Como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas

Como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas. 2 CormtlOs 2: 14

Amei o perfume que ganhei de presente. Quando ,o usei pela primeira vez, chamou a atenção de minhas amigas. Todas queriam saber que perfume eu estava usando. Eu me senti o máximo.

Thaís, apesar de você ter descoberto que as pessoas gostam de quem está perfumado e cheira bem, não precisava exagerar! Da próxima vez, procure ser mais humilde. Mas você tem certa razão. Estar perfumado é muito bom. Duro é quando as circunstâncias nos fazem cheirar mal:

Existem situações as quais não há como evitar. Depois de um dia de trabalho é difícil estar cheirando bem. Por isso é que num ônibus lotado, muitas vezes os odores não são agradáveis.

Paulo declarou que os seguidores de Jesus Cristo são Seu perfume. Usou essa metáfora para exemplificar que, assim como é impossível deixar de perceber o cheiro de um bom perfume, e impossível não notar a presença de um verdadeiro cristão. Aonde for, exalara o bom perfume de Cristo. . .

É claro que esse perfume é figurado. Ele se manifesta nas atitudes, palavras e ações. Quem segue a Jesus. não diz palavrões. Não é rude, nem áspero. Pelo contrário, é gentil e cuidadoso com o que diz. Se tIver uma atitude errada, reconhece o erro e volta atrás, pedindo desculpas e perdão.

O filho de Deus conhece seus limites. E um bom camarada. Relaciona-se bem e é um servo de Deus e amigo de todos.
Você pode ser assim. Entre seus familiares e amigos de escola você pode exalar o bom perfume de Cristo. Não procure ser o que você não é. Nada deve ser forçado. Um perfume não se esforça para exalar. Ele simplesmente exala, e pronto. Isso também é verdade em relação ao mau cheiro. Ele cheira mal, porque esta e sua natureza.

Procure ser autêntico. Ser o que Deus deseja que você seja.As pessoas vão perceber quem é o dono de sua vida: se é Jesus ou Satanás: Porque todos exalamos o perfume daquele a quem seguimos, É multo bom servir a Jesus. A gente sempre cheira bem.

Proteção contra a infidelidade no casamento

uniaoadventista-mãeO relacionamento humano é uma das maiores fontes de emoção para homens e mulheres, crianças ou adultos. Emoções que fluem como um raio indo do Ocidente para o Oriente. Emoções que vão das alturas do pico do Himalaia às profundezas do triângulo das Bermudas. Que vão do céu ao inferno numa fração de segundos. As relações podem ser fontes de satisfação ou de insatisfação, de alegria ou de tristeza, de prazer ou de dor. As interações humanas provocam amor e ódio, generosidade e avareza, esperança e desespero, sorrisos e lágrimas. Emoções consideradas positivas, quando despertam sentimentos afirmativos e seguros. Emoções consideradas negativas, quando os sentimentos despertados são maléficos e destrutivos.

Esta classificação não implica na sugestão de que não se deve sentir os sentimentos negativos. Pelo contrário. Para a experiência humana eles são vitais. Graças a eles somos motivados a nos afastar de tudo que nos faz mal a curto e em longo prazo. Eles são fontes de informações que indicam tudo aquilo que deve ser evitado, sanado, mudado e reorientado para se ter uma vida de menos sofrimento, angústia e solidão. O sentimento chama a atenção, desperta aquele que sente e sabe o que sente, para as escolhas de alternativas de uma vida mais saudável. Não se pode correr o risco de descartar, ignorar, ou diminuir a dimensão de sua importância. Correr esse risco é expor-se ao perigo de uma vida de insensibilidade e morbidez.

