Refletindo a Imagem de Jesus

Jesus CristoAquele que diz que permanece nEle, esse deve
também andar assim como Ele andou. 1 João 2:6

Que sublime amor e condescendência, que quando não tínhamos direito à misericórdia divina, Cristo esteve disposto a assegurar a nossa redenção! Mas nosso grande Médico requer de toda pessoa submissão incondicional.

Jamais devemos prescrever nosso próprio caso. Cristo deve ter completo domínio sobre a vontade e as ações; caso contrário, Ele não Se comprometerá em nosso favor.

Muitos não são sensíveis à própria condição e perigo, e há muito na natureza e procedimento da obra de Cristo que é avesso a cada princípio mundano, e oposto ao orgulho do coração humano. […] Poderemos lisonjear-nos, assim como fez Nicodemos, de que nosso caráter moral tem sido correto e de que não precisamos humilhar-nos diante de Deus como o pecador comum. Temos, porém, de estar dispostos a entrar na vida do mesmo modo que o principal dos pecadores. Não devemos confiar em nossa própria justiça, mas depender da justiça de Cristo. Ele é nossa força e nossa esperança.

A fé genuína é acompanhada de amor – amor que é manifesto no lar, na sociedade e em todos os relacionamentos da vida – amor que afasta as dificuldades e nos eleva acima das desagradáveis ninharias que Satanás coloca em nosso caminho para nos aborrecer. A fé genuína é seguida pelo amor, e o amor pela obediência. Todas as energias e paixões da pessoa convertida são postas sob o controle de Cristo. Seu Espírito é um poder renovador, transformando à imagem divina todos os que O receberem.

Tornar-se discípulo de Cristo é negar o próprio eu e seguir a Jesus tanto nas más como nas boas circunstâncias. É fechar a porta para o orgulho, a inveja, a dúvida e outros pecados […]

Jesus é um padrão completo e perfeito para a humanidade. Ele propõe tornar-nos semelhantes a Si mesmo: leais a todo propósito, sentimento e pensamento, retos de coração, espírito e vida. O homem que mais acalenta o amor de Cristo em seu coração, que reflete a imagem do Salvador mais perfeitamente, é, à vista de Deus, o mais verdadeiro, nobre e honrado sobre a Terra. Mas aqueles que não têm o Espírito de Cristo, “não são Seus” (ST, 14/7/1887

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Seria errado Isolar-se?

solidao

Quero muito, ver as pessoas felizes. Mas vejo que, infelizmente, todos os hereges, praticamente, têm algo em comum. Durante estes anos que tenho trabalhado com pesquisas e respostas bíblicas e com aconselhamento, tenho percebido o quanto um ex-anti-trinitariano passa a ser mais feliz quando se converte. Não ter a capacidade de aceitar uma doutrina cristã já é algo que, de certa forma, aliena um cristão de próprio “berço”. Mas quando se trata da doutrina da trindade, essa dificuldade agrava-se, pois a pessoa perde a oportunidade de relacionar-se com o próprio Deus. Viver em isolamento é muito ruim.

Você gosta de ficar só? Por quanto tempo? Já imaginou se você nunca, em hipótese alguma, tivesse qualquer tipo de relacionamento, com ninguém?

Por que o ser humano não é uma ilha? Dependemos muito dos semelhantes. Quando observo a natureza, penso que somos uma das espécies mais interdependentes. Muitos mamíferos, poucas horas após o nascimento, já são capazes de correr, saltar e pular. Existem animais que quando nascem nunca vêem os pais, porque estes já se foram há muito tempo. Mas uma criança demora anos para ser capaz de sobreviver sem a assistência de alguém! Tempo maior que a existência completa de muitos outros seres. Mesmo depois que o cidadãozinho já é capaz de andar com as próprias pernas, continua dependente da família. Ainda que consiga se manter, vai sempre buscar uma companhia. Todos têm família!

Por que tanta dependência? Todo estudante tem turma, todo trabalhador tem colegas, todo jovem tem galera… E sempre procuramos nos relacionar mais. Diplomas são entregues em grandes reuniões, competições reúnem milhares, produções nos trazem a interdependência, planejamentos são acompanhados de refeições… E fala sério: quanta comilança não é inventada só com o objetivo de formar encontros?!?! As palavras “jantar” e “encontro” até parecem sinônimos. Tomar uma refeição sozinho pode lembrar solidão.

