Seria errado aceitar uma pedrada?

pedrada_uniaoadventista“Atenção! O planeta Terra pode ser destruído” – disse Albert Einstein ao presidente Roosevelt. “O planeta e todos os seus habitantes estão emitindo uma corrente constante e de baixa freqüência de sinais de desespero” – Phillip Yancey. “Sabemos que toda a criação geme como se estivesse com dores de parto (Romanos 8:22 – ECA)”. É “A Terra no Limite”, pois já estarmos arrancando do planeta mais do que ele pode dar, como mostrou a reportagem especial da Veja em 12/10/05. Estamos destruindo a mãe que nos mantêm vivos: a Natureza.

Se parássemos para pensar no quanto a vida em nosso mundo está por um fio, enlouqueceríamos. Mas muita gente está preocupada. Há muito, a TV Record já veiculou uma série intitulada Fim dos Tempos, para tratar das ameaças à existência do homem na Terra. A revista Super Interessante de outubro de 2005 chegou a anunciar, de capa, que “O Fim do Mundo Começou”.

Cientistas americanos como o biólogo Edward O. Wilson, o geofísico Michael Mann, e outros, clamam insistentemente pela atenção da humanidade para um perigo real e cada vez mais imediato: os riscos que a nossa sobrevivência corre. Podemos ser arrastados numa convulsão autodestrutiva, levando conosco as formas mais complexas de vida. Em seu livro Nossa Hora Final, o astrônomo real da Grã Bretanha, Martin Rees, diz que as maiores possibilidades de autodestruição são: terrorismo nuclear, vírus mortais fabricados em laboratórios, máquinas descontroladas ou grandes aberrações causadas por manipulações de engenharia genética. Para este professor de Cambridge, porque a humanidade tem agora em suas mãos estas novas bombas, as chances de um desastre apocalíptico atingir o planeta aumentaram de 20%, 100 anos atrás, para 50%, hoje. Diante disto, Paul Crutzen, cientista holandês, chega a propor que não estamos mais no holoceno, mas em uma outra era, o antropoceno.

Mas não é só a ação do homem que põe em risco a nossa comunidade global. O jurista americano Richard Posner, em seu livro CatástrofeRisco e Resposta, analisa a possibilidade de a humanidade vir a ser aniquilada, também, por cataclismos naturais. Os oceanos estão se aquecendo, enchentes e secas ocorrem mais amiúde, espécies são extintas, furacões, tsunamis, terremotos e maremotos estão cada vez mais presentes e violentos, ondas de calor nos agridem, as calotas polares derretem… O planeta não pode negar seu flagelo.

Uma catástrofe está realmente para acontecer, ainda em nosso tempo.

Além destes perigos, a Terra ainda sofre com ameaças externas. O Ministério da Ciência e Tecnologia do Governo do Brasil, através de sua unidade de pesquisa chamada ON (Observatório Nacional), sustenta um fórum informativo sobre astronomia (Pergunte a Um Astrônomo), onde os cientistas esclarecem aos leigos as curiosidades das novas descobertas. O assunto mais questionado ali é a possibilidade de um asteróide colidir com a Terra. O que aconteceria?

Em julho de 2002, o asteróide 2002NT7 esteve encabeçando a lista dos objetos que possuíam risco de impacto com a Terra. Ele fora descoberto no dia nove daquele mês, durante observações de rotina, em um projeto do Massachussets Institute of Technology (MIT) dedicado à descoberta de novos asteróides. A colisão do 2002NT7 com a Terra produziria uma catástrofe de dimensões continentais. Milhares de cidades ficariam arrasadas e milhões de pessoas morreriam instantaneamente, num intervalo de alguns poucos minutos. Mas… observações posteriores permitiram uma determinação mais precisa da órbita do 2002NT7, e a probabilidade de colisão deixou de existir. Ufa! Este elemento foi oficialmente retirado da lista de objetos perigosos no dia 01/08/02.

Todavia, por outro lado, o problema das colisões com a Terra é muito mais amplo. Todos os dias a Terra é bombardeada por pequenos pedaços de asteróides chamados de meteoritos, tão pequenos, que muitas vezes nem nos damos conta de sua queda. Outros tantos asteróides ainda não foram descobertos pelos astrônomos, e podem estar passando muito perto de nós.

O que? Uma grande pedra pode vir do espaço, chocar-se com nosso planeta e destruir todos os estados deste mundo? O que você faria se isso fosse anunciado?