Em termos de emoções negativas dentro dos relacionamentos, quer seja na amizade ou no casamento, não há outro comportamento mais catastrófico do que a traição. A infidelidade. A deslealdade. A prevaricação. Quando um amigo ou cônjuge é traído ele passa por uma avalanche de emoções. Ele entra num furacão de sentimentos. Ele se esgota de lágrimas. Quando a pessoa descreve o que sente usa todo tipo de metáforas para se fazer entendida. Por mais que consiga se explicar, nunca acha que conseguiu expressar o que vai pela sua alma. Ela se sente absolutamente só no mundo. Ela se sente perdida dentro de uma confusão infernal. Infernal porque ela se sente em brasas, queimada viva. A raiva desperta nela uma enxurrada de adrenalina para atacar um inimigo invisível, indefinível, pelo menos no momento da descoberta da traição. A sensação de vazio, de massacre, de impotência, de abandono, deixa a pessoa em um estado de choque por algum tempo. A dor é tão grande que para sobreviver e suportar o sofrimento ela tem de negar. Ela tem de recusar a perceber a realidade. Ela recusa ver a verdade.

Passado o choque inicial ela entra em contato com a perda. Nem sempre a perda da pessoa, mas a perda da confiança. O contrato foi quebrado. O sonho de felicidade virou pesadelo de sofrimento. As promessas de união não foram cumpridas. A raiva vai dando lugar à dor e a tristeza. Junto vai a certeza de que confiança nunca mais existirá. O traído promete que nunca mais vai acreditar em ninguém. Ela está certa porque com o coração partido não pode sonhar. Muito menos fazer planos para o futuro. No estado de humilhação em que se encontra, com perda total de sua auto-estima e valor pessoal, a pessoa só pode dar-se um tempo para lamber as feridas. Sem cobrança, sem julgamento, sem autocondenação e, muito menos, auto-flagelação. Numa condição de fracasso em que se encontra, o melhor é dar um tempo para esperar as emoções se definirem e se respeitar.
Por se sentir humilhada, fracassada, desvalorizada, está num estado de influência muito grande à opinião alheia. Não falta palpite quanto às causas que levaram à traição, tanto quanto, quais são os passos para resolver a situação. É melhor ter cautela. Ir devagar, considerando sempre que quem está com o problema é quem foi traído. Diante da confusão emocional e mental, qualquer opção permanente é perigosa.

As primeiras respostas vêm do estado emocional em que se encontra. Rompe, impulsivamente, o desejo de trair para se vingar. Este é um caminho tortuoso para que se enverede por ele. Porque em vez de curar a ferida pode fazê-la sangrar mais. Se há uma coisa que o que está ferido não precisa é de se machucar mais. Surge a atribuição da culpa ao rival e não ao cônjuge traidor para se aliviar a dor. É uma tentativa de inocentar o culpado para não se sentir rejeitado demais. Brota um ciúme insuportável do rival com as mais exóticas manifestações e provoca um desejo de competição sem fim. Então fluem preocupações de cuidados pessoais exagerados. Quer seja na academia ou no trabalho. Nas compras ou nas cirurgias plásticas, na aparência ou nas dietas. Mas nada disso resolve a dor com rapidez. Leva tempo para que as coisas se acalmem.

Não adianta também ficar preocupado com as soluções se vai ou não separar, se vai ou não perdoar, se vai ou não ficar junto. Não adianta indagar sobre o que fazer com os filhos, como enfrentar os amigos e parentes, como resolver a pensão ou que trabalho procurar. Querer resolver vários problemas, ao mesmo tempo, significa não conseguir solucionar nenhum. Pior ainda, porque aumentam o sofrimento e a angústia de quem já está padecendo com o trauma da traição. É preciso saber esperar, ter paciência e resolver primeiro o estado emocional em que se encontra no caso de morte ou traição. Perdas difíceis de suportar. A pessoa não deveria tomar nenhuma decisão permanente, pelo menos, por um mês. Deve dar um tempo para colocar a cabeça no lugar. Qualquer decisão pode resultar em arrependimento futuro.

