de que o
    Espírito Santo seria enviado pelo Pai em nome de Cristo (João 14:26) e pelo
    próprio Cristo (João 16:7), citadas no mesmo parágrafo, confirmam que o Espírito
    Santo é distinto tanto do Pai como do Filho. Para ser enviado por ambos, o
    Espírito Santo precisa ter uma personalidade distinta de ambos, pois ninguém se
    auto-envia.
    Ao sugerir que o Espírito Santo é Cristo, Ellen White empregou uma
    força de expressão semelhante a que Cristo usou ao dizer “Eu e o Pai somos um”
    (João 10:30). Essas expressões enfatizam a unidade essencial entre o Espírito
    Santo e Cristo, e entre Cristo e o Pai, respectivamente, sem com isso negar a
    distinção de personalidade entre cada um deles. Para serem consistentes, os que
    interpretam literalmente essas declarações deveriam interpretar da mesma forma
    também a expressão “Eu sou a videira verdadeira” (João 15:1) e várias outras
    semelhantes. Portanto, ao dizer que o Espírito Santo é Cristo, Ellen White sugere
    que a presença do Espírito Santo no mundo, como representante de Cristo, não
    representaria qualquer perda para os discípulos. Por mais que alguns busquem
    endosso para suas teorias antitrinitarianas na declaração de Manuscript Releases,
    tais tentativas jamais conseguirão ofuscar os claros ensinos bíblicos e de Ellen
    White a respeito da Divindade como formada por três Pessoas distintas – Pai,
    Filho e Espírito Santo.

  2. O que devo eu pensar disso então? que há uma contradição nos escristos da pena inspirada?
    ou que Cristo está no nosso meio por meio do seu espirito como diz o texto de DTN 25
    “Pela Sua vida e morte, Cristo operou ainda mais do que a restauração da ruína produzida pelo pecado. Era o intuito de Satanás causar entre o homem e Deus uma eterna separação; em Cristo, porém, chegamos a ficar em mais íntima união com Ele do que se nunca houvéssemos pecado. Ao tomar a nossa natureza, o Salvador ligou-Se à humanidade por um laço que jamais se partirá. Ele nos estará ligado por toda a eternidade. “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito.” João 3:16. Não O deu somente para levar os nossos pecados e morrer em sacrifício por nós; deu-O à raça caída. Para nos assegurar Seu imutável conselho de paz, Deus deu Seu Filho unigênito a fim de que Se tornasse membro da família humana, retendo para sempre Sua natureza humana. Esse é o penhor de que Deus cumprirá Sua palavra. “Um Menino nos nasceu, um Filho se nos deu; e o principado está sobre os Seus ombros.” Deus adotou a natureza humana na pessoa de Seu Filho, levando a mesma ao mais alto Céu. É o “Filho do homem”, que partilha do trono do Universo. É o “Filho do homem”, cujo nome será “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz”. Isa. 9:6. O EU SOU é o Árbitro entre Deus e a humanidade, pondo a mão sobre ambos. Aquele que é “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores” Heb. 7:26, “não Se envergonha de nos chamar irmãos””

    DTN 669

    O Espírito Santo é o representante de Cristo, mas despojado da personalidade humana, e dela independente. Limitado pela humanidade, Cristo não poderia estar em toda parte em pessoa. Era, portanto, do interesse deles que fosse para o Pai, e enviasse o Espírito como Seu sucessor na Terra. Ninguém poderia ter então vantagem devido a sua situação ou seu contato pessoal com Cristo. Pelo Espírito, o Salvador seria acessível a todos. Nesse sentido, estaria mais perto deles do que se não subisse ao alto.

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