Foi exatamente isto que Deus predisse através do profeta Daniel. Uma grande pedra está se aproximando do nosso planeta. No capítulo dois de seu livro, ele descreve a história dos impérios da Terra. Naquela narrativa, cada um dos domínios mundiais é simbolizado pelas partes de uma estátua que foi vista num sonho. Pelo cumprimento minucioso da profecia ao longo da história, podemos ver que estamos vivendo na última parte, o que quase chamaríamos de a época dos “dedos da estátua”. Isto mostra-nos que estamos no fim da história dos impérios, e muito próximos do início de uma outra era.

Esta transição de épocas foi vista no sonho de uma forma realmente asteroidal. “…uma pedra soltou-se, sem auxílio de mãos, atingiu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmigalhou. Então o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro foram despedaçados, viraram pó, como o pó da debulha do trigo na eira durante o verão. O vento os levou sem deixar vestígio. Mas a pedra que atingiu a estátua tornou-se uma montanha e encheu a terra toda (Daniel 2:34-35)”.

No artigo que postei aqui na semana passada (www.novotempo.org.br/advir/?p=1841 – Seria Errado Contar Esta História) já descobrimos o que significam estes detalhes, de maneira que até poderíamos parafrasear estes versos assim: “…uma pedra soltou-se, sem auxílio de mãos, atingiu as nações da Terra nos dias em que a Europa era dividida em nações fortes e fracas, ou seja, nos nossos dias e as esmigalhou. Então tudo o que restava das civilizações modernas, dos gregos, dos medos e persas e do domínio babilônico, foi destruído de maneira que até a lembrança delas foi extinta, sem deixar vestígio. Mas a pedra que atingiu a estátua tornou-se uma montanha e encheu a terra toda (Daniel 2:34-35 – Paráfrase)”.

Falta-nos descobrir o significado de dois itens deste texto: a “pedra” e a “montanha que encheu toda a terra”. Sobre este último item, também já começamos a estudar: “na época desses reis, o Deus dos céus estabelecerá um reino que nunca será dominado por nenhum outro povo, destruirá todos os reinos daqueles reis e os exterminará (Daniel 2:44)”. Em breve, “o reino do mundo se” tornará “de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre (Apocalipse 11:15)”. “Este Jesus é a pedra (Atos 4:11)” que destruiu a estátua. Sim, “essa rocha era Cristo (1Corintios 10:4)”!

Quando Jesus estava se despedindo dos discípulos (João 14:1-3), fez esta promessa: “Sim, venho em breve (Apocalipse 22:20)”! E deste então, os fiéis cristãos têm guardado esta “bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo (Tito 2:13)”. Em Sua primeira vinda, Jesus veio em humilhação, mas o Seu retorno “será na glória de seu Pai (Mateus 16:27)”. “Ele vem com as nuvens, e todo olho o verá (Apocalipse 1:7)”. “Se, então, alguém lhes disser: ‘Vejam, aqui está o Cristo!’ ou: ‘Ali está ele!’, não acreditem. Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos (Mateus 24:23-24)”. Por isso, Ele mesmo advertiu: “cuidado, que ninguém os engane (Mateus 24:4)”. “Mas vocês, irmãos, não estão nas trevas, para que esse dia os surpreenda como ladrão (1Tessalonicenses 5:4)”. Na sua Bíblia, está escrito sobre como a volta de Jesus vai ser! O grande evangelista Moody dizia que há umas 2.500 referências a este assunto.

O apóstolo João foi um que teve uma visão a respeito da vinda de Cristo e disse: “E olhei, e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem um semelhante ao Filho do homem, que tinha sobre a sua cabeça uma coroa de ouro, e na sua mão uma foice aguda (Apocalipse 14:14 – RC)”. Palavras muito parecidas com as de Jesus: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. Vejam que eu os avisei antecipadamente. “Assim, se alguém lhes disser: ‘Ele está lá, no deserto!’, não saiam; ou: ‘Ali está ele, dentro da casa!’, não acreditem. Porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do homem (Mateus 24:30, 25-27)”.

Jesus usou a figura de um relâmpago para dizer que não haverá nada de secreto quando Ele vier. Será de uma forma globalmente pública. Isto se harmoniza com as descrições de Salmo 50:3-6; Jeremias 25:30-35; Apocalipse 1:7; etc. E nós “o veremos como ele é (1João 3:2)”.

