O Rei Dario na Cova dos Leões

daniel na cova dos leoesA História é mundialmente conhecida. Provavelmente a mais conhecida do antigo testamento. Mas ela peca no nome que recebeu. Ela não, mas quem deu o nome à história.

Na maioria das Bíblias vem o título do capítulo 6 de Daniel: Daniel na Cova dos Leões, mas já vimos que o dono da cova onde jogaram Daniel não era nenhum leão(pode ser o rei da selva, mas não foi o rei da cova), mas um Anjo. Há fortes evidências de que o Anjo que fechou a boca dos leões era o Senhor Jesus Cristo. Tanto Ellen White, como muitas analogias bíblicas sugerem isso.
 
Porém, se tinha alguém na “cova dos leões”, esse alguém era o Rei Dario. Aliás, durante séculos críticos lançaram descrédito ao livro de Daniel, porque não havia referência a esse rei em nenhum lugar, nenhum registro, a não ser no capítulo 6 de Daniel. Muitos críticos disseram que isso era invencionisse dos judeus que forjaram a história do profeta. Hoje, as bocas dos críticos têm sido fechadas uma a uma. Certamente o mesmo Anjo que fechou a boca dos leões que matariam Daniel, fecha também a boca dos que proclamam a mentira. Os achados arqueológicos mais comtemporânios, especialmente do século IXX para cá, vem respaldando os registros do livro de Daniel, inclusive sobre aquilo que imaginava-se ser invenção. O rei Dario é um desses casos, que será melhor analisado no Domingo.
 
O fato é que o rei estava rodeado de leões que abriram suas  bocas para engoli-lo, enredando-o numa conspiração contra seu mais respeitado e amado servo. Dario foi impulsivo! Não pesou sua responsabilidade ao assinar o decreto de morte. Sem dúvida Dario era um bom rei e bom homem. Mas, devido a sua atitude impensada, e sem nada poder fazer para livrar Daniel dos leões, de certa forma o rei também se viu numa cova. A cova dos seus ministros invejosos e mentirosos, que conspiraram e literalmente fizeram o rei de trouxa, colocando-o numa situação em que se sentia responsável pela morte de um inocente. E o rei se sentiu assim mesmo: Um otário, manipulado por gente que agora ele podia perceber claramente, não passavam de leões famintos, mesquinhos e desonestos.
 
Mas o rei não poderia fazer nada. A Bíblia diz que ele se esforçou até o fim do dia para livrar Daniel. Procurou brechas na lei, fez conchavos políticos, mas pouco adiantou. Seus leões lhe lembraram que ele não podia revogar seu próprio decreto. O rei lançou Daniel na cova dos anjos, e foi se remoer na verdaderia cova dos leões. Enquanto Daniel dormia tranquilamente, o rei não se aguentava de remorso. O conforto do palácio, o luxo, os prazeres, as músicas, nada podia aliviar a culpa do rei. Era melhor estar na cova dos leões do que no palácio. Enquanto o rei se contorcia, Daniel descansava. Um na cova, outro no palácio, o rei o profeta nos ensinam a grande lição de que não há nada mais precioso do que poder encostar a cabeça no trevesseiro, se for o caso na pedra, ou até num leão com a consciência tranquila. Jesus disse certa vez que “as raposas tem suas tocas, e os abutres seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”, mas a verdade é que se na cabeça que busca reclínio não houver uma consciência limpa, o remorso transformará travesseiros em espinhos, colchões em pregos, lençois e cobertores em poças de lama.
 
Quando o rei, logo nas primeira horas da manhã, foi encontrar Daniel, suas próprias palavras ao profeta: “o teu Deus, a quem tu continuamente serves, ele te livrará”, ditas segundos antes da alimentação dos leões, eram agora seu único conforto. No fundo o rei também queria sair da cova. Também queria que a boca dos seus leões fosse fechada. Ao chamar por Daniel, que alívio: O profeta responde com a naturalidade de quem não teme absolutamente nada, e não guarda rancor de ninguém. Daniel saúda o rei com simpatia, e lhe diz que Deus fechou a boca dos leões. Um milagre para Daniel. Um milagre para o Rei. Ambos diante de leões famintos. Ambos cientes de que Deus operou. Ambos agradecidos pela bondade do Deus dos deuses…
 
Para saber mais, discutir mais, aprender e ensinar mais, não perca nosso estudo do capítulo 6 de Daniel.
 
