Eles começaram a criticar Jesus porque Ele tinha dito: “Eu sou o pão que desceu do Céu.” João 6:41

Jesus Cristo - União Adventista

Não gosto quando me criticam, falando pelas costas. Em minha sala há umas garotas que não fazem outra coisa. Adoram ficar falando dos outros. Encontram defeito em tudo. “Você viu o cabelo dela? Que horrível! E aquela calça? Parece uma marmota. Olha o cabelo daquele cara! E o jeitão de maloqueiro?” E assim elas ficam o tempo todo procurando o que falar de alguém.

Às vezes, eu também sou levada a criticar. Mas tenho procurado me policiar. Procuro descobrir alguma coisa boa para elogiar. Aprendi isso com minha avó. Ela me disse que todos têm defeitos, mas que também têm virtudes. O que procuramos, vamos achar.

Sua avó tem razão, Thaís! Para você ter uma idéia de como é verdade a idéia de que aquilo que se procura se encontra, é só pensar na experiência de Jesus. Ele era perfeito. Nunca cometeu nenhum erro. Mas foi muito criticado. Até quando fazia o bem. Um dia falaram mal dEle porque curou um homem que era paralítico havia 38 anos, só porque a cura foi num sábado. Suas palavras foram mal interpretadas, chegando ao ponto de O condenarem à crucifixão como se fosse um criminoso.

Se você prestar atenção, geralmente não se registra o nome dos críticos, mas dos criticados. Fizeram história porque não tiveram medo da crítica. Agiram. E, assim fazendo, se tornaram alvo de quem ficava sentado, procurando alguém para criticar. Mas eles não se importaram. Fizeram o que tinham de fazer.

Os jogadores de futebol são mais criticados que elogiados. No entanto, eles fazem história, enquanto os críticos desaparecem na poeira do tempo.

Procure ser diferente. Elogie mais e critique menos. Ao mesmo tempo seja proativo. Faça o que deve ser feito, e não se importe com gente que fala sem saber o que está falando. Ou que fala só por falar. Foi o que Jesus fez. Cumpriu Sua missão, apesar das críticas. Veja onde Jesus está e onde estão aqueles que falaram mal dEle.

A crítica pode ser vencida procurando-se ver o que os outros têm de bom. Que Jesus o ajude a vencê-la.

Como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas

Como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas. 2 CormtlOs 2: 14

Amei o perfume que ganhei de presente. Quando ,o usei pela primeira vez, chamou a atenção de minhas amigas. Todas queriam saber que perfume eu estava usando. Eu me senti o máximo.

Thaís, apesar de você ter descoberto que as pessoas gostam de quem está perfumado e cheira bem, não precisava exagerar! Da próxima vez, procure ser mais humilde. Mas você tem certa razão. Estar perfumado é muito bom. Duro é quando as circunstâncias nos fazem cheirar mal:

Existem situações as quais não há como evitar. Depois de um dia de trabalho é difícil estar cheirando bem. Por isso é que num ônibus lotado, muitas vezes os odores não são agradáveis.

Paulo declarou que os seguidores de Jesus Cristo são Seu perfume. Usou essa metáfora para exemplificar que, assim como é impossível deixar de perceber o cheiro de um bom perfume, e impossível não notar a presença de um verdadeiro cristão. Aonde for, exalara o bom perfume de Cristo. . .

É claro que esse perfume é figurado. Ele se manifesta nas atitudes, palavras e ações. Quem segue a Jesus. não diz palavrões. Não é rude, nem áspero. Pelo contrário, é gentil e cuidadoso com o que diz. Se tIver uma atitude errada, reconhece o erro e volta atrás, pedindo desculpas e perdão.

O filho de Deus conhece seus limites. E um bom camarada. Relaciona-se bem e é um servo de Deus e amigo de todos.
Você pode ser assim. Entre seus familiares e amigos de escola você pode exalar o bom perfume de Cristo. Não procure ser o que você não é. Nada deve ser forçado. Um perfume não se esforça para exalar. Ele simplesmente exala, e pronto. Isso também é verdade em relação ao mau cheiro. Ele cheira mal, porque esta e sua natureza.

Procure ser autêntico. Ser o que Deus deseja que você seja.As pessoas vão perceber quem é o dono de sua vida: se é Jesus ou Satanás: Porque todos exalamos o perfume daquele a quem seguimos, É multo bom servir a Jesus. A gente sempre cheira bem.

A química da paixão

pessoas_inesplicaveis-uniaoadventistaDiferentes hipóteses científicas sugerem o que ocorre no cérebro da pessoa quando se apaixona por outra. A neuroquímica do amor provoca comportamentos irracionais como os dos apaixonados que fazem loucuras em nome da paixão. Estes agentes neuroquímicos agem de forma semelhante ao que ocorre quando a pessoa está sob o efeito de drogas como a cocaína. Depois passa, pode vir outro estágio melhor, maduro, ou não.

Cientistas verificaram que a dopamina, oxitocina, vasopressina e a feniletilamina (PEA) são substâncias envolvidas na química da paixão. Helen Fisher, pesquisadora da Rutgers University publicou um livro em 2004 chamado “Why We Love: The Nature and Chemistry of Romantic Love” (“Por que Nós Amamos: A Natureza e a Química do Amor Romântico”), no qual ela apresenta a teoria de que a dopamina está elevada na paixão romântica e diminuída na rejeição amorosa. Ela cita referências de estudos realizados com pessoas e animais, e mostra que há um paralelo muito forte entre comportamentos, sentimentos e substâncias químicas ligadas ao amor romântico e àqueles associados à dependência de drogas. Assim como o alcoólico, por exemplo, se sente compelido a beber, a pessoa apaixonada chora dizendo que irá morrer sem seu (a) amado (a).