Será à “meia noite” da história deste planeta, quando grande parte da humanidade estiver dormindo tranqüila, e uma outra pequena quantidade de pessoas estiver nas esquinas, bares, boates, plantões, viagens, criminalidades… Um dia comum, para a maioria desavisada dos terráqueos. “Naquele Dia os céus vão desaparecer com um barulho espantoso, e tudo o que há no universo será queimado. A terra e tudo o que ela tem vão sumir… Naquele Dia os céus serão destruídos com fogo, e tudo o que há no universo ficará derretido…  Sabendo que tudo isso vai ser destruído assim, então que tipo de gente vocês precisam ser? As suas vidas devem ser agradáveis a Deus e dedicadas a ele. Esperem a vinda do Dia de Deus e façam o possível para que ele venha logo mesmo (2Pedro 3:10-12 – BLH)”. Então você poderá dizer, “este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos (Isaias 25:9 – RA)”. “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus (1Tessalonicenses 4:16 – RA)”, “com todos os seus anjos (Mateus 25:31; 1Tessalonicenses 3:13)” e muito barulho!!Cristo “voltará da mesma forma como o viram subir (Atos 1:11)”, isto é, pessoalmente.

Mas neste momento, enquanto Ele desce, antes do encontro, algo milagroso acontece: “os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro (1Tessalonicenses 4:16)”. “Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós [os vivos] seremos transformados. Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revista de imortalidade. Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: ‘A morte foi destruída pela vitória’ (1Coríntios 15:52-54)”. Então Jesus “enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus (Mateus 24:31)”. “Depois nós, os que estivermos vivos seremos arrebatados com eles nas nuvens”. Será o episódio do tão espetacular e esperado ARREBATAMENTO. Todos os justos, de todas as épocas, os ressuscitados e os que não provaram a morte, transformados em corpos gloriosos e imortais, subiremos “para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre (1Tessalonicenses 4:17)”.

Entretanto, infelizmente este não será o mesmo quadro para todos os seres humanos. Jesus falou: “Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez (Apocalipse 22:12)”. “O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz tropeçar e todos os que praticam o mal (Mateus 13:41)”. E lhes dirá “claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal (Mateus 7:23)”, “para o fogo eterno (Mateus 25:41)”. De sua visão desta cena, João descreveu: “O céu foi se recolhendo como se enrola um pergaminho, e todas as montanhas e ilhas foram removidas de seus lugares. Então os reis da terra, os príncipes, os generais, os ricos, os poderosos todos, escravos e livres, esconderam-se em cavernas e entre as rochas das montanhas. Eles gritavam às montanhas e às rochas: ‘Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro! Pois chegou o grande dia da ira deles; e quem poderá suportar?’ (Apocalipse 6:14-17)”.

“Então será revelado o perverso, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá pela manifestação de sua vinda (2Tessalonicenses 2:8)”. Não se trata de discriminação. A diferença será determinada por ter aceitado ou rejeitado a Cristo. É verdade que “os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios”. Na realidade, “o Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento (2Pedro 3:7-9)”, “ porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (São João 3:16)”.

Não nos cabe saber o dia certo em que Jesus irá voltar (Atos 1:7). “Ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai (Mateus 24:36)”. Mas há várias pistas bíblicas que nos sinalizam que este evento está chegando, como disse São Pedro: “O fim de todas as coisas está próximo (1Pedro 4:7)”. Um exemplo são as mutações que o mundo natural tem sofrido. Jesus disse que quando o tempo de Sua vinda ao nosso planeta estivesse se aproximando, haveria “grandes terremotos e pestes em vários lugares, acontecimentos terríveis e sinais provenientes do céu (Mateus 24:7; Lucas 21:11)”. Nada mais que a caótica situação atual do nosso ecossistema global, não acha?

Outras características da última época que antecede a chegada do Rei são:

Um tempo marcado por “guerras e rumores de guerras, nação contra nação, e reino contra reino;” com “coisas espantosas no céu e na terra… sangue e fogo e nuvens de fumaça (Mateus 24:6-7; Joel 2:30)”.

Um tempo de carência moral: “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder… …esses também resistem à verdade. A mente deles é depravada; são reprovados na fé… …se introduzem pelas casas e conquistam mulheres instáveis sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos. Elas estão sempre aprendendo, e jamais conseguem chegar ao conhecimento da verdade. (2Timóteo 3:1-9)”.

Um tempo de pobreza, com crescente e egoística desigualdade social (Tiago 5:1-9), causando fomes em várias sociedades (Mateus 24:7).