Nos vemos domingo às 18:00h
Grande abraço. 
Daniel Makawetskas.

Os “leões” do Rei com o pé na cova…

daniel na cova dos leoes

É naturalmente surpreendente o fim que tiveram os homens que tramaram contra Daniel e o rei Dario na questão da cova dos leões. Alguém pode legitimamente argumentar que o desfecho dessa história é trágico e sanguinário. A Bíblia diz que quando Dario se deparou com o poder estarrecedor do Deus de Israel, imediatamente “ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel, e foram lançados na cova dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova quando os leões se apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos”.
 
Primeiro não é preciso muito esforço para entender que a ideia de jogar essas pessoas partiu do rei e não de Daniel. É claro que ao fazer isso, o rei pretendia dar um testemunho poderoso e, digamos, persuasivo a favor de Daniel e de seu Deus. Mas, não era só isso. O rei também foi envolvido na trama, e inclusive enganado. Quando Medo-Pérsia dominou Babilônia, Dario passou a atuar como rei da província de Babilônia, enquanto o general Ciro (falaremos muito nele nos próximo estudos) era o chefe do Grande Império. Era uma divisão parecida com aquela entre Nabonidus e Belsazar, vista em detalhes quando estudamos o capítulo 5. A primeira medida de Dario, o medo, segundo a Bíblia foi essa: “E pareceu bem a Dario constituir sobre o reino cento e vinte príncipes, que estivessem sobre todo o reino; E sobre eles três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes príncipes dessem conta, para que o rei não sofresse dano”. Assim, logo no primeiro ano de Dario como rei, Daniel já foi elevado a uma posição privilegiada, e consequentemente invejada na corte. Para piorar as coisas, o rei gostou tanto de Daniel, ao ponto em que a bíblia informa que o profeta “sobrepujou a estes presidentes e príncipes; porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino”.
 
Por esse motivo, alguns desses nobres começaram a planejar uma maneira de diminuir a importância de Daniel junto ao rei, e aí já podemos entender porque  o fim deles foi tão cruel. Numa leitura superficial, tendemos a imaginar que todos os principes conspiraram contra o chefe de estado, mas a Bíblia não afirma isso. E nem seria muito lógico imaginar 122 pessoas se reunindo secretamente para tramar contra o rei e seu primeiro-ministro e nenhum dos dois perceber. Da mesma forma normalmente pensamos que todos os 122 e suas famílias foram mortos pelos leões. Mas a Bíblia simplesmente diz que “aqueles homens que tinham acusado a Daniel” é que foram jogados na cova.
 
Partindo disso, outro detalhe normalmente ignorado se torna claro. Esses homens mentiram ao rei para que ele concordasse em assinar o decreto. Eles disseram ao rei que “Todos os presidentes do reino, os capitães e príncipes, conselheiros e governadores, concordaram em promulgar um edito real e confirmar a proibição que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões”. Todos os presidentes? Daniel também era um dos presidentes, e nesse caso isso seria mentira, mesmo que todos os outros 122 realmente estivessem a par. Daniel era o principal deles, e provavelmente não foi consultado e se fosse não concordaria com tal decreto.
 
A mentira torna-se evidente na maneira cristalina como Ellen White narra a reação do rei diante da acusação fizeram contra Daniel: “Quando o rei ouviu essas palavras, viu de imediato o laço que havia sido armado para o seu fiel servo. Compreendeu que não fora o zelo pela honra e glória real, mas a inveja de Daniel, o que os levara a propor o decreto real. “Penalizado” pela parte que havia desempenhado no mal que se praticara, o rei “até o pôr-do-sol trabalhou” para salvar seu amigo. Os príncipes, prevendo este esforço da parte do rei, vieram a ele com as palavras: “Sabe, ó rei, que é uma lei dos medos e dos persas que nenhum edito ou ordenança, que o rei determine, se pode mudar.” O decreto, embora feito de afogadilho, era inalterável, e devia produzir os seus efeitos. “. Naturalmente, o rei percebeu muito tarde que fora enganado.
 