Como é que pessoas adultas, inteligentes ficam presas a paixões irracionais? Esta química complexa no cérebro explica em parte isso. Mas há algo mais profundo. Evidências de estudos mostram que quando os relacionamentos se aprofundam, a paixão diminui. O efeito da droga passa, e a realidade do amor maduro pode surgir.

Andréas Bartels e Semir Zeki da University College, em Londres, no ano 2000 localizaram uma área no cérebro que é ativada pelo amor romântico. Eles examinaram estudantes que disseram estar muito apaixonados, fizeram ressonância magnética de seus cérebros, localizando uma pequena área muito ativada, diferente da que era ativada quando há só amizade normal. Viram, também, que esta área era diferente da ativada quando a pessoa sente outras emoções, como medo e raiva.

As regiões do cérebro ativadas pelo amor romântico são também responsáveis pela euforia induzida por drogas como a cocaína. O cérebro das pessoas apaixonadas, o estudo mostrou, não parece com o das pessoas experimentando sentimentos fortes, mas como o das que cheiram cocaína. A conclusão dos cientistas é que a paixão usa mecanismos do sistema nervoso que são ativados durante o processo de formar uma dependência química (adicção). Daí o Dr.Larry Young, pesquisador na área de ligações sociais na Emory University, em Atlanta, na Geórgia, falando das pessoas apaixonadas, disse: “Nós estamos literalmente adictos (drogados) ao amor.”

Helen Fisher sugere que o amor, sob o ponto de vista neurobioquímico, ocorre em três “sabores”: sensual, romântico e de longo relacionamento. Há uma sobreposição neles, mas estes existem separadamente segundo os sistemas emocionais, motivacionais e neuroquímicos.

O primeiro, claro, envolve uma fissura por sexo, e Jim Pfaus, psicólogo da Concórdia University em Montreal, diz que ocorre algo semelhante ao estado induzido pela ingestão de opiáceos. Aumenta o nível de serotonina, oxitocina, vasopressina e opiáceos endógenos (fabricados naturalmente pelo corpo e equivalentes à heroína). Estes químicos servem para relaxar o corpo, produzir prazer e saciedade.

Em seguida, vem a atração romântica, a paixão ou “amor obsessivo”. Parece ser uma evolução da atração sensual que focaliza em uma pessoa específica. É um estado caracterizado por sentimentos de estimulação e intrusão, além de pensamentos obsessivos para com o objeto da paixão. Alguns autores sugerem que este é um estado mental que compartilha características neuroquímicas semelhantes às que ocorrem na fase eufórica ou maníaca da Desordem Afetiva Bipolar. Dra. Fisher sugere que parece com algo do Transtorno Obsessivo-Compulsivo.

Os estudos mostraram que a paixão, por ser instável, não é uma boa base para educar ou criar filhos. Mas, sim, o final estágio que pode vir após a atração sensual e a paixão, o terceiro tipo estudado pela Dra. Fisher, o amor de longo relacionamento, que permite aos pais poderem fazer um bom trabalho na criação dos filhos. Este estado, segundo ela, é caracterizado por sentimentos de calma, segurança, conforto social e união emocional.

Quando alguém é movido pela paixão pode fazer muita besteira: destruir vidas, envolver-se em situações de adultério, às vezes, complicados, romper com sua família, tudo em nome de uma química disparada por decisões pessoais complexas que não tira da pessoa apaixonada a capacidade de escolher e tomar uma decisão racional. Nesse caso, de histórias tristes motivadas pela sensação do amor romântico, com rompimentos de relacionamentos familiares, a paixão é também uma droga.

Há uma diferença entre paixão e atração. Quando uma pessoa se sente atraída por outra, num primeiro momento ela sente que algo tocou em suas emoções ao observar aquele indivíduo. Surge uma atração. Dependendo do que ela fará com a primeira atração, poderá surgir ou não a paixão. Um primeiro olhar, a tentação, não é o problema principal. Tudo depende do que a pessoa fará em seguida em sua mente e, depois, no contato social.

Fábia (nome fictício) não se sentia amada por seu marido há muito tempo. Sendo uma pessoa fechada, ela não abria isso para ele. Em parte cria que as coisas poderiam ser resolvidas com o tempo, ou com poucas e não específicas reclamações. Nada mudou. Em seu trabalho havia um colega que ao elogiá-la, despertou pouco a pouco um sentimento de apreciação que ela tanto esperava do marido. Fábia tinha muita dificuldade de abrir o coração, e com isso seu marido não “adivinhava” o que ela precisava. O tempo passou e ela se sentiu fortemente atraída pelo colega do trabalho. A paixão tomou conta de sua mente e ela deixou seguir livremente em seus pensamentos.

Sentir falta de carinho, valorização, companhia, diálogo no casamento não é justificativa para a infidelidade. Explica, mas não justifica. Fábia traiu seu marido em termos afetivos. A carência que ela já havia trazido para dentro do casamento, mais a falta de manifestação de afeto por parte do marido, e os elogios do colega de trabalho foram suficientes para ela se apaixonar por ele e ficar fria e ríspida com o marido.

Um ano e pouco depois desse “namoro” extraconjugal, algo começou a acontecer com Fábia e o colega. Surgiram problemas entre eles. Ela começou a ver que ele também tinha algumas dificuldades. E rompeu. Seu marido ficou sabendo da situação e abalou-se muito. Receberam ajuda com aconselhamento matrimonial, e agora estão bem melhor no casamento com perspectivas de bom amadurecimento como casal.