Se há tanto sofrimento assim na traição, por que as pessoas a praticam? Há todo tipo de justificativa dada por quem se envolve nesse comportamento. Alguns sugerem insatisfação sexual, incompreensão, falta de afeto, conflitos pessoais. Para outros pode ser curiosidade, vício, o desejo de emoção, amor que acabou. Pelo menos é o que a pessoa envolvida na traição fala. Entretanto, pode haver razões mais profundas como a incapacidade de se apegar ao parceiro, à falta da entrega, o não comprometimento com o outro, o pouco investimento feito no cuidado do outro. A pessoa não descobre que quanto mais se cuida, mais cresce o amor. Aliás, amar é cuidar e cuidar é amar. Para quem cuida o amor nunca acaba. Se duvida, é só experimentar!

Não se pode deixar de lado como fator contribuinte para a traição a imaturidade emocional. Uma imaturidade que mantém a pessoa numa eterna curiosidade infantil por meio da qual ela vive numa fantasia insaciável, buscando um amor romântico num eterno “foram felizes para sempre”. Esta fantasia, esta busca ilusória torna-a inapta para viver como um ser humano real, de carne e osso. O sonho dessa pessoa é uma boneca (o) que não tem vontade e que satisfaz todas as suas necessidades. São pessoas que facilmente se tornam sedutoras, sempre conquistando, o homem para provar a sua masculinidade e a mulher, a sua beleza e desejabilidade.

Não se pode deixar de lado que traição é uma escolha e como tal é uma decisão pessoal. Começa como um jogo e acaba com um coração apunhalado. Pode se dar todo tipo de desculpas e até culpar a tentação. Mas não deixa de ser uma escolha que do começo até o fim tem várias etapas que precisam ser conscientemente vencidas. Vai desde o sorriso até a lágrima. Inicialmente só dois dão risadinhas. No fim muitos choram.

Para não se envolver com a infidelidade, a traição, e passar pela dor de descobrir se é verdade ou não, tente se proteger tomando algumas medidas profiláticas, preventivas. É com medidas construtivas em favor de seu cônjuge que a pessoa se realiza como ser humano. Nada mais restaurador que a alegria contagiante de um coração carente sendo afagado. É uma alegria que espirra de volta para aquele que afagou. Quem faz é quem recebe. A proteção exige iniciativa e esforço. Quanto mais objetivo e direcionado o esforço, mais rico o resultado.

Objetivamente para se proteger contra a traição, a pessoa precisa querer não trair. Querer do fundo do coração fazer a opção pela fidelidade. Se a pessoa faz uma opção a outra some ou pelo menos deve sumir. Claro que uma relação começa por atração pelo parceiro. Sem a atração fica difícil querer construir uma relação duradoura. Uma vez que se queira e se sinta atraído, a relação começa a se formar. Ela só vai ser mantida se as necessidades pessoais forem mutuamente satisfeitas. Daí não há necessidade de buscar aventuras ou excitações fora da relação.

A relação será mantida e a traição evitada quando se cria a intimidade. A busca da aproximação. Não é grudação. É um abrir-se contínuo e lento para o outro. É deixar que o outro vá, aos poucos, se apropriando do seu eu. É permitir que o outro vá percebendo as coisas escondidas nas profundezas de sua alma. Na medida em que ele não julgue, não condene, não critique. É um processo mútuo de abertura, de descortinar o significado da própria vida para o outro. É a compreensão mútua das fraquezas e defeitos, sem piorá-los com sarcasmo ou gozação.
Para se ter intimidade é importante o comprometimento, que nada mais é do que a decisão firme, a escolha consciente de dedicação exclusiva à pessoa escolhida para se relacionar. Envidar todos os esforços para o sucesso da relação.

Aceitar o outro como é, como despertou sua atração, sem querer passá-lo por uma transformação para convertê-lo na sua própria imagem. Só pode haver espontaneidade quando se é permitido ser o que se é.

Perceber a perspectiva do outro. Perceber que ele tem os mesmos anseios de felicidade, as mesmas necessidades. Perceber que ele sofre e tem prazer como você.

Buscar um apego cada vez maior. Principalmente se for homem porque tem que se apegar. Para ser feliz é preciso alguma forma de apego. Sem ter vergonha de se entregar.
Doar-se sem cobranças. Tomar a iniciativa na doação. É um investimento total com a certeza dos dividendos. Não é um jogo. É uma entrega.
Aprender a cuidar é prática. É ação. É a parte ativa do amor. É a nutrição do amor. O amor só acaba para quem não cuida, não investe, não apega, não percebe o outro.