Os leões do rei estavam cavando a própria cova. E a vida do profeta de Deus foi talvez um último resquício de misericórdia; a última mensagem de reprovação divina, para que aqueles homens abandonassem seus maus caminhos. O Deus que livrou Daniel da Cova dos leões, que livrou Dario de um remorso que lhe seria insuportável, certamente pretendia livrar aqueles nobres invejosos de si mesmos. E que lição para nós. Deus pode nos livrar de tudo, mas não nos livrará de nós mesmos, a não ser que lhe demos permissão. E certamente essa cova do próprio eu é muito mais mortal, muito mais perigosa que qualquer cova com leões, ursos, serpentes. O maior perigo contra a nossa salvação somos nós mesmos.
 
Quando os príncipes investigaram a vida de Daniel, puderam constatar que não havia nada que poderiam usar contra ele. Investigaram tudo, e mesmo sendo seu inimigo, foram obrigados a concluir que ela era impecável. E mesmo assim decidiram tirar-lhe a vida!!!! Um tipo de mesquinharia e crueldade, que nem mesmo entre povos pagãos poderia ser tida como normal. Como rei de um poderoso império, Dario sentiu que não poderia tolerar esse comportamento. Agiu de acordo com sua posição. E como monarca pagão que era, fez o que lhe parecia justo.
 
Diante de tudo isso, a fúria do rei é no mínimo justificável. Mas ainda assim, porque as famílias desses homens foram também mortas?
 
Essa pergunta você pode responder, colaborando para nossa discussão, mas ela será abordada no próximo domingo, no nosso estudo.
 
Não falte.
Grande abraço. 
Daniel Makawetskas

Confiança no amor de Deus

recordar

Trecho da lição de Terça-Feira. Melhor nem comentar para não estragar a perfeição dessas palavras. Amados jovens, repousem todos os dias no amor de Deus.

“Satanás sabe que os que buscam o perdão e a graça de Deus os obterão; por isto apresenta diante deles os seus pecados para os desencorajar. Ele está sempre buscando ocasião contra os que procuram obedecer e apresentar o melhor e mais aceitável serviço a Deus, fazendo parecer corruptas todas essas iniciativas. Mediante astúcias sem conta, as mais sutis e mais cruéis, procura ele assegurar a sua condenação.

“O homem não pode, em sua própria força, enfrentar as acusações do inimigo. Com suas vestes manchadas de pecado e em confissão de culpa, ele está perante Deus. Mas Jesus, nosso advogado, apresenta uma eficaz alegação em favor de todo aquele que, pelo arrependimento e fé, confiou a Ele o coração. Ele defende sua causa, e mediante os poderosos argumentos do Calvário, derrota seu acusador. Sua perfeita obediência à lei de Deus deu-Lhe poder no Céu e na Terra, e Ele reclama de Seu Pai misericórdia e reconciliação para com o homem culpado” (Ellen G. White, A Maravilhosa Graça de Deus [Meditações Matinais, 1974], p. 314).

O Hinário Adventista é para os JOVENS!

Hinário AdventistaO HINÁRIO ADVENTISTA É PARA OS JOVENS da IGREJA

Cantar os hinos do Hinário Adventista é celebrar os extraordinários feitos do passado. É relembrar as histórias de lutas e desafios dos nossos pioneiros. È firmar parte de nossa histórica herança de fé cristã escrita com oração e muita dedicação por parte de nossos heróis do passado. Agora, o grande desafio é voltar a cantar os nossos hinos em reuniões de juvenis, jovens e adultos. Penso que ao deixarmos de cantar os hinos do Hinário estamos dizendo que o passado tem pouca importância.

O Hinário Precisa Voltar Com Força Total

O que deve ser o Hinário para nossa juventude na atualidade? Comparo a um diamante que está perdendo o brilho sutilmente. Por quê? Porque tem sido usado muito pouco em reuniões espirituais, em nossas reuniões e cultos para jovens e juvenis. Vejo que os jovens, na maioria das vezes, só querem cantar com o uso de projetores e computadores. Acho que estamos formando uma nova geração, absolutamente dependente das maquinas como nunca.