A atração vira paixão quando a pessoa se deixa levar pela emoção, quando nutre o sentimento, quando não coloca nenhuma barreira para ele em sua mente. Daí fica difícil romper e administrar esse afeto tão forte, que pode virar uma obsessão.

Uma pessoa casada pode ter um primeiro olhar de atração, mas pode ficar só nele e nada mais. Ou pode ir adiante, se ela alimentar o pensamento e o sentimento em seu coração. Há uma diferença entre ser tentado e cair em tentação. A paixão ocorre quando a pessoa já se deixou levar pela imaginação, nutriu sentimentos para com a outra pessoa, então fica presa.

A razão é uma função executiva da mente humana e deve ser usada para auxiliar na administração dos sentimentos. Forte e madura é a pessoa que aprendeu a lidar com suas emoções de uma maneira que pode ter os sentimentos, mas que não deixa que eles a tenham.

Cesar Vasconcellos de Souza
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Proteção contra a infidelidade no casamento

uniaoadventista-mãeO relacionamento humano é uma das maiores fontes de emoção para homens e mulheres, crianças ou adultos. Emoções que fluem como um raio indo do Ocidente para o Oriente. Emoções que vão das alturas do pico do Himalaia às profundezas do triângulo das Bermudas. Que vão do céu ao inferno numa fração de segundos. As relações podem ser fontes de satisfação ou de insatisfação, de alegria ou de tristeza, de prazer ou de dor. As interações humanas provocam amor e ódio, generosidade e avareza, esperança e desespero, sorrisos e lágrimas. Emoções consideradas positivas, quando despertam sentimentos afirmativos e seguros. Emoções consideradas negativas, quando os sentimentos despertados são maléficos e destrutivos.

Esta classificação não implica na sugestão de que não se deve sentir os sentimentos negativos. Pelo contrário. Para a experiência humana eles são vitais. Graças a eles somos motivados a nos afastar de tudo que nos faz mal a curto e em longo prazo. Eles são fontes de informações que indicam tudo aquilo que deve ser evitado, sanado, mudado e reorientado para se ter uma vida de menos sofrimento, angústia e solidão. O sentimento chama a atenção, desperta aquele que sente e sabe o que sente, para as escolhas de alternativas de uma vida mais saudável. Não se pode correr o risco de descartar, ignorar, ou diminuir a dimensão de sua importância. Correr esse risco é expor-se ao perigo de uma vida de insensibilidade e morbidez.

Em termos de emoções negativas dentro dos relacionamentos, quer seja na amizade ou no casamento, não há outro comportamento mais catastrófico do que a traição. A infidelidade. A deslealdade. A prevaricação. Quando um amigo ou cônjuge é traído ele passa por uma avalanche de emoções. Ele entra num furacão de sentimentos. Ele se esgota de lágrimas. Quando a pessoa descreve o que sente usa todo tipo de metáforas para se fazer entendida. Por mais que consiga se explicar, nunca acha que conseguiu expressar o que vai pela sua alma. Ela se sente absolutamente só no mundo. Ela se sente perdida dentro de uma confusão infernal. Infernal porque ela se sente em brasas, queimada viva. A raiva desperta nela uma enxurrada de adrenalina para atacar um inimigo invisível, indefinível, pelo menos no momento da descoberta da traição. A sensação de vazio, de massacre, de impotência, de abandono, deixa a pessoa em um estado de choque por algum tempo. A dor é tão grande que para sobreviver e suportar o sofrimento ela tem de negar. Ela tem de recusar a perceber a realidade. Ela recusa ver a verdade.

Passado o choque inicial ela entra em contato com a perda. Nem sempre a perda da pessoa, mas a perda da confiança. O contrato foi quebrado. O sonho de felicidade virou pesadelo de sofrimento. As promessas de união não foram cumpridas. A raiva vai dando lugar à dor e a tristeza. Junto vai a certeza de que confiança nunca mais existirá. O traído promete que nunca mais vai acreditar em ninguém. Ela está certa porque com o coração partido não pode sonhar. Muito menos fazer planos para o futuro. No estado de humilhação em que se encontra, com perda total de sua auto-estima e valor pessoal, a pessoa só pode dar-se um tempo para lamber as feridas. Sem cobrança, sem julgamento, sem autocondenação e, muito menos, auto-flagelação. Numa condição de fracasso em que se encontra, o melhor é dar um tempo para esperar as emoções se definirem e se respeitar.
Por se sentir humilhada, fracassada, desvalorizada, está num estado de influência muito grande à opinião alheia. Não falta palpite quanto às causas que levaram à traição, tanto quanto, quais são os passos para resolver a situação. É melhor ter cautela. Ir devagar, considerando sempre que quem está com o problema é quem foi traído. Diante da confusão emocional e mental, qualquer opção permanente é perigosa.

As primeiras respostas vêm do estado emocional em que se encontra. Rompe, impulsivamente, o desejo de trair para se vingar. Este é um caminho tortuoso para que se enverede por ele. Porque em vez de curar a ferida pode fazê-la sangrar mais. Se há uma coisa que o que está ferido não precisa é de se machucar mais. Surge a atribuição da culpa ao rival e não ao cônjuge traidor para se aliviar a dor. É uma tentativa de inocentar o culpado para não se sentir rejeitado demais. Brota um ciúme insuportável do rival com as mais exóticas manifestações e provoca um desejo de competição sem fim. Então fluem preocupações de cuidados pessoais exagerados. Quer seja na academia ou no trabalho. Nas compras ou nas cirurgias plásticas, na aparência ou nas dietas. Mas nada disso resolve a dor com rapidez. Leva tempo para que as coisas se acalmem.