Por que a solidão é tão triste? O pior castigo que se pode aplicar a alguém é o isolamento, por quê? Pense comigo, fomos criados para ficar só? Ao terminar de criar o homem Deus disse que “não é bom que o homem esteja só (Gênesis 2:18)”, porque foi feito à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26 e 27), e Deus é um ser relacional. “Deus é amor (1 João 4:8)”. Ele não é sozinho, pois como seria “amor” se fosse só? Não existe amor sem relacionamento.

O ser humano é relacional através do matrimônio, da família, das atividades que realiza, etc. Mas e Deus? Como foi possível um Deus único ter passado toda a eternidade se relacionando com alguém? Antes de ter criado qualquer ser, Ele já não era amor? Sendo amor, se relacionava com quem? Acontece que, ao mesmo tempo em que Deus é Único, Ele é Triúno:

Deu é Único

Deus é Triúno

um Senhor Efésios 4:5 Jesus viu o Espírito, e uma voz dizia: Este é o meu Filho. Mateus 13:13-17
Deus é um Gálatas 3:20 em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo Mateus 28:19
um Deus 1 Coríntios 8:6 presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a aspersão do sangue de Jesus 1 Pedro 1:2-5
único Deus verdadeiro João 17:3 Cristo, pelo Espírito se ofereceu a Deus Hebreus 9:14

É possível Deus ser Único e Triúno? Este é um conceito que pode ser chamado de “unicidade na pluralidade” e ilustrado pelo matrimônio. Compare Deuteronômio 6:4 – “Deus, é o ÚNICO Senhor), com Gênesis 2:24 – (O homem se une à sua mulher, tornando-se os dois UMA carne).

As palavras destacadas em caixa alta nos dois versos acima, no original, são a mesma: “echad”, e significa “um entre outros”. Deus é “único”, “no sentido plural”; Adão e Eva eram “uma só carne” no “sentido plural”. Ambas uniões apresentam uma “unicidade na pluralidade”. Se Moisés quisesse mostrar uma única unidade de ser, usaria o termo hebraico “yachid”.

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Em linguagem bíblica, “uma só carne” (Marcos 10:8; 1 Coríntios 6:16; Efésios 5:31)

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Em linguagem teológica, TRINDADE.

Três seres divinos distintos, o Pai, o Filho e o Espírito Santo formam uma única divindade. Não existem três deuses, mas o Deus único são três seres que se relacionam. Paulo cita o trio divino, em uma ordem que, em grego, parece até estar alfabética (Espírito Santo, Jesus, Pai): “ somente um corpo e UM ESPÍRITO, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; HÁ UMSENHOR, uma só fé, um só batismo; UM só Deus e PAI de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos (Efésios 4:3-6)”.

O Espírito Santo

Na criação os três seres da divindade estavam envolvidos. “No princípio, criou DEUS os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o ESPÍRITO de Deus pairava por sobre as águas (Gênesis 1:1 e 2). Também disse DEUS: FAÇAMOS o homem à NOSSA imagem, conforme a NOSSA semelhança (Gênesis 1:26)”. O primeiro ser da trindade, mencionado de forma específica, na Bíblia é o Espírito Santo (Gênesis 1:2).

A Palavra de Deus afirma que o Espírito Santo não é uma força ou poder impessoal. Olhe o que Jesus falou dEle: “Ele Me glorificará… e há de anunciar (João 16:14)”. Os primeiros cristãos o consideravam neste nível: “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós (Atos 15:28)”. Naquela época Ele dirigia os interesses da igreja: “Disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado (Atos13:2)”.

A Bíblia cita diversas atividades realizadas pelo Espírito Santo que não podem ser executadas simplesmente por um poder, bem como vários atributos de caráter que Ele possui, exclusivos de um ser que possui identidade própria.

“Ao apresentar o Espírito Santo, Jesus O identificou como “outro Parakletos” (João 14:16). Essa palavra grega tem sido traduzida como “Ajudador”, “Confortador”, “Consolador”, “Conselheiro” e pode também significar “Intercessor”, “Mediador” ou “Advogado”. Além do Espírito, o único Parakletos mencionado nas Escrituras é o próprio Cristo” – Nisto Cremos (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997), 94.

Quando Pedro disse a Ananias que ele havia mentido “ao Espírito Santo”, ele disse que Ananias, na realidade, havia mentido “a Deus. Então, disse Pedro: Ananias, por que… mentisses ao Espírito Santo? …não mentiste aos homens, mas a Deus. (Atos 5:3 e 4)”. Mentiu ao Deus Espírito Santo.