É Imperioso Usar a Capacidade Imaginativa

Percebo que, aos poucos, estamos perdendo nossa capacidade imaginativa e reflexiva na hora da adoração a Deus. Alguns irmãos já não levam mais o Hinário Adventista para a igreja, afinal os hinos serão projetados num lindo telão super colorido e todos poderão cantar fazendo uso da mais avançada multimídia mundial. Isso não é de todo ruim, só que tem que haver equilíbrio no uso da multimídia em nossas igrejas e eventos. O que ocorre na hora do louvor é que estamos olhando, na maioria das vezes, mais as paisagens, as imagens, o lindo colorido do que a própria letra da música que estamos cantando. Assim a música perde um pouco sua eficácia de fixar a verdade em nossa mente.

Excesso de Sermões em Power Point Está Atrapalhando

O mesmo ocorre com o excesso de sermões apresentados em Power Point – o que era pra ser uma bênção está limitando intelectualmente os pregadores e os ouvintes. Estamos perdendo a beleza da profundidade do texto bíblico. A beleza, na maioria das vezes, fica só no slide e nada mais. Tenho ouvido que algumas igrejas se cansaram de sermões em Power Point, em especial no Sábado de manhã. Nossos pregadores correm o risco da superficialidade bíblica e, assim, nossas igrejas não são nutridas espiritualmente como precisam e como devem ser.

Não Perca a Capacidade de Pensar e Argüir

“Cada ser humano criado à imagem de Deus é dotado de certa faculdade própria do Criador – a individualidade – faculdade esta de pensar e agir.” Ellen White; Educação, p. 17
Voltemos a usar nossa capacidade imaginativa e reflexiva de forma especial na hora da adoração a Deus. Pensemos nas coisas do alto. Precisamos, urgentemente, usar muito mais o nosso Hinário e suas músicas belas, significativas e inspiradoras. O DVD e o Cd Jovem não vieram para substituir ou anular o Hinário. Eles são apenas algumas “ferramentas” a mais para louvarmos o nome de Jesus. A intenção dos realizadores dos DVD e CD Jovem tem sido firmar na América do Sul o tema jovem de cada ano com uma ou mais músicas especiais. Além de auxiliar as igrejas mais simples que não dispõem de músicos para tocar nossos hinos.

Que Tipo de Música Você Está Oferecendo a Deus?

Outro tema preocupante é quanto ao estilo de música que estamos oferecendo a Deus nas nossas reuniões espirituais. Temos presenciado grande diversidade de estilos musicais. Então surge a pergunta: “Que tipo de música é aceitável por Deus?”.
Percebo que o estilo de música neopentecostal está invadindo nossas igrejas. A emoção está tomando conta da adoração. Começamos com o movimento de levantar as mãos, em seguida veio a bateria elétrica e, agora, infelizmente já temos bateria acústica em algumas de nossas igrejas – isso é uma lástima. Pelo andar da carruagem, o próximo passo será dançar. Claro que isso não vai acontecer, porque Deus está no comando de Sua preciosa igreja.

O Que Ellen White Viu Em Matéria de Adoração com Instrumentos de Percussão nos Últimos Dias?

“As coisas que me descrevestes como tendo lugar em Indiana, o Senhor me revelou que haveriam de ter lugar imediatamente antes da terminação do tempo da graça. Demonstrar-se-á tudo o que é estranho. Haverá gritos com tambores (baterias), música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas.” Ellen White, Eventos Finais, p. 138. É interessante notar que a palavra para “tambores” no texto original, em inglês, da citação, é “drums”, que significa bateria. É importante frisarmos que nos centros de espiritismo e macumba os principais instrumentos usados são os tambores – a percussão. Qual música Deus aceita?

A Música Aceitável Por Deus

“A música só é aceitável a Deus quando o coração é consagrado, e enternecido, e santificado por sua docilidade”. Ellen White, Evangelismo. P. 512
O que me chama atenção na citação é a frase ”o coração é consagrado”. É que o coração consagrado é seletivo, por sua natureza, na hora de escolher uma música para louvar o nome de Jesus. Esse desafio não é de hoje, é desde a época do apóstolo Paulo quando ele disse, em certa ocasião, escrevendo aos Coríntios: “Cantarei com o meu espírito, mas também com a mente…” I Coríntios 14:15.