Não adianta também ficar preocupado com as soluções se vai ou não separar, se vai ou não perdoar, se vai ou não ficar junto. Não adianta indagar sobre o que fazer com os filhos, como enfrentar os amigos e parentes, como resolver a pensão ou que trabalho procurar. Querer resolver vários problemas, ao mesmo tempo, significa não conseguir solucionar nenhum. Pior ainda, porque aumentam o sofrimento e a angústia de quem já está padecendo com o trauma da traição. É preciso saber esperar, ter paciência e resolver primeiro o estado emocional em que se encontra no caso de morte ou traição. Perdas difíceis de suportar. A pessoa não deveria tomar nenhuma decisão permanente, pelo menos, por um mês. Deve dar um tempo para colocar a cabeça no lugar. Qualquer decisão pode resultar em arrependimento futuro.

Se há tanto sofrimento assim na traição, por que as pessoas a praticam? Há todo tipo de justificativa dada por quem se envolve nesse comportamento. Alguns sugerem insatisfação sexual, incompreensão, falta de afeto, conflitos pessoais. Para outros pode ser curiosidade, vício, o desejo de emoção, amor que acabou. Pelo menos é o que a pessoa envolvida na traição fala. Entretanto, pode haver razões mais profundas como a incapacidade de se apegar ao parceiro, à falta da entrega, o não comprometimento com o outro, o pouco investimento feito no cuidado do outro. A pessoa não descobre que quanto mais se cuida, mais cresce o amor. Aliás, amar é cuidar e cuidar é amar. Para quem cuida o amor nunca acaba. Se duvida, é só experimentar!

Não se pode deixar de lado como fator contribuinte para a traição a imaturidade emocional. Uma imaturidade que mantém a pessoa numa eterna curiosidade infantil por meio da qual ela vive numa fantasia insaciável, buscando um amor romântico num eterno “foram felizes para sempre”. Esta fantasia, esta busca ilusória torna-a inapta para viver como um ser humano real, de carne e osso. O sonho dessa pessoa é uma boneca (o) que não tem vontade e que satisfaz todas as suas necessidades. São pessoas que facilmente se tornam sedutoras, sempre conquistando, o homem para provar a sua masculinidade e a mulher, a sua beleza e desejabilidade.

Não se pode deixar de lado que traição é uma escolha e como tal é uma decisão pessoal. Começa como um jogo e acaba com um coração apunhalado. Pode se dar todo tipo de desculpas e até culpar a tentação. Mas não deixa de ser uma escolha que do começo até o fim tem várias etapas que precisam ser conscientemente vencidas. Vai desde o sorriso até a lágrima. Inicialmente só dois dão risadinhas. No fim muitos choram.

Para não se envolver com a infidelidade, a traição, e passar pela dor de descobrir se é verdade ou não, tente se proteger tomando algumas medidas profiláticas, preventivas. É com medidas construtivas em favor de seu cônjuge que a pessoa se realiza como ser humano. Nada mais restaurador que a alegria contagiante de um coração carente sendo afagado. É uma alegria que espirra de volta para aquele que afagou. Quem faz é quem recebe. A proteção exige iniciativa e esforço. Quanto mais objetivo e direcionado o esforço, mais rico o resultado.

Objetivamente para se proteger contra a traição, a pessoa precisa querer não trair. Querer do fundo do coração fazer a opção pela fidelidade. Se a pessoa faz uma opção a outra some ou pelo menos deve sumir. Claro que uma relação começa por atração pelo parceiro. Sem a atração fica difícil querer construir uma relação duradoura. Uma vez que se queira e se sinta atraído, a relação começa a se formar. Ela só vai ser mantida se as necessidades pessoais forem mutuamente satisfeitas. Daí não há necessidade de buscar aventuras ou excitações fora da relação.

A relação será mantida e a traição evitada quando se cria a intimidade. A busca da aproximação. Não é grudação. É um abrir-se contínuo e lento para o outro. É deixar que o outro vá, aos poucos, se apropriando do seu eu. É permitir que o outro vá percebendo as coisas escondidas nas profundezas de sua alma. Na medida em que ele não julgue, não condene, não critique. É um processo mútuo de abertura, de descortinar o significado da própria vida para o outro. É a compreensão mútua das fraquezas e defeitos, sem piorá-los com sarcasmo ou gozação.
Para se ter intimidade é importante o comprometimento, que nada mais é do que a decisão firme, a escolha consciente de dedicação exclusiva à pessoa escolhida para se relacionar. Envidar todos os esforços para o sucesso da relação.

Aceitar o outro como é, como despertou sua atração, sem querer passá-lo por uma transformação para convertê-lo na sua própria imagem. Só pode haver espontaneidade quando se é permitido ser o que se é.

Perceber a perspectiva do outro. Perceber que ele tem os mesmos anseios de felicidade, as mesmas necessidades. Perceber que ele sofre e tem prazer como você.

Buscar um apego cada vez maior. Principalmente se for homem porque tem que se apegar. Para ser feliz é preciso alguma forma de apego. Sem ter vergonha de se entregar.
Doar-se sem cobranças. Tomar a iniciativa na doação. É um investimento total com a certeza dos dividendos. Não é um jogo. É uma entrega.
Aprender a cuidar é prática. É ação. É a parte ativa do amor. É a nutrição do amor. O amor só acaba para quem não cuida, não investe, não apega, não percebe o outro.