Mais três coisas importantes: a compreensão, o apoio e o respeito.

Ao cultivar a prevenção contra a traição, você estará impedindo de destruir corações evitando derramar lágrimas e, até, retardando a morte. Será que vale a pena? Por que não tentar?!

Dr. Belisário Marques
http://www.vidaadois.net/

Informação Secreta

“Cingindo os lombos do vosso entendimento sede sóbrios… não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver.” I Ped. 1:13-15

watching-tv-fbO plano secreto de Satanás é controlar a mente dos seres humanos para desviá-los dos caminhos de Jesus.

Percebemos na revelação que um dos meios mais eficazes que Satanás usa é cessar a comunicação entre Deus e o homem, que se dá através dos nervos cerebrais. Isso o diabo consegue prejudicando a saúde pelo uso de alimentos estimulantes e hábitos não saudáveis.

Mas se estudarmos mais, vamos descobrir que seu plano é mais amplo, e além de tentar controlar o apetite e gosto, ele deseja manipular os homens através dos outros sentidos, como a visão e a audição.

“ Deveis tornar-vos fiéis sentinelas de vossos olhos, de vossos ouvidos e de todos os sentidos se quereis controlar vossa mente e evitar pensamentos vãos e corruptos que mancham a alma.”

(E.G. White, O Lar Adventista, 401).

Controlando o que vemos e ouvimos, o inimigo de Deus consegue atuar na sede de nossas decisões. Mesmo que nos julguemos incontroláveis por isso, inconscientemente nossas decisões serão tomadas à partir das informações que recebemos constantemente.

“ Satanás e seus anjos estão ativos, criando uma espécie de paralisia dos sentidos, de modo a não serem ouvidas as admoestações, advertências e repreensões, ou, se ouvidas, não terem efeito sobre o coração, transformando a vida”. (E.G.White, O Lar Adventista, 401).

Devemos cuidar das músicas que ouvimos, sites que visitamos na internet e programas que assistimos na televisão.

Para sabermos que música ouvir, qual site visitar e qual programa assistir, julgue você mesmo através do texto Bíblico abaixo que provê um princípio infalível de análise:

“Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” Filip. 4:8.

Vamos testar? Pense em uma música secular que está fazendo muito sucesso e um programa de TV de humor ou reality show. Agora analise baseado no texto citado acima: esta música ou programa é: verdadeiro? Honesto? Justo? Puro? Amável? De boa Fama? Tem virtude? Algum louvor? Assim, você será alguém pensante e poderá decidir ser controlado por Satanás ou não!

Algumas pessoas dizem que a única coisa que assistem na televisão são os jornais. Todavia, também devem ser analisados.

“… as coisas ridículas e sensacionais não sejam vistas. Parece que o inimigo é responsável por muitas coisas que aparecem nos jornais. Todo mal que pode ser encontrado é descoberto e desnudado perante o mundo.” (E.G.White, O Lar Adventista, 404).

Gostaria de alertar acerca dos filmes, seriados e novelas. Os autores são instrumentos de Satanás para mudar paradigmas morais e retirar o senso do sagrado e divino da mente humana.

Nunca deveríamos assistir filmes de terror, violência (chamado de forma suave de ação), com padrões morais distorcidos (atores praticam sexo antes ou fora do casamento) e filmes que contenham cenas de nudez (semi-pornográficos). Cuidado com os seriados! O estilo de vida que é proposto ali não está de acordo com o que Deus sonhou para você, e querendo ou não, você agirá inconscientemente baseado no que você vê e ouve. Por isso sua decisão deve ser: “Não porei coisa injusta diante dos meus olhos” Salmos 101:3

Através dos filmes, seriados ou novelas Deus revelou: “A mente é educada para familiarizar-se com o pecado”. (E.White,O Lar Adventista,406).