Paulo está falando que a música que deve ser cantada na casa de Deus, em especial, deve ter um tênue equilíbrio entre nossa emoção e razão, o que não é algo fácil de acontecer, porém, também não é impossível. Estou certo que a música sacra que agrada a Deus tem sutil equilíbrio entre a letra, a melodia, a harmonia e o ritmo. O nosso Deus é o Deus do equilíbrio. Satanás é o agente da desordem e ele está sempre nos extremos, e os extremos são sempre perigosos. Quando um dos quatro elementos universais da música chama demasiadamente a atenção para si, então começamos a ter um “ruído”, digo, uma interferência na prefeita adoração a Deus.

Cantemos com Razão e Emoção

É interessante frisarmos que a palavra no original grego para “espírito” é pneuma. Essa palavra é usada tanto para descrever o princípio vital que traz vida ao corpo como o espírito racional, o poder pelo qual o ser humano sente, pensa e decide. Já a palavra para mente é nous, ela descreve as nossas faculdades de perceber, de entender, de sentir, de julgar, é a razão no sentido mais estreito, é a nossa capacidade de perceber as coisas divinas, é o poder de ponderar com sobriedade, calma e imparcialidade. A palavra pneuma também é usada no Novo Testamento para referir-se ao Espírito Santo.

A serva do Senhor, fazendo um comentário elucidativo sobre o texto Paulino de ICoríntios 14:15, disse, com firmeza: “Quando os seres humanos cantam com o espírito e com o entendimento, os músicos celestiais apanham a harmonia, e unem-se ao cântico de ações de graça.” Ellen White, Obreiros Evangélicos, p. 357.

Busquemos o Equilíbrio Espiritual na Adoração

Para mim está muito claro que, em se tratando de adoração musical ou ministério de louvor, é imperioso haver equilíbrio. Um cristão só poderá ser equilibrado espiritualmente se levar uma vida de estreita comunhão com Deus, porque daí vem sua percepção ou visão espiritual. Por quê? Por que as coisas espirituais “se discernem espiritualmente”. (I Coríntios 2:14) O Espírito Santo é quem nos fornece cada dia nova capacidade de discernimento espiritual. Já que estamos buscando o equilíbrio no louvor e na adoração A Deus, penso que estamos um pouco desequilibrados no uso excessivo dos DVDs e CDs Jovem em nossas reuniões espirituais. Se não houver uma tela grande, animada, colorida, com a letra da música e pessoas se movimentando na mesma, parece que nos limitamos na adoração a Deus. Estou convicto de que estamos perdendo nossa capacidade de imaginação e até de pensamento no que estamos louvando. Estamos supervalorizando o sentido da visão e nos esquecendo da santa imaginação e percepção espiritual.

Onde Usar o CD Jovem?

Quero pontuar algumas reuniões que considero mais apropriadas para o uso do CD Jovem, equipamento que todos so anos a igreja lança na América do Sul como subsídio para a juventude louvar a Deus. Estou certo de que o mesmo cabe para muito bem em nossas reuniões de pequenos grupos ou koinonias de jovens, camporis, acampamentos, retiros espirituais, congressos e no culto jovem se Sábado à tarde; o que também não impediria de usá-lo com mais critério em algumas reuniões formais da igreja.

Já nos cultos de quarta-feira, domingo e, em especial, no Sábado pela manhã, é imprescindível cantarmos com os hinos do Hinário. São momentos de adoração distintamente mais solenes e formais. Penso que até uma ou outra música do DVD Jovem poderia ser cantada em nossos cultos mais formais, o que não podemos é fazer disso um modus vivendi – nossa forma de adorar. O DVD Jovem na pode substituir nosso poderoso Hinário Adventista.

É claro que mesmo nessas reuniões que acabo de mencionar, também poderemos cantar hinos do Hinário Adventista em português, que tem 610 hinos. Percebo que não cantamos a metade deles porque não sabemos. O Hinário em português tem uma seção de 35 hinos voltados para os interesses peculiares da juventude. Já o Hinário Adventista em espanhol tem nove hinos voltados para os jovens, totalizando no geral 527 hinos. Também imagino que não usamos a metade.