Mais três coisas importantes: a compreensão, o apoio e o respeito.

Ao cultivar a prevenção contra a traição, você estará impedindo de destruir corações evitando derramar lágrimas e, até, retardando a morte. Será que vale a pena? Por que não tentar?!

Dr. Belisário Marques
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Maquiagem, calça comprida e músicas na Novo Tempo

No programa de ontem (13/05/2009), um telespectador perguntou o porquê de os apresentadores da Novo Tempo usarem “maquiagem”. Segue logo abaixo a resposta com base no questionamento de outra pessoa:

“… Não concordo que a TV Novo Tempo faça uso de maquiagem e que as apresentadoras usem calça. Os louvores parecem Shows… E os cantores, a invés de cantarem para Deus, ganham dinheiro com isso… Como poderei ensinar minha filha a não ser vaidosa se a TV de nossa igreja está dando um péssimo exemplo? Desculpem-me se minhas palavras foram hostis, mas, é o que eu penso!…” M.J., por e-mail.

A Novo Tempo recebeu com respeito as suas observações.

Nossa equipe não considerou suas palavras hostis em momento algum! Bom seria se todos fizessem esse tipo de abordagem com a mesma educação que tem. Parabéns, amigo. Deu para perceber a sinceridade em suas linhas.

Permita-me fazer algumas observações para que continuemos juntos – você aí de sua igreja e nós daqui, do Canal da Esperança, levando as Três Mensagens Angélicas (Apocalipse 14:6-12) – como uma irmandade unida em pensamento e propósito (1 Coríntios 1:10):

A consciência moral de cada um é muito importante para Deus e deve ser respeitada (mesmo que a pessoa escolha pelo errado. Cada um tem o livre-arbítrio, mas isso não indica que devemos avisar, como mensageiros, que frutos serão colhidos por cada decisão – Gálatas 6:7).

E, quando os princípios básicos da fé cristã e adventista não são feridos, outras coisas são de menos importância (veja: não deixam de ser importantes) porque Deus não fez o homem para estagnar culturalmente – e nem fez uma cultura só. Os anos passam, costumes mudam, mas para o cristão verdadeiro, “seca-se a erva e cai a sua flor; mas a Palavra do nosso Deus [os princípios dEle] permanece eternamente” Isaías 40:8.

O que precisamos aprender no decorrer da caminhada cristã é diferenciar um princípio de um costume. E, temos que ser sinceros: isso não é coisa simples, ainda mais se tivermos muito apegados a nossa visão de mundo. Por isso, é importante analisarmos o que os outros pensam para evitarmos os desentendimentos dentro da igreja. Estou me colocando no seu lugar para responder ao seu e-mail porque sei que essa diferença entre princípio e costume é tênue.

Isso só é possível pela graça de Deus, pois, como ser humano, não tenho essa capacidade. Mas, pela experiência sei que quando deixamos o Espírito Santo ajudar a nos colocamos no lugar do outro, amamos o nosso irmão independente dele pensar diferente de nós e passamos a ver que acima de qualquer costume cultural estão a imutável Lei de Deus (Êxodo 20) e o amor (1 Coríntios 13), de mãos dadas. Com isso já posso esclarecer uma de suas colocações: as coisas que lhe foram ensinadas ainda servem. A verdade não foi projetada e/ou adaptada ao século XXI. Foram adaptados os costumes na pós-modernidade e o Decálogo permaneceu inalterável. A forma como a Verdade está sendo apresentada é que precisa de mudanças porque uma mente pós-moderna não encontrará graça alguma em conceitos expressos numa abordagem da década de 50, por exemplo.

Não posso negar que em algumas igrejas os costumes do mundo estão entrando (ao invés de levarmos a igreja para o mundo). Esse é um problema sério que tem preocupado líderes de todas as grandes denominações religiosas. E, o maior desafio é atrair pessoas para cristo sem ferir os princípios (isso é inegociável) e ao mesmo tempo nos adaptarmos a padrões culturais que sejam puros (Filipenses 4:8).
Mas, no momento vou me ater ao comportamento da Rede de Comunicação da Igreja e não as nossas congregações locais. Vou lhe informar sobre algumas coisas como um cristão jornalista:

1) A Novo Tempo representa a igreja, mas, não é uma igreja. Isso não dá margem para qualquer funcionário deixar de lado a Palavra de Deus (o que seria um pecado). O que quero dizer é que uma rede de TV cristã que comunica Jesus não pode agir do mesmo modo com Adventistas e não-adventistas que entendem as coisas de forma muito diferentes;

2) Por não termos um público só Adventista (para ter uma idéia, cerca 70% do nosso público na rádio vem de outras igrejas!) precisamos adaptar nossa linguagem para que a mensagem de salvação possa ser compreendida por todos, tanto pela dona de casa como pelo que tem Ph.D;

3) Cremos que o costume de usar saias na igreja é totalmente válido, mas, no caso da TV, traz muito mais prejuízos (em certos casos não). Isso porque a câmera tem a tendência de pegar “os detalhes” e, se todas as nossas apresentadoras e entrevistadas se vestissem como se vestem na igreja, qualquer “cruzar de pernas” seria o suficiente para o telespectador ver a peça íntima da moça. Nesse caso, entendemos que se o uso da calça é um fator cultural (na escócia é natural o homem usar saia) e não fere os princípios imutáveis da Lei de Deus, é melhor a mulher usar a calça na televisão do que corrermos riscos de sermos acusados por estimular o adultério mental. Já vi querido irmão na grande feira evangélica em SP – a Expo Cristã – moças de outras igrejas usando saias imorais pior que qualquer calça.
Creio que o problema não está no uso da calça na televisão, desde que ela esteja de acordo com os princípios de modéstia de 1 Timóteo 2:9, 10.