“O mundo acha-se inundado de novelas de toda sorte. Algumas não são de natureza tão perigosa como outras. Umas são imorais, baixas e vulgares; outras revestem-se de mais refinamento; todas, porém, são perniciosas em sua influência.” (E.G. White, Testemunhos Seletos – vol.1 –  237).

Consegue perceber como Satanás é esperto? Usa coisas agradáveis aos olhos e ouvidos, imagens que nos dão prazer e predem nossa atenção. Com filmes de 2 ou 3 horas, novelas que duram 3 ou 4 meses, e seriados super longos, o inimigo de Deus além de tomar tempo de ler a Bíblia e conhecer os desígnios sagrados, controla nossa mente e decisões!

“Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem bem guardar as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros. A mente não deve ser deixada a divagar ao acaso em todo o assunto que o adversário das almas possa sugerir”. (E.White,Mensagens aos Jovens,285 )

Não é por menos que muitas pessoas perdem o gosto de ler a Bíblia e o Espírito de Profecia! Não sentem prazer nas músicas sacras e muito menos freqüentar a igreja!

“Contemplarão imagens e ouvirão sons, e estarão sujeitos a influências desmoralizantes que, a menos que delas se guardem inteiramente, imperceptível mas seguramente lhes corromperão o coração e deformarão o caráter”. (E.White,O Lar Adventista,406)

Os cinco sentidos são o campo de ação de Satanás – o gosto, o tato, a visão, a audição, e o olfato – todos têm um denominador comum – todos devem ser reduzidos a sentimentos antes de poderem ser usados por Satanás para os adaptar aos seus planos. Ele usa os nossos sentimentos em vez da razão para orientar a vontade. Talvez devêssemos perguntar a nós próprios quantas decisões tomamos cada dia baseadas nos sentimentos, em vez de no uso da razão.

Quando libertamos a nossa vontade das garras de Satanás e a entregamos a Cristo, Ele purifica-a e devolve-a a nós, ligada com a Sua própria vontade. Desta forma, Ele habita em nós e nós n’Ele. O resultado é que, quando fazemos a Sua vontade, estamos fazendo a nossa própria vontade.

Jesus morreu por você e deseja ser o Senhor da sua vida. Ele deseja colocar Suas vestes de justiça para encobrir nossos pecados e nos perdoar. É por isso que Ele tem tanto interesse em que nossas decisões sejam tomadas por uma razão santificada, e não por sentimentos baseados em sugestões satânicas, através daquilo que lemos, ouvimos e vemos.

Pr. Yuri Ravem

Refletindo a Imagem de Jesus

Jesus CristoAquele que diz que permanece nEle, esse deve
também andar assim como Ele andou. 1 João 2:6

Que sublime amor e condescendência, que quando não tínhamos direito à misericórdia divina, Cristo esteve disposto a assegurar a nossa redenção! Mas nosso grande Médico requer de toda pessoa submissão incondicional.

Jamais devemos prescrever nosso próprio caso. Cristo deve ter completo domínio sobre a vontade e as ações; caso contrário, Ele não Se comprometerá em nosso favor.

Muitos não são sensíveis à própria condição e perigo, e há muito na natureza e procedimento da obra de Cristo que é avesso a cada princípio mundano, e oposto ao orgulho do coração humano. […] Poderemos lisonjear-nos, assim como fez Nicodemos, de que nosso caráter moral tem sido correto e de que não precisamos humilhar-nos diante de Deus como o pecador comum. Temos, porém, de estar dispostos a entrar na vida do mesmo modo que o principal dos pecadores. Não devemos confiar em nossa própria justiça, mas depender da justiça de Cristo. Ele é nossa força e nossa esperança.

A fé genuína é acompanhada de amor – amor que é manifesto no lar, na sociedade e em todos os relacionamentos da vida – amor que afasta as dificuldades e nos eleva acima das desagradáveis ninharias que Satanás coloca em nosso caminho para nos aborrecer. A fé genuína é seguida pelo amor, e o amor pela obediência. Todas as energias e paixões da pessoa convertida são postas sob o controle de Cristo. Seu Espírito é um poder renovador, transformando à imagem divina todos os que O receberem.