É Imperioso Aprender Novos Hinos

O salmista diz: “Aleluia! Cantai ao Senhor um cântico novo e o seu louvor na assembléia dos santos.” Salmo 149:1. Parece-me mais oportuno que em cada culto ou reunião de jovens, reservemos um momento para aprender um hino novo do Hinário. Seria muito interessante que antes que aprendêssemos o hino, ouvíssemos um pouco da história de sua composição, o que seria extremamente enriquecedor para a juventude. Se assim fizermos, certamente o interesse dos jovens pelos hinos será outro, e o resultado será uma supervalorização dos nossos hinos, porque há sempre uma linda história por trás de cada um deles. É sempre oportuno valorizarmos mais a congregação, o todo por que “raramente deve ser o canto feito por uns poucos” (Ellen White, Evangelismo, p.504). Numa certa matéria no programa de mestrado em Teologia, ouvi de um professor que “o solo é a forma mais primitiva de adoração”. Portanto, cantemos em nossas reuniões espirituais com beleza, emoção e poder.

Deus Aceita Somente o Nosso Melhor

Quando o tema é adoração a Deus, é preciso que fique bem claro na nossa mente que Deus aceita somente o nosso melhor. Eu pergunto a você e a mim também: Tenho ofertado a Jesus aquilo que de melhor Ele me concedeu? O meu estilo musical está trazendo divisão para dentro da minha igreja, ou agrada apenas um segmento etário dentro da mesma? Os instrumentos que tenho usado na hora do louvor estão unindo ou trazendo desunião para a família de Deus? Quando faço apresentações musicais, meus irmãos me vêem como um “artista” ou como um irmão deles à serviço de Deus? Depois que me apresento, paro para ouvir o sermão em seguida ou fico rodando por aí dando autógrafos e tirando fotos? Tenho ouvido as críticas e as sugestões dos meus irmãos e tenho procurado mudar para melhor, ou minha percepção musical é o bastante?

Deus Ama o Equilíbrio e o Critério Espiritual

Ao usarmos o DVD e o CD Jovem é preciso que nos organizemos um pouco mais. Por exemplo: uma escala de pianistas e cantores encarregados de fazer o louvor é um sinal de importância para o Ministério da música. Usar mais o piano ou o órgão, em detrimento do play back reflete organização. Sempre começar os momentos de louvor com oração, orar com os músicos antes e depois dos ensaios, cuidar para que as vestimentas dos cantores e músicos estejam em harmonia com sua apresentação, levando sempre em conta a modéstia cristã. Leve em consideração que não somos artistas somos apenas os “amigos do noivo”, A glória é do noivo, o poder é do Noivo, a festa é para o Noivo, e quando o Noivo chega o amigo sai de cena.

Pastor Otimar Gonçalves
Diretor do Ministério Jovem
Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Setimo Dia

Vídeo do Dia – “De Joelhos”, Rafela Pinho

Música do novo cd da cantora Rafaela Pinho, música que toca profundamento nossos coroções.

O namoro com pessoas divorciadas

Conheci um rapaz que foi traído pela esposa e ele está sozinho há um ano. Porém, o divórcio ainda está em andamento… Seu eu namorá-lo, serei disciplinada pela igreja? namorocomhomemdivorciado

No dia 23/05/2009 recebi essa pergunta de uma jovem que, de coração, quer fazer a vontade de Deus. Se o seu caso for o mesmo, oro no momento em que escrevo estas linhas para que o Espírito Santo dê a resposta que você precisa.

Olá, amiga,

Biblicamente, a partir do momento que a esposa do rapaz adulterou, ele está livre para se relacionar novamente (Mateus 5:32; 19:9). Entretanto, como a Bíblia orienta obedecermos às leis do País (Romanos 13:1-4), ele só poderá se casar quando finalizar o processo do divórcio (nem é possível casar com duas pessoas mesmo…).

A Igreja Adventista não tem nada escrito no Manual que recomende a disciplina neste tipo de caso que mencionou. Depende muito da interpretação do pastor e da liderança local. É recomendável que, se eles tiverem dúvidas, que conversem com o pastor Ministerial da Associação/Missão (sede que administra várias igrejas de diversas cidades).