O jornalista Marcos de Benedicto apresenta uma lista das características do mundo religioso nos dias em que Cristo estiver para voltar: “Entre os sinais religiosos previstos por Jesus, Paulo, Pedro e João estão: (1) um interesse maior pelos prazeres, diversões e entretenimento do que por Deus (2Timóteo 3:4); (2) prática de uma religião de fachada (2Timóteo 3:5); (3) falta de amor (Mateus 24:12); (4) falta de fé (Lucas 18:8); (5) desprezo e zombaria em relação à idéia de que Deus criou o mundo e Jesus vai voltar (2Pedro 3:3-7); (6) aparecimento de falsos pregadores, fazendo milagres e maravilhas (Mateus 24:11-24); (7) o surgimento de um poder político-religioso totalitário, cujo líder é identificado como ‘anticristo’ e ‘monstro’ (1João 2:18; 2Tessalonicenses 2:1-10; Apocalipse 13); (8) perseguição aos crentes e grande tribulação (Mateus 24:9; Marcos 13:24-25); (9) divulgação das boas notícias de Cristo no mundo inteiro (Mateus 24:14; Apocalipse 14:6-7); (10) a aceitação de Cristo como Messias por um grande número de judeus (Romanos 9:11)” (Marcos De Benedicto, Fé Inteligente (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasilleira, 2001), 140).

Amigo, todas estas previsões bíblicas não parecem muito mais um retrato da situação em que o nosso mundo se encontra hoje? O que os noticiários nos apresentam é uma evidência muito forte de que estamos vivendo estes dias previstos pela Bíblia, ou seja, Jesus está para voltar!!! E o pior é que, apesar de tanta advertência, muita gente ainda vai ser pega de surpresa, “porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam (Mateus 24:44)”. “O dia do Senhor virá como ladrão à noite. Quando disserem: “Paz e segurança”, a destruição virá sobre eles de repente (1Tessalonicenses 5:3)”.

Portanto, mais importante do que saber a época em que Jesus virá é se preparar para recebê-Lo. Ele mesmo disse para vigiarmos e orarmos (Mateus 24:44; 25:13; Lucas 21:34). Um dos melhores textos bíblicos que nos ensinam como nos prepararmos para o advento de Cristo são os capítulos 24 e 25 de São Mateus. Estude-os! Será a sua primeira ação demonstrativa de que você faz parte do povo que aguarda o retorno de Jesus.

Durante o tempo em que convivi com meu pai, o vi chorar apenas uma vez, em sua vida normal. Ele tinha ficado, por umas 12 semanas, há uma longitude muito grande, distante de nós. Naquele período, em um dos telefonemas que fez à minha mãe, ele disse a ela que tinha apenas um temor: que minha irmã não o reconhecesse mais quando ele voltasse, por ela ser uma criança muito pequena. Lembro-me do dia do reencontro como se fosse hoje. Quando o vimos se aproximando, ainda longe, minha irmã saiu numa disparada, gritando: “papai, papai, papai !!!!”. Nosso herói não agüentou. Ele chorou de amor, porque sua filha o esperava, o reconheceu e o recebeu com alegria.

Nosso Criador Jesus está distante deste planeta há um bom tempo. Ele planeja voltar para um filho que tanto ama: você. Como será o seu encontro com Ele?

Seria errado aceitar uma pedrada?

Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.
Advir

Seria errado beber dessa fonte?

zodiaco

No que você acredita? Horóscopo, tarô, búzios, adivinhações, lendas, bruxas, duendes, óvnis, assombração…?

Meu avô e sua família viviam em um lugar distante do acesso à energia elétrica. As noites na fazenda eram realmente escuras. Mas aquele homem dizia-se corajoso e não acreditar em “assombração”. Entretanto, algumas semanas após o falecimento de Carlos Armando, um conhecido seu, algo curioso começou a acontecer. Todas as noites, um barulho estranho vinha de um canto externo da casa onde moravam. Todos se escondiam silentes e com muito medo. Certa noite, o velho não agüentou mais, foi até próximo do local do barulho e, em voz alta, disse: “Se é você, finado Armando, que está aí, quero dizer-lhe que a dívida que tem comigo está perdoada, e você pode ir em paz”. Em seguida, ouviram o som de uma “coisa” se retirando atropeladamente. Nunca mais tiveram a perturbação. Que este fato aconteceu eu não duvido, mas tenho certeza de que o perturbador não era Carlos Armando.