Esta pessoa amiga é plenamente Deus. Ele participou da Criação (Gênesis 1:2), tem existência eterna (Hebreus 9:14), está em todos os lugares ao mesmo tempo (Salmo 139:7), sabe todas as coisas (1 Coríntios 2:10 e 11). Somente um Deus pode ser criador, eterno, onipresente, onisciente e ter outras características tão sublimes.

Após Jesus subir ao céu, o Espírito passou a ser o atual representante da divindade junto à humanidade. Jesus disse: “Rogarei ao Pai e Ele vos enviará outro Consolador, o Espírito da verdade (João 14:16)”, e “eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século (Mateus 28:20)”.

O “Espírito de graça” trabalha em favor dos crentes (Hebreus 10:29), aplicando a salvação de Cristo à nossa vida. Como revelador, Ele nos convence do pecado (João 16:8), nos guia em toda a verdade (João 16:13), e nos faz lembrar todas as coisas (João 14:26) que Jesus ensinou.

Deus espera que os crentes estejam “cheios do Espírito Santo (Atos 13:9)”. Eles produzirão “frutos do Espírito”, que são os frutos da presença de Deus: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade… (Gálatas 5:22 e 23)”.Assim, a proclamação do evangelho alcançará “os confins da Terra (Atos 1:8)”.

O Filho

Este ser divino sempre existiu durante a eternidade. “No princípio era o Verbo [Jesus], e o Verbo [Jesus] estava com Deus, e o Verbo [Jesus] era Deus (João 1:1)”. Mas um dia “o Verbo [Jesus] se fez carne e habitou entre nós (João 1:14)”.

Você sabe por que, popularmente se diz que quem precisa ver pra crer é um verdadeiro “tomé”? Quando Jesus havia aparecido para os discípulos, após a ressurreição, Tomé não estava, e depois quando lhe contaram o ocorrido, ele não acreditou. “Passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos… veio Jesus e… disse a Tomé: … vê as minhas mãos… não sejas incrédulo… Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu! (João 20:26-28)”. Jesus aceitou esta adoração de Tomé, por ser realmente o “Emanuel, que quer dizer: Deus conosco (Mateus 1:23)”.

A segunda pessoa da divindade se fez homem para ser um “mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (1Timóteo 2:5)”. Portanto, pela revelação do que está escrito, vemos que Ele é plenamente homem e plenamente Deus ao mesmo tempo.

Foi por Jesus que Deus “fez o universo (Hebreus 1:1)” e “todas as coisas foram feitas por intermédio dEle (João 1:3)”. Ele se declarou profeta (Lucas 13:33) e no livro de Hebreus, Paulo o revela como nosso Sumo Sacerdote.

“Este Jesus é a pedra angular. Não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos (Atos 4:11 e 12)”. E para sempre “o Seu reino será reino eterno, e todos lhe servirão (Daniel 7:27)”.

O Pai

“Não temos nós todos o mesmo Pai? Não nos criou o mesmo Deus? (Malaquias 2:10)”. Embora Deus seja nosso Pai por ter nos criado, “ninguém jamais viu a Deus (1João 4:12)”. Ainda que não queiramos ser filhos do nosso “Pai celeste, ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos (Mateus 5:45)”. Mas o seu propósito para a nossa vida é nos salvar: “Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus, e não há outro (Isaías 45:22)”. Foi por isso que se sacrificou e “deu Seu Filho unigênito (João 3:16)”. É Ele “que te conduz ao arrependimento (Romanos 2:4)”.

Nos tempos do antigo Israel, Deus habitou “no meio deles” através de “um santuário” que lhes pediu que construíssem (Êxodo 25:8). No Novo Testamento, Deus Se revelou através de seu Filho, quando o “Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai (João 1:14)”, pois o próprio Jesus declarou: “Quem me vê a mim vê o Pai (João 14:9)”.

“E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! (Gálatas 4:5 e 6)”. Nós recebemos a adoção do Pai! E Ele quer tanto se relacionar conosco que em Sua casa “há muitas moradas (João 3:16)” nos aguardando, “porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, assentado à direita do Todo-Poderoso, com os seus anjos (Mateus 16:27; 26:64)”. “E, assim, estaremos para sempre com o Senhor (1Tessalonicenses 4:17)!”.

O Amor e a Perfeição de Deus São Eternos!

“Quando vemos uma pessoa que realmente ama, nós estamos vendo a presença e a atividade de Deus. Quando sabemos que estamos sendo chamados para viver com mais fé, estamos ouvindo a voz de Deus. O Espírito Santo é Deus presente em nós, e ativo através de nós em favor de outros.