Veja se o rapaz já está apto para o namoro. É muito bom que a pessoa que passa pela dor da traição fique um tempo a sós com Deus. Isso para que reflita, tire lições positivas e viva a sua dor de maneira saudável, para que haja a cura emocional. Isso a preparará bem para um novo relacionamento.

Tenham uma boa conversa na certeza de que Deus os orientará quanto a isso – quanto ao momento certo: “Ao homem que teme ao SENHOR, ele o instruirá no caminho que deve escolher.” Salmo 25:12.

Deus lhes abençoe,

Leandro Quadros.

Vicio em Internet

Conceito: A Dependência da Internet manifesta-se como uma inabilidade do indivíduo em controlar o uso e o envolvimento crescente com a Internet e com os assuntos afins, que por sua vez conduzem a uma perda progressiva de controle e aumento do desconforto emocional. Com efeitos sociais significativamente negativos, os indivíduos que despendem horas excessivas na Internet, tendem a utilizá-la como meios primários de aliviar a tensão e a depressão, apresentam a perda do sono em conseqüência do incitamento causado pela estimulação psicológica e a desenvolver problemas em suas relações interpessoais.

Além disso, os dependentes usam a rede como uma ferramenta social e de comunicação, pois têm uma experiência maior de prazer e de satisfação quando estão on-line, podendo este ser um fator preditor para a dependência. Nesta vertente, alguns estudos consideram a sensação subjetiva de busca e/ou a auto-estima rebaixada, timidez, baixa confiança em si mesmo e baixa pró-atividade como outros fatores preditores para o uso abusivo da Internet.

– Critérios de dependência de Internet Apresentar, pelo menos, 5 dos 8 critérios abaixo descritos:
(1) Preocupação excessiva com a Internet
(2) Necessidade de aumentar o tempo conectado (on-line) para ter a mesma satisfação
(3) Exibe esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da Internet
(4) Irritabilidade e/ou depressão
(5) Quando o uso da Internet é restringido, apresenta labilidade emocional (Internet como forma de regulação emocional)
(6) Permanece mais conectado (on-line) do que o programado
(7) Trabalho e as relações sociais ficam em risco pelo uso excessivo
(8) Mente aos outros a respeito da quantidade de horas conectadas

– Tipos de Dependência: E-mails, chats (salas de bate-papo), jogos on-line, compras, sites com conteúdo especifico (eróticos, de relacionamento, bolsa da valores, busca de informações e etc).

Uma pesquisa realizada no Reino Unido indica que trabalhadores britânicos desperdiçam em média dois dias de trabalho por mês com buscas inúteis na Internet.

A pesquisa da instituição YouGov diz também que 70% dos 34 milhões de internautas do país perde quase um terço do seu tempo online em buscas que não têm objetivo definido. Os homens seriam o grupo mais afetado pelo problema, que analistas de hábitos na internet batizaram com a sigla WILF, juntando as primeiras letras da frase “o que eu estava buscando?” em inglês (“what was I looking for”).

Sexo e compras – Um terço dos internautas chegou a admitir que essas pesquisas inúteis chegaram a prejudicar o relacionamento com suas parceiras. Os maiores culpados pelos problemas identificados na pesquisa seriam os sites de compras e os de conteúdo sexual. “No entanto, o estudo mostrou que, embora as pessoas se conectem com algum objetivo, elas têm tantas ofertas e distrações online, que muitos se esquecem porque estão lá e para quê, e acabam surfando sem destino durante horas”, disse Lloyd.

Veja as características de usuários graves de internet, que passam muito tempo e que podem ter dependência de internet:

– Pessoas inteligentes e mentalmente muito ágeis
– Referem passar o “dia todo” conectados
– Pertencentes a todas as faixas etárias
– Apresentam depressão e/ou ansiedade
– Preferem as interações virtuais as reais
– Utilizam a internet como uma forma de expressão daquilo que realmente são e pensam (refúgio)
– Ciclo de amizades e de relacionamentos muito empobrecido
– Desenvolvem idiossincrasias na rede
Vale a pena fazermos uma reavaliação do uso deste importante instrumento tecnológico, mas que tem feito muitas vitimas pelo seus excessos.

Por Virgilio Nascimento