E você, acredita que é possível encontrar-se com quem já morreu? Isto está cada vez mais na moda. Segundo o psicólogo norte-americano Michael Shermer, diretor da Sociedade dos Céticos e autor do livro “Fronteiras da Ciência: onde o que faz e o que não faz sentido se encontram”, pesquisas mostram que cada vez mais se acredita em astrologia, experiências extra-sensoriais, bruxas, alienígenas e discos voadores. Para ele, “o irracionalismo tem aumentado principalmente por culpa da comunicação de massa e da internet (Citado por Michelson Borges, Ciência e Religião – Um Paraíso Ateístico, http://www.observatoriodaimprensa.com.br)”. Por isso (apesar de não servir como desculpa), talvez como repulsa radical, existe o ateísmo. Segundo uma pesquisa, lá em abril de 1998, já havia cerca de 50 prefixos 900 e 0900 esotéricos no Brasil, faturando uma renda mensal bruta para a Telesp de aproximadamente R$ 60 milhões (Marcos de Benecdito, Bem X Mal – Você Pode Vencer, “Manual do Professor” (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000), XXXI). E diga-se de passagem que a força (ou a falta dela) de um povo está no que ele crê (ou deixa de crer). Mas… E quando não se sabe no que se crê?

Este problema era real em uma antiga corte. Nabopolassar havia esmagado (626-612 a.C.) o que restava do Império Assírio e fundara o Império Neobabilônico. E agora, ao receber o cetro real, seu filho precisava aplicar suas estratégias de conquista “mundial”. Nabucodonosor conseguiu elevar Babilônia à sua época de ouro. Viajando para o exterior com seu exército, eles cercavam as grandes cidades-estado, faziam guerra, ateavam fogo, demoliam construções e subjugavam o povo. Os membros da nobreza eram levados para o pólo do Império. Babilônia era uma mistura de todas as representações culturais, religiosas, idiomáticas e comerciais. Para manter o domínio do mundo, numa era sem os atuais meios de comunicação, o rei trazia jovens das realezas conquistadas, dava-lhes a formação caldéia e os enviava de volta, para governar, sob seus ditames. Ele “ordenou a Aspenaz, o chefe dos oficiais da sua corte, que trouxesse alguns dos israelitas da família real e da nobreza: jovens sem defeito físico, de boa aparência, cultos, inteligentes, que dominassem os vários campos do conhecimento e fossem capacitados para servir no palácio do rei. Ele deveria ensinar-lhes a língua e a literatura dos babilônios. Entre esses estavam Daniel e seus amigos (Daniel 1:3-6)”.

“Nabucodonosor teve sonhos; sua mente ficou tão perturbada que ele não conseguia dormir. Por isso o rei convocou os magos, os encantadores, os feiticeiros e os astrólogos para que lhe dissessem o que ele havia sonhado… Este lhes disse: “Tive um sonho que me perturba e quero saber o que significa… se vocês não me disserem qual foi o meu sonho e não o interpretarem, farei que vocês sejam cortados em pedaços”. Os astrólogos responderam ao rei: “Não há homem na terra, …nenhum mago, encantador ou astrólogo (que) …pode revelar isso ao rei, senão os deuses, e eles não vivem entre os mortais”. Isso deixou o rei tão irritado e furioso que ele ordenou a execução de todos… O rei perguntou a Daniel: “Você é capaz de contar-me o que vi no meu sonho e interpretá-lo?” Daniel respondeu: “Nenhum sábio, encantador, mago ou adivinho é capaz… (Daniel:2)”.

Não há nenhuma destas crendices que se possa comparar, nem de longe, a uma outra fonte, diante da qual eu me dobro. Nascida no Oriente, com sua apresentação e vestes orientais, ela avança pelos caminhos do mundo inteiro, logrando familiaridade, penetrando todas as terras, encontrando-se em todas as partes. Ela tem a faculdade de falar em mais de duas mil línguas e dialetos, ao coração do homem. Vai aos Grandes dizer-lhes que são servos; e às choupanas, para garantir ao camponês a sua dignidade. As crianças curtem as suas histórias, que para os eruditos, são lições de vida (Adaptado de Henry Van Dyke). Ela viajava de trem com Louis Pasteur, e serviu de inspiração para obras de Isaac Newton. Napoleão Bonaparte também era seu fã. Ela satisfez os últimos desejos de Friedrich Hegel, filósofo alemão, em seu leito de morte. Na Inglaterra, estabeleceu sua sede na casa do finado Voltaire. Por causa dela, Gutenberg inventou a imprensa. Para Galileu Galilei, ela tem um Autor: o mesmo da natureza.

Eu estou falando de um livro que pode servir como um guia seguro, invariável, inquestionável, incomparável, completo e permanente, para responder ao que for necessário, dos questionamentos que corroem o vazio interior do homem. Não posso provar-lhe, mas você pode provar por si mesmo. Afinal, a contestação científica é reivindicada por um de seus próprios escritores, Paulo: “Não tratem com desprezo as profecias, mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom (1Tessalonicenses 5:20-21)”. Tem gente que descrê da Bíblia, mas, por suas próprias pesquisas, sabe quase nada sobre ela. Uma ação menos ignorante é examiná-la, para então posicionar-se. “Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo (Atos 17:11)”.