Como nós existimos pelo poder criativo e mantenedor de Deus no Pai, e como fomos salvos pelo amor libertador de Deus no Filho, podemos gozar a presença transformadora de Deus pelo Espírito Santo. Isso é o que o nome cristão de Deus significa na experiência religiosa pessoal”. –  Fritz Guy, Minha Fé, Minha Vida – 2 “O Que a Trindade Significa Para Mim”, citado em CD Rom Kit de Estudo Nisto Cremos.

“Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Coríntios 13:13 – BLH)”.

Por minha própria experiência pessoal eu testemunho a você, que se aceitar a Deus de forma plena na sua vida, você será muito mais feliz!

Seria errado isolar-se?

Creio que não faria bem.

E “aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando (Tiago 4:17 – RA)”.

Portanto, não perca a oportunidade de ter um Amigo que é eterno! Ele que é a Verdade pode libertar-lhe e fazer-lhe muito feliz.

Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.

Fonte:  Advir

Existe Um Deus ou “Três deuses?”

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Não abordarei todos os aspectos do assunto numa breve introdução como essa, mas, logo de início quero afirmar que é infundada a acusação de que crer na Trindade é o mesmo que crer em “Três deuses”. Espero que a resposta a seguir lhe ajude a pelo menos começar a visualizar isso!

A Trindade é um mistério revelado, mas, não explicado. Certa vez eu estava defendendo a doutrina da Trindade e uma pessoa, que nega a Personalidade e a Divindade do Espírito Santo, escreveu-me: >“você que acredita na Trindade não entende a Deus!” Perguntei: “então, quer dizer que você entende a Deus? Meus parabéns! Você é o único ser humano no mundo que entende a Deus…” É que eu estava brincando com ele para mostrar-lhe que não deveria ter dito aquilo. Para entender um gênio, somente outro gênio. Para entender um Deus, somente outro Deus. Não podemos entender plenamente a Deus porque não somos deuses. Diz o Salmo 145:3: “Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável”. O fato de não entendermos plenamente a Deus não significa que Ele não exista da mesma maneira que o fato de a humanidade não entender plenamente o funcionamento do cérebro não significa que o cérebro não existe. Não devemos rejeitar a doutrina da Trindade só por que não a entendemos. Se fizermos isso, estaremos colocando a lógica humana acima da lógica de Deus.

Quando colocamos a nossa lógica acima da lógica de Divina, nos colocamos na mesma posição perigosa de satanás. Precisamos aceitar a doutrina da Trindade porque é um fato revelado na Bíblia. E, se confiamos em nosso Amado Deus, iremos acreditar nEle quando afirma que é um Deus manifesto em Três Pessoas.

Alguns dizem: “não creio na Trindade porque o nome Trindade não está na Bíblia”. Primeiramente, devemos entender que na Bíblia não se buscam nomenclaturas, mas fatos. E a doutrina da Trindade é um fato.

Segundo: na Palavra de Deus não encontramos outras expressões que são aceitas como verdades: encarnação de Cristo, milênio, Bíblia… Se formos aceitar os fatos bíblicos apenas se forem acompanhados de nomes, então teremos que rejeitar a doutrina da encarnação de Cristo, do milênio, e questionar inclusive a existência da própria Bíblia!

Para estudarmos sobre Deus, aquilo que Ele nos revelou sobre si mesmo, devemos entender que a Divindade possui uma unidade essencial e uma subordinação funcional. Alguns textos bíblicos mostram que a divindade tem uma unidade na sua essência (Colossenses 2:9) enquanto outros textos apontam para uma diferença na função (João 14:28) que cada um desempenha do plano de salvação e desempenhou na criação.

Em João 5:19 e 21 vemos claramente esse princípio, bem como em outros versos do mesmo capítulo. No verso 19 Jesus diz que “o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer ao Pai”. No mesmo verso Ele continua: “porque tudo quanto ele (o Pai) faz, o Filho o faz igualmente”. No mesmo texto vemos a subordinação funcional de Cristo em relação ao Pai e Sua unidade essencial. No verso 21 podemos visualizar ainda melhor a unidade de Cristo com o Pai na divindade, o que mostra que Jesus não é uma criatura. Diz o texto: “Pois assim como o Pai ressuscita os mortos e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer”.