Tornar-se discípulo de Cristo é negar o próprio eu e seguir a Jesus tanto nas más como nas boas circunstâncias. É fechar a porta para o orgulho, a inveja, a dúvida e outros pecados […]

Jesus é um padrão completo e perfeito para a humanidade. Ele propõe tornar-nos semelhantes a Si mesmo: leais a todo propósito, sentimento e pensamento, retos de coração, espírito e vida. O homem que mais acalenta o amor de Cristo em seu coração, que reflete a imagem do Salvador mais perfeitamente, é, à vista de Deus, o mais verdadeiro, nobre e honrado sobre a Terra. Mas aqueles que não têm o Espírito de Cristo, “não são Seus” (ST, 14/7/1887

Cristo NÃO deixou de ser Onipresente

É verdade que Cristo deixou de ser Onipresente depois que se tornou humano? Um irmão afirmou que Ellen White escreveu isso… Valdemi, por e-mail.

Analisaremos essa questão em tópicos para chegarmos a uma conclusão bíblica sobre o assunto:

1) Na encarnação, Cristo assumiu a forma humana (Filipenses 2:7);

2) Na encarnação, Jesus não deixou de ser Deus (Filipenses 2:5-8; Joao 1:1 e 14)

3) Na encarnação, quando estava aqui na Terra, “o encarnado Cristo voluntariamente limitou-e a Si próprio nesse aspecto [Onipresença]” (Nisto Cremos, pág. 56. Casa Publicadora Brasileira, 2008). Perceba que em Sua divindade o Salvador continuou sendo Onipresente e que apenas limitou-Se (por um tempo) e foi representado em todos os lugares pela Onipresença do Espírito Santo – João 14:16-18.

4) Na glorificação (Filipenses 3:20, 21), Cristo continuou com a natureza divino-humana e isso em nada afetou a Divindade dEle (leia Hebreus 1:1-3). Isso por que se o Salvador, após a entronização no Céu, não fosse mais Onipresente, Ele:

a) Não poderia ter feito as declarações de Mateus 18:20 e 28:20 que indicam ser Ele Onipresente depois da ascenção;

b) Seria inferior ao Pai e ao Espírito Santo, dando assim margem para o politeísmo (um deus mais poderoso que outro) – o que afrontaria a doutrina bíblica da Trindade, que ensina a Triunidade entre Três Pessoas distintas, mas, com o mesmo caráter, poder e atributos (Onipresença, Onipotência, Onisciência e Eternidade).

A profetisa Ellen White não se detém nesse aspecto da natureza de Cristo depois da entronização (se o irmão que lhe disse que Ele não é mais Onipresente possui os textos escritos, envie-me para análise – ok?).

E, os demais textos a seguir, de João 10:30 e de Ellen White, no livro “Patriarcas e Profetas”, pág. 34, confirmam o que estou lhe apresento com base na Palavra de Deus:

“Eu e o Pai somos um.” (Tal unidade indica também possuir os mesmos atributos, entre eles a Onipresença – mesmo após a encarnação – depois de entronizado)

“Cristo, o Verbo, o Unigênito de Deus, era um com o eterno Pai – um em natureza, caráter, propósito…” (Aqui ela fala de Cristo antes a encarnação).

Veja que a Bíblia e Ellen White se completam.

Espero ter lhe ajudado em sua dúvida. Um abraço e fique com Deus.

Leandro Soares de Quadros
Jornalista – Consultor bíblico

Caráter Cristão

Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo. Efésios 4:13

Jamais poderemos ver nosso Senhor em paz se nosso espírito não for puro. Precisamos possuir a perfeita imagem de Cristo. Todo pensamento tem de ser colocado em sujeição à vontade de Cristo. Segundo foi expresso pelo grande apóstolo, precisamos chegar “à medida da estatura da plenitude de Cristo”. Jamais atingiremos essa condição sem diligente esforço. Devemos batalhar diariamente contra o mal exterior e o pecado interior, se quisermos alcançar a perfeição do caráter cristão.