Deus é inteligente e compartilha isto conosco, por isso nos chama para um “culto racional (Romanos 12:1)”. Seguir um caminho religioso, baseando-se em experiências que mexem com as emoções, é contraditório à firmeza da “rocha” com a qual Jesus compara as suas “palavras (Mateus 7:24)”. Para Ele, a experiência de milagres não era tão importante, ou até contradizia, o que “está escrito (Mateus 4:1-11)”. Prova é que muitos, que hoje fazem milagres em nome de Jesus, não têm a salvação em Jesus. “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal (Mateus 7:21-23)!”.

Daniel encarou o desafio do rei porque ele era diferente de todos “os magos, os encantadores, os feiticeiros e os astrólogos”. Enquanto estes comiam a “comida especial e o vinho que …de sua própria mesa, o rei designou-lhes… resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia (Daniel 1 – NVI e RA)”. Sabe por quê? Daniel conhecia, na Bíblia que Moisés escrevera, as orientações sobre alimentação saudável (Levítico 11) e ele procurava viver o que aprendera. Isto o fazia prosperar, “mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia (Mateus 7:26)”. Daniel fugia dos costumes da maioria religiosa, que se bitola em tradições.

Tradições!!! Isto é um problema, porque “assim vocês anulam a palavra de Deus, por meio da tradição que vocês mesmos transmitiram. … e em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens (Mateus 7:1-23)”.

Uma vida de devoção pessoal foi modelada por Daniel. “Três vezes por dia ele se ajoelhava e orava”, mesmo se fosse para arriscar a própria vida (Daniel 6:1-28). Tinha o costume de estudar a Bíblia ORANDO e suplicando para entender o que estava escrito, numa intensidade tão forte, que chegava ficar vários dias sem comer (Daniel 9:1-27). “Uma coisa é desejar ter a verdade do nosso lado, outra é desejar sinceramente estar do lado da verdade (Richard Whately)”.

“Nada há melhor calculado para dar vigor à mente e fortalecer o intelecto do que o estudo da Palavra de Deus. Nenhum outro livro é tão poderoso para elevar os pensamentos, para dar vigor às faculdades, como as amplas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como deveria ser, os homens teriam uma amplidão mental, uma nobreza de caráter e uma estabilidade de propósitos que raramente se vêem nestes tempos. A busca da verdade recompensará a cada passo aquele que a procura, a cada descoberta abrirá campos mais ricos para a sua investigação. Assim como o mineiro cava a fim de procurar o áureo tesouro na terra, com tanto ardor e persistência devemos nós procurar o tesouro da Palavra de Deus (Adaptado de Conselho aos Professores, Pais e Estudantes (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000), 460461)”. Desta forma eram Daniel e seus amigos. “A esses quatro jovens, Deus deu sabedoria e inteligência para conhecerem todos os aspectos da cultura e da ciência. E Daniel, além disso, sabia interpretar todo tipo de visões e sonhos”. Ele disse ao rei: “existe um Deus nos céus que revela os mistérios. Ele mostrou ao rei Nabucodonosor o que acontecerá nos últimos dias. O sonho e as visões que passaram por tua mente quando estavas deitado foram os seguintes (Daniel 1:17 e 2:28)”: (continua no nosso próximo tema, aqui no Advir).

Assim eram os “homens” que “falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo”, e é por isto que “jamais a profecia teve origem na vontade humana (2Pedro1:21)”. “Quando disserem a vocês: “Procurem um médium ou alguém que consulte os espíritos e murmure encantamentos, pois todos recorrem a seus deuses e aos mortos em favor dos vivos”, respondam: “À lei e aos mandamentos!” Se eles não falarem conforme esta palavra, vocês jamais verão a luz (Isaías 8:19-20)!”.

Você percebe como as diferentes manifestações místicas, o ateísmo, a idolatria, o alarmismo, as lendas e o apego às tradições, e a crença através de experimentalismo, emoções e milagres, sempre quiseram fazer contrafação à Palavra de Deus? A diferença é que estas ferramentas satânicas só duram por um tempo, “mas Deus as repreenderá, e fugirão para longe; serão afugentadas como a palha dos montes diante do vento e como pó levado pelo tufão (Isaías 17:13 – RA)”. “Mas a palavra do Senhor permanece para sempre (Isaías 40:6-9; 1Pedro 1:21)”. Isaías escreveu, Pedro confirmou.