4) Quanto à maquiagem, a recomendação da Novo Tempo é para que não haja os exageros. Alguns podem, em alguns momentos, não seguir essa dica (consciente ou inconscientemente), pois erramos. Mas, nossa liderança está fazendo o máximo para cuidar também disso.
Por que permitimos o uso da maquiagem? Outra questão técnica – e muito séria – está “em jogo”. Como as luzes do estúdio tendem a desfigurar o rosto da pessoa; e a câmera, a capacidade de destacar os defeitos, a imagem de quem está passando o evangelho fica pálida, feia, distorcida e, conseqüentemente, a mensagem ficará comprometida (já pensou o que seria para os telespectadores nos verem com o nosso rosto aparentando doença ou nos achar parecidos com “cadáveres”?).

Recomendamos que os líderes da igreja e os pais apresentem a todas as nossas irmãs e filhas estas questões técnicas. Isso evitará mal-entendidos e também que as pessoas comparem a igreja com uma televisão, no que diz respeito a procedimentos técnicos.

5) Nunca foi propósito da Novo Tempo permitir que o “louvor se tornasse show”. Devido à liberdade artística que é dada aos cantores, pode mesmo haver erros, pois todos somos pecadores e precisamos da graça de Cristo (Romanos 3:23). Mas, fique tranqüilo irmão: nossa Direção e Comissão de Música estão adotando todos os procedimentos necessários para orientar ainda mais de perto nossos cantores para que o Senhor continue sendo honrado com as habilidades artísticas que Ele lhes deu;

6) Uma pessoa que tem um ministério musical também precisa do sustendo por parte da música, assim como eu na minha área e os pastores no sagrado chamado que receberam. Por isso, a Igreja mundial não vê como algo ilícito o ministério da música trazer benefícios financeiros, de acordo com o princípio do Senhor Jesus em Lucas 10:7: “Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem; porque digno é o trabalhador [os músicos e cantores também trabalham, e muito] do seu salário…”

7) Sobre os diferentes estilos musicais, especialmente o “pop” que tem tido certo destaque em algumas de nossas músicas, tem sido uma questão muito discutível. Na América, as igrejas onde predominam os irmãos negros, eles sabem fazer uso de tal estilo musical (e acompanhado com palmas) com reverência. Já no Brasil, nem sempre ocorre o mesmo, pois nossa cultura é “bagunceira” por natureza. Por isso, esse aspecto precisa ser mais analisado, pois o que é bom numa cultura pode ser desastroso noutra. Provérbios 4:18 diz que “a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” Acreditamos que sendo a revelação progressiva, Deus nos mostrará as mudanças que precisam (ou não) serem feitas em algumas músicas nossas. Ore conosco para que alcancemos o ideal Divino, ok?

Temos muitos desafios e Deus tem nos ajudado sobremaneira. Nosso coração vibra todos os dias com os milagres que Deus tem feito por meio dos veículos de comunicação da igreja.

Estaremos aqui a sua disposição sempre que quiser fazer suas observações e contamos com suas orações e qualquer outra forma de apoio para que possamos levar o evangelho eterno contextualizado em Apocalipse 14:6-12 a todos os lugares do mundo. Ore para continuarmos lutando contra o poder do mal porque Jesus em breve voltará (Mateus 24:42, 44). E, ao darmos as nossas mãos, apressaremos (2 Pedro 3:12) o momento tão sonhado por nós (Apocalipse 1:7; Filipenses 2:13).

Um forte abraço e que Deus o abençoe ricamente,

Leandro Quadros
Jornalista – consultor bíblico

Os judeus foram rejeitados por Deus?

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Sua pergunta foi muito importante. A Bíblia nos revela que Deus tem um plano especial para os judeus até nossos dias. Tanto que em Romanos 9 ao capítulo 11, o apóstolo Paulo afirma que eles não foram rejeitados definitivamente. E Jesus, em João 4:22 afirma: “… porque a salvação vem dos judeus.” Isso nos mostra que o plano de Salvação e a Lei do Criador foram dados a eles.

Por meio dos judeus o Senhor quis comunicar o conhecimento de Si ao mundo (Isaías 56:1-8). E o fez, em parte. Mas, no final, falharam, por causa da rebeldia. Por isso, foram para o cativeiro (2 Crônicas 36:11-21).

Os líderes judeus imaginavam-se demasiado sábios para necessitar de instrução, demasiado justos para necessitar de salvação e demasiado honrados para necessitar da honra que vem de Cristo. O Salvador afastou-Se deles para outorgar a outros os privilégios de que tinham abusado e a obra que haviam negligenciado. A glória de Deus tinha de ser revelada e Sua Palavra confirmada. O reino de Cristo tinha de ser estabelecido no mundo. A salvação de Deus tinha que se tornar conhecida nas cidades do deserto; e os discípulos foram chamados para fazer a obra que os líderes judaicos deixaram de fazer”. Ellen White – Atos dos Apóstolos, pág. 16.

Ellen White – pessoa que recebeu o dom profético e escreveu a citação acima – afirmou que, nos últimos dias, o Senhor irá usar judeus fiéis (que vivem de acordo com a luz que receberam) para nos ajudar a pregar a mensagem da adoração a Deus no Sábado. Veja que afirmação interessante:

“Há entre os judeus alguns que, como Saulo de Tarso, são poderosos nas Escrituras, e esses proclamarão com maravilhoso poder a imutabilidade da lei de Deus. O Deus de Israel fará que isto suceda em nossos dias. Seu braço não está encolhido para que não possa salvar. Ao trabalharem Seus servos em fé pelos que de muito têm sido negligenciados e desprezados, Sua salvação será revelada”. Atos dos Apóstolos, pág. 381.