Aqueles que se empenham neste trabalho verão muito a ser corrigido em si mesmos, e dedicarão tanto tempo à oração e a comparar seu caráter com a grande norma de Deus, a lei divina, que não terão tempo para criticar ou bisbilhotar as falhas ou julgar o caráter dos outros. O senso de nossas próprias imperfeições deve levar-nos à humildade e sincera solicitude para que não percamos a vida eterna. Cada pessoa deve assimilar intimamente as palavras da inspiração: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.”

Se o professo povo de Deus se despisse de sua satisfação própria e de suas falsas idéias do que constitui ser cristão, muitos dos que agora pensam estar no caminho do Céu perceberiam estar no caminho da perdição. Muitos arrogantes professos [religiosos] tremeriam como uma folha na tempestade se seus olhos fossem abertos para ver o que verdadeiramente é a vida espiritual. Quem dera que aqueles que agora repousam em falsa segurança pudessem ser despertados para ver a contradição entre sua profissão de fé e sua conduta diária.

Para ser cristãos ativos, devemos ter uma conexão vital com Cristo. […] Quando as afeições são santificadas, nossas obrigações para com Deus se tornam prioridade, tudo mais se torna secundário. Para ter um firme e sempre crescente amor a Deus, e uma percepção clara do Seu caráter e de seus atributos, devemos manter os olhos da fé constantemente fixados nEle. Cristo é a vida da alma. Precisamos estar nEle e Ele em nós, do contrário somos ramos sem vigor (RH, 30/5/1882).

Cansado de Caminhar?


Pensem no sofrimento dEle e como suportou com paciência o ódio dos pecadores (NTLH), assim, vocês não desanimem, nem desistam.” Hebreus 12:3

Li uma história que falava do compositor austríaco Franz Joseph Haydn conversando com dois amigos de infância que se demonstravam desanimados.

Um deles disse: “Quando me sinto triste e depressivo, procuro distrair-me com a bebida.” O outro, por sua vez, afirmou: “Como gosto de música, ponho-me a tocar para espantar a tristeza.”

A essa altura da conversa, Haydn deu sua opinião: “Pois eu, quando me sinto triste e desanimado, oro ao Senhor. Não há ninguém como Ele para consolar e dar forças quando estou cansado.”

Qual dos irmãos e companheiros de jornada, rumo à Nova Jerusalém, que já não sentiu cansaço e até desânimo, inclusive na vida espiritual? Seria, porventura, motivo para desistir quando o esgotamento de nossas forças, diante das lutas da vida e de todas as frustrações e incertezas, nos levar ao “fundo do poço”?

Não podemos evadir-nos de nossa fraqueza humana, nem proceder como se ela não existisse. Ela faz parte do nosso dia-a-dia, da vida. O Filho do Homem se assemelhou a nós em nossas fadigas. Ele experimentou em Si mesmo cada uma de nossas lutas. Temos que reconhecer o lado abençoado da fadiga cristã. Ela é útil, pois nos ajuda a reconhecer nossa constante dependência de Deus.

Lembre-se de que Cristo estava muito cansado quando Se assentou à beira do poço de Jacó, e quando dormiu no assoalho do barco açoitado pela tempestade. Cansaço é algo que temos em comum com Jesus. Quando viveu como humano, aqui na Terra, Ele se revigorava através da oração.

Essa fadiga, cheia de perplexidade, desânimo e incertezas, tem a finalidade de operar em nós o desejo de orar e buscar poder do Alto. Basta que a aceitemos a turbulência sem amarguras e dúvidas, mas seguros de que ela é mais uma oportunidade que estamos tendo para desenvolver um caráter mais semelhante ao de Jesus e mais resistente à provação.
Não desanimemos nem desistamos da fé, mesmo que a jornada seja difícil. Em breve, pela graça de Deus, poderemos caminhar pelas ruas da cidade celestial.

REFLEXÃO: “Vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139:24).