Num mundo em transformação constante, tudo se desatualiza muito rápido, mas é incrível ver como o que a Bíblia diz sempre foi uma verdade atual, para qualquer época. Por exemplo, observe estas antecipações científicas da Bíblia só depois confirmadas pelos cientistas: a Terra é redonda (Isaías 40:22); o globo está suspenso sobre o espaço vazio (Jó 26:7 – RC); a crosta da Terra está assentada sobre um fogo interior (Jó 28:5); esta crosta saiu das águas, sob as quais esteve muito tempo (Gênesis 1:9); o céu não é uma abóbada sólida (Gênesis 1:6-8); a luz existiu antes e deu vida à vegetação do período primário (Gênesis 1:5,11 e 14); pressão atmosférica – apesar de impalpável, o ar tem peso (Jó 28:25); os ventos andam em circuitos e voltam sempre ao ponto de partida (Eclesiastes 1:6); plantas, aves, animais marinhos, insetos e répteis vieram à existência antes do ser humano (Gênesis 1:26); a diferença biológica e citológica entre os vários grupos de seres vivos (1 Coríntios 15.39); embriologia – primeiro se forma a pele, depois a carne e finalmente os ossos (Jó 10:11)… E por aí vai.

Até a década de 1940, muitos céticos criticavam tal poder de atualidade que a Bíblia possui, dizendo que os textos poderiam ter sido alterados. Naquele tempo, as cópias de manuscritos mais antigas datavam de 900 d.C. Foi quando a arqueologia, como em centenas de outras vezes, chegou para testemunhar a favor da Palavra de Deus. Em 1947, encontraram vários manuscritos do Antigo Testamento que haviam sido esquecidos numa caverna na região do Mar Morto, há séculos. Um rolo do profeta Isaías estava inteiro! Compararam-no com as cópias de um milênio depois e com as edições do século XX. Quer saber o resultado? Vou deixar que Sir Frederic Kenyon, presidente da Escola Britânica de Arqueologia lhe diga: “O Cristão pode tomar a Bíblia em suas mãos e afirmar sem medo ou hesitação, que está segurando nas mãos a verdadeira Palavra de Deus, transmitida de geração em geração, através dos séculos, sem nenhuma perda especial”. Veja o trecho de um discurso que ele fez no Victorian Institute: “Os doutos modernos são agora aqueles que reconhecem a autenticidade e autoridade da literatura cristã; é a crítica, que no passado reivindicava ser ‘avançada’, que agora é atrasada e fora de época”. Isaías escreveu, Kenyon confirmou.

É por isto que Bíblia tem moral para dizer de si mesma: “TODA a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra (São Paulo, referindo-se ao Velho Testamento – 2Timóteo 3:16)”.

Mas o maior poder da Bíblia não é calar boca e sim, abrir corações. O tema da Bíblia é Cristo. “O Antigo Testamento diz: ‘Jesus vem aí!’ e o Novo Testamento proclama: ‘Jesus está aqui!’ (James Dobson)”. “Durante uma campanha evangelística do Está Escrito, em Madras, Índia, uma das obreiras bíblicas locais pediu para trabalhar na pior área da cidade, conhecida por suas gangues, seus ladrões, drogas e bebedeira. Um dia, enquanto ela visitava as pessoas daquele bairro, Jesus revelou-Se para o líder da gangue local. Este a confrontou e disse: ‘Escute aqui, velhota, saia daqui com este seu Jesus’.‘Jovem’, ela respondeu, ‘diga-me por que você não O ama’. O homem começou a xingar e gritar com ela, que o escutou pacientemente. Quando ele se acalmou, ela lhe falou acerca do Jesus que mudara sua vida e enchera seu coração de amor, alegria e paz. Aquele homem, duro e empedernido, começou a chorar. ‘Senhora, por favor, venha e fale sobre esse amor para toda a minha gangue também’, disse ele. O Cristo das Escrituras transformou o coração daquele incrédulo (Mark Finley, Sobre a Rocha, “Meditações Diárias”, (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 14)”.

O amor incomparável, extraordinário e maravilhoso que flui das suas páginas, pode transformar a sua vida também. “Examinai as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”, disse Jesus (João 5:39 – RA).

Seria errado beber dessa fonte?

Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.
advir

Os 144 mil. Quem São?

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Em Apocalipse 14 encontramos uma estrutura proléptica, na qual primeiro é descrito o grupo dos 144 mil (versos 1-5), para então serem mencionadas as três mensagens angélicas responsáveis pela origem desse grupo (versos 6-12). Tanto a proclamação das mensagens quanto a formação do grupo são descritas como ocorrendo no período final da história humana, que antecede a segunda vinda de Cristo e o juízo final (versos 14-20).