Depois desse esclarecimento, posso ir mais direto a sua pergunta:

Sendo que Deus julgará a cada um “segundo a suas obras” (Mateus 16:27; Apocalipse 22:12), isso significa que todos serão julgados de acordo com a luz que receberam e seguiram. Desse modo, os judeus que não tiveram oportunidade de saber que Jesus era o Messias e já morreram, o Senhor, em Sua misericórdia, avaliará com amor o caso deles com base na luz que tiveram.

Já se um judeu que teve (e tem) a oportunidade de saber que Cristo é o Messias; possui acesso a Isaías 53 para comprovar que o único personagem na história que satisfaz aos requisitos do Servo Sofredor é JESUS CRISTO e não O aceita como Salvador Divino, irá se perder, pois a salvação é apenas para quem crer: “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” Marcos 16:16.

Recomendo que destaque ao seu amigo judeu as qualidades dele e mostre-lhe o plano que o Senhor Deus tem para esse povo fantástico. E, separe um tempo para estudar com tal irmão – de maneira detalhada – Isaías 53. Apresentarei a seguir um breve resumo para que possa provar-lhe que o capítulo antecipa cerca de 800 anos antes de Cristo nascer como seria a trajetória do Messias para Salvar a humanidade. Do império das trevas e da consequente morte eterna (Colossenses 2:14; Romanos 6:23) e não do império romano (João 18:36):

1) O sofrimento de Jesus é predito em Isaías 53:3-5;

2) As provas de que Jesus era o Messias prometido – o cordeiro sacrificado – estão em Isaías 53:7 (confira João 1:29 – afirmação de um judeu!);

3) A morte de Cristo é predita em Isaías 53:8, 9;

4) A ressurreição de Jesus é prometida no Antigo Testamento também no livro de Isaías: cap 53:10-12.

Em breve, Jesus voltará pela segunda vez e, juntamente com os judeus poderemos preparar as pessoas para respeitarem a Lei de Deus e aguardar o Senhor:

“Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.” Mateus 24:30-31.

Deus lhe use como uma luz (Mateus 5:16) para iluminar a vida de seus amigos que fazem parte do judaísmo. Assim, eles poderão entender que Jesus já veio e que Ele tem planos para a vida deles nesses últimos dias da história do nosso mundo!

Um abraço e fique com Deus,

Leandro Quadros
Jornalista – consultor bíblico

Existe ou não uma Verdade Absoluta?

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Professor: assisti um documentário de TV onde o adventista William Miller é apresentado como alguém que se aproveitou financeiramente de seus seguidores. E um site na internet faz denúncias pesadas a Ellen G. White.A. R, São Paulo. Por e-mail.

Professor, como no campo religioso alcançar a verdade? Cada religião, valendo-se de seus livros sagrados, afirma que estes confirmam o que ela prega e os outros é que interpretaram mal. Já assisti a pessoas de 3 diferentes confissões cristãs usando a Bíblia e dizendo cada uma que sua leitura é que estava certa e as outras erradas.

Ora, em ciência não há esse impasse. A lei da gravidade, por exemplo, vale para ateus e crentes, cristãos e não-cristãos, crédulos e céticos, ocidentais e orientais, etc. Qualquer um desses que de se jogar de um décimo andar irá se esborrachar no chão. Ou seja: a verdade científica não precisa de nossa aceitação. Ela é universal. Mas, e a verdade religiosa? Qual o critério objetivo para a fé, se é que ele existe? Dois teólogos, por exemplo, um adventista e um católico – reivindicará cada um o acerto de suas palavras, valendo-se da Bíblia. A verdade fora do campo científico será – como diz meu professor de filosofia – mera construção humana, cada um tendo a sua?

Obrigada.

Olá, amiga,

É uma satisfação receber seu e-mail. É bom ver pessoas como você que buscam diretamente conosco informações sobre nossa história denominacional, por exemplo.

Antes de comentar sobre o alcançar verdade absoluta no campo religioso (e filosófico), permita-me escrever sobre William Miller. O documentário apresentado na TV não condiz com as informações histórias registradas em TODOS OS LIVROS QUE TRATAM DA HISTÓRIA DO ADVENTISMO. Miller era um pregador BATISTA (nunca se tornou um Adventista do Sétimo Dia, pois, rejeitava crenças nossas como: sono da alma durante a morte, guarda do Sábado, etc) que nunca fez uso de recursos alheios para pregar a mensagem dele. As viagens que fazia eram feitas a cavalo, a pé, e jamais “se aproveitou financeiramente” dos irmãos dele na fé. Recomendo a leitura do livro “História do Adventismo” de C. Merwyn Maxwell, doutor em História Eclesiástica. Sinceramente, duvido (como jornalista) que os produtores do documentário citado tenham feito isso… Uma pesquisa em que haja o CRUZAMENTO DE FONTES (entrevistando um adventista e outro historiador não adventista) – algo ESSENCIAL para o bom jornalismo.

A respeito de Ellen White, há muitos sites na internet que dizem coisas pesadas sobre ela. O maior motivo é a forma como os irmãos de outras igrejas entendem o MODELO DE INSPIRAÇÃO utilizado por Deus para comunicar as mensagens dos profetas na Bíblia. Podemos falar sobre isso em e-mails posteriores, mas, para adiantar, disponibilizei algumas refutações às acusações feitas a Ellen White no blog do programa: http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade Em breve, disponibilizarei um total de 10 artigos (estou elaborando-os) onde abordarei as principais críticas feitas a ela – por ignorância ou maldade (mostrarei textos onde são feitas verdadeiras ELIPSES para colocar-se palavras na boca dela…).

Sobre a Verdade no campo religioso, realmente não é uma coisa fácil saber onde ela está sem um estudo da Bíblia profundo, pois, as mais de 40.000 religiões e seitas diferentes afirmam ter tal Verdade. Todavia, existe uma promessa na Bíblia que traz conforto para aquele que tateia em meio a tantas doutrinas e filosofias: “SE alguém QUISER FAZER A VONTADE DELE, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo.” João 7:17. Em resumo o texto diz: SE uma pessoa for sincera o bastante em QUERER fazer a vontade de DEUS, Ele não a deixará confusa! Apego-me a essa promessa todos os dias e sou muito feliz em ver a direção de Deus na minha vida.

Mas, como disse no primeiro programa, na noite de 25 de março de 2009, existe uma Verdade Absoluta com base no pressuposto que se encontra em 2 Coríntios 13:8: “Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade.”

Perceba: a Bíblia nos diz que nada pode ser feito contra a verdade (apesar de alguns tentarem contra ela) e, por isso, temos a certeza de que o programa “Na Mira da Verdade” será uma ferramenta nas mãos de Deus para lhe ajudar a perceber que, apesar de nossa era pós-moderna dizer que “não existe uma verdade absoluta”, a existência de uma Verdade absoluta é bem real porque está alicerçada em duas bases:

1º: Na Bíblia, que afirma ser a Verdade Absoluta é uma Pessoa: Jesus Cristo – “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14:6.

E, em torno dessa Pessoa, giram outras verdades que fazem parte do corpo absoluto de Verdades Divinas;

2º: Na Filosofia que diz categoricamente: “duas coisas contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo”. Portanto, não há duas verdades! (Ver GEISLER, Norman. TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. Vida Acadêmica, 2004).

Tendo essas duas bases em mente, é possível afirmar – sem medo de cometer erros – que (1) se a Verdade absoluta é uma Pessoa imutável (Hebreus 13:8) e que (2) duas coisas que se contradizem não podem ser verdadeiras o mesmo tempo, isso significa que existe apenas uma Verdade Absoluta e que nem todos os caminhos conduzem a Deus (isso é bíblico. Leia Jeremias 21:8 e Mateus 7:13, 14).

Portanto, quando seu professor de filosofia disser que “A verdade fora do campo científico será mera construção humana, cada um tendo a sua”, pergunte a ele se ELE ESTÁ ABSOLUTAMENTE CERTO. Sim, pois, se ele estiver ABSOLUTAMENTE CERTO EM RELAÇÃO AO QUE ELE DISSE, então existe uma Verdade Absoluta!

Caso ela diga que a verdade é “relativa”, questione-o com calma: “isso que o Sr. está dizendo TAMBÉM É RELATIVO?” Percebeu? A própria filosofia – quando levada a sério – derruba o argumento de que não existe absolutismo e de que existe o relativismo!

Indique para o seu professor a leitura do livro “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, do Dr. Norman Geisler – editora Vida Acadêmica (ex-ateu, doutor em filosofia e em teologia). Também poderá pedir para ele analisar o livro “Um Ateus Garante: Deus Existe” – Ediouro. Com base nas próprias análises filosóficas, Antony Flew, considerado o melhor filósofo nos últimos 100 anos (é vivo, com cerca de 80 anos de idade) passou a acreditar em Deus e a refutar os argumentos como os apresentados por seu professor depois de ele mesmo (Flew) ter combatido a teologia durante 50 anos!

Quando a amiga afirmou que “em ciência não há esse impasse”, isso está certo em parte. Realmente, a Lei da Gravidade funciona para todos. Mas, e a questão da origem da vida, por exemplo? Para alguns cientistas somos frutos do acaso (macroevolução); para outros, de um projeto (teoria do Designer Inteligente, do ex-evolucionista Michel Behe) e, para outros, de uma Criação. Como disse o grande biólogo Edwin Conklin: “a probabilidade de a vida originar-se por acaso é comparável à probabilidade de um dicionário completo surgir como resultado da explosão de uma tipografia”.

A própria ciência é cíclica e, verdades que hoje são verdades, amanhã se tornam ultrapassadas. Graças a Deus por não ser assim no campo religioso no que diz respeito às DOUTRINAS FUNDAMENTAIS (como a Salvação por meio de Jesus Cristo – João 3:16), pois, do contrário, ninguém saberia como ser salvo.

Todavia, há assuntos até mesmo na teologia que vêm a ser conhecidos de maneira mais plena – assim como na ciência (detalhe: teologia também é ciência) após investigação, com o passar do tempo.

O conhecimento humano em qualquer área precisará se desenvolver, até mesmo no campo religioso. Mas, Verdades Absolutas ensinadas na Bíblia são inegociáveis porque vêm de um Deus Verdadeiramente Absoluto: Jesus Cristo (João 14:6).

Analise com carinho o que escrevi e continuaremos em nosso diálogo saudável.
Conheça sobre Cristo e as Verdades conceituais que giram em torno dEle (que nos ajudam a compreender o Seu caráter sublime) serão conhecidas por você mesma que existam tantas religiões.

Um abraço e tenha uma ótima semana,

Leandro Quadros
Jornalista