Nesse contexto, os 144 mil aparecem como a última geração dos verdadeiros adoradores de Deus (verso 7), que “guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” (verso 12), em contraste com aqueles que adoram “a besta e a sua imagem” e recebem “a sua marca na fronte ou sobre a mão” (versos 9-11).

O fato de Apocalipse 7:1-8 mencionar o mesmo grupo de 144 mil como sendo formado “de todas as tribos dos filhos de Israel” (verso 4) tem levado alguns comentaristas a sugerir que esse grupo será formado por judeus literais, em cumprimento a certas promessas do Antigo Testamento para com a nação de Israel. Essa interpretação carece, no entanto, de base bíblica e de fundamentação histórica, pois (1) as tribos mencionadas em Apocalipse 7:1-8 não são exatamente as mesmas que aparecem na promessa de Ezequiel 48:1-8, 23-29 (ver também Gn 49:1-28); (2) seria praticamente impossível reunir ainda hoje “doze mil pessoas de cada tribo de Israel, uma vez que tais distinções tribais desapareceram quase que em sua totalidade, devido à deportação compulsória e miscigenação das tribos do norte (ver II Rs 17); e (3) no Novo Testamento a salvação “em Cristo” desfaz toda e qualquer distinção étnica (ver Gl 3:26-29). Diante disso, somos levados à conclusão de que os 144 mil serão formados pela última geração do povo remanescente de Deus, também chamado de Israel espiritual (ver Rm 9:6-8; I Pe 2:9 e 10).

Uma vez que as doze tribos de Apocalipse 7 devem ser interpretadas simbolicamente, surge a indagação: podemos entender o seu número como literal? Embora alguns comentaristas o façam, existe uma forte tendência de ver nessa multiplicação de 12 vezes 12.000 (= 144.000) apenas um símbolo da totalidade de componentes da última geração dos salvos que estarão vivos por ocasião da volta de Cristo.

Por Alberto R. Timm
Fonte: Sinais dos Tempos, julho de 1998, p. 29 (usado com permissão)
www.centrowhite.org.br
Advir

Tragédias da vida – voo AF 447

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Mais uma vez o Brasil fica chocado com a ocorrência de um violento desastre aéreo. Desta vez, mais de 220 pessoas podem ter perdido suas vidas na queda do A330 sobre o Oceano Atlântico.

Tanto no Brasil quanto na França, e certamente em diversos outros países, famílias, amigos e colegas, estão desolados pelas perdas que esta tragédia ocasionou. Foram muitos maridos, muitas esposas, pais, mães, filhos, professores, amigos, parentes, etc., que não retornarão ao lar.

Como cristãos, devemos nos solidarizar com o sofrimento e elevar ao Senhor as nossas orações por conforto e consolo aos enlutados.

Mas, como comentei aqui há algumas semanas, eventos como estes devem nos motivar a refletir sobre nossa própria experiência de vida, especialmente no trato que damos àqueles que estão à nossa volta.

Pelos noticiários podemos acompanhar diversas homenagens que estão sendo prestadas às vítimas do acidente com o Air France; até mesmo o Governo Brasileiro prestou sua homenagem, decretando luto oficial em todo o País.

Mas… para as vítimas, para os que, possivelmente, já estão mortos, tais homenagens não surtem mais efeito algum (cf. Ecles. 9:5-6).

Por isso, quero novamente convidar você a homenagear as pessoas importantes da sua vida AGORA, enquanto elas ainda estão ai do seu lado. Pode ser que chegue o momento em que você deseje fazer isso, mas não consiga mais!

Sua esposa, seu marido, seu pai, sua mãe, um tio, uma tia… seus filhos, seus professores, avós, seus netos… o pastor de sua igreja, um ancião dedicado, um diácono zeloso… aquele amigo para todas as horas, ou aquela amiga que sempre está ao seu lado, aquele professor que marcou sua experiência de estudante, seu patrão, seus funcionários… pode ser o porteiro do seu prédio, o carteiro da sua rua, o caixa do supermercado… aquela atendente simpática dos Correios, o gerente do seu banco, o gari que deixa tudo limpinho… enfim…

… demonstre para as pessoas especiais da sua vida o quanto elas são ESPECIAIS. Faça isso AGORA, enquanto elas podem ver e ouvir.

Tenho certeza que elas vão gostar muito de saber que são amadas, admiradas e respeitadas.

“Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo” (Prov. 25:11).
 
Pr.Gilson Medeiros
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