Percebe querido (a) nternauta? A Bíblia fala de uma subordinação nas funções entre os membros da divindade e de uma unidade na essência. A diferença na função que cada membro da Divindade desempenha de modo algum significa que um Ser é mais poderoso do que o outro. Se Jesus não fosse criador e o Espírito Santo fosse inferior a Deus Pai e a Deus Filho também na essência, isso seria politeísmo. Politeísmo é a crença em mais de um deus, onde um deus é mais poderoso do que o outro. A doutrina da Trindade não é politeísmo porque ensina a unidade essencial entre as Três Pessoas da Divindade! Essas Três Pessoas são chamadas de “um só Deus”, como fiz Efésios 4:6, porque são uma unidade.

As Pessoas da Divindade são unidas no poder, caráter, propósito e amor. São tão unidos que dizer “Três deuses” seria incoerente com o tipo de relacionamento de amor que há entre essas Três Pessoas Divinas.

Fica claro que as Três Pessoas da Trindade são chamadas de “um só Deus” (Deuteronômio 6:4 – “único Deus”) no sentido de unidade. Foi por isso que Cristo pôde dizer em João 10:30: “eu e o Pai somos um”. Os judeus entenderam essa declaração do Salvador como uma reivindicação de igualdade com o Pai, pois o verso 11 do capítulo 10 diz que “Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar”.

Possuo debates escritos sobre o assunto que poderão lhe ajudar no estudo. Se quiser, basta solicitar para a “Escola Bíblica” no e-mail namiradaverdade@novotempo.org.br

Um abraço!

Leandro Quadros.
Jornalista – consultor bíblico

http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade

Jesus é um deus menor? Mateus 24:36

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Se Deus o Pai, Jesus e o Espírito Santo são um só, por que Deus – e só Ele – sabe a hora da volta de Jesus? R.B, por e-mail.

Obrigado por assistir o programa “Na Mira da Verdade”!

Realmente, a Bíblia afirma em diversos textos que Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo – a Três Pessoas – são um Deus no sentido de UNIDADE e não de personalidade. Dois dos muitos textos que distinguem as Pessoas da Divindade e as igualam na essência Divina são Mateus 28:19 e Judas 1:20,21:

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome [no grego onoma – nome – este termo está igualando as Três Pessoas!] do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo

“Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna.”

Apenas esses dois textos já seriam suficientes para provar que a Divindade é composta por Três Pessoas iguais em poder, caráter e propósito. Mas, com personalidades distintas.

O CONHECIMENTO DE JESUS E A SALVAÇÃO ETERNA

Nossa salvação depende do correto conhecimento que temos de Deus (João 17:3), o que torna sua pergunta muito importante. A pessoa que acredita que Quem morreu na cruz no seu lugar foi Deus mesmo, dá outro valor à salvação, diferente daquele que acredita ser Jesus uma criatura. Por isso, vamos analisar Mateus 24:36 e entender o porquê de Jesus não saber o dia da volta dEle se Cristo também é Deus.

NA BÍBLIA EXISTEM DOIS TIPOS DE TEXTOS SOBRE JESUS

A mesma Bíblia que diz que Jesus “é menor que o Pai” (João 14:28) afirma que Cristo é o “Pai da Eternidade” (Isaías 9:6). Isso prova que há nas Escrituras pelo menos dois tipos de textos referentes à Pessoa de Jesus (o que não significa uma contradição):

1) Aqueles que colocam o Salvador numa posição de inferioridade em relação ao Pai (e que se referem à Sua condição de encarnado);

2) Aqueles que colocam a Jesus numa posição de igualdade em relação ao Pai (e se referem à condição Divina dEle).

Portanto, para chegarmos à conclusão honesta a respeito da pessoa de Jesus precisamos considerar os dois tipos de textos.

A subordinação de Cristo em relação ao Pai é apenas funcional devido à encarnação dEle. Na redenção, cada Pessoa da Divindade assumiu uma função diferente. 1 Coríntios 15:24-28, por exemplo, trata da subordinação funcional de Cristo durante a eternidade, pois Ele continuará para sempre com a natureza divino-humana. A questão aqui abordada não é que a natureza de Cristo é inferior à do Pai. Isso por pelo menos dois motivos:

1) O próprio Paulo diz em Romanos 9:5 que Jesus é Deus Bendito;

2) Apocalipse 22:1 e 3 mostra que Jesus, mesmo estando subordinado ao Pai (na função) por causa de Sua encarnação, estará no comando do universo.

Cristo não poderia ser inferior ao Pai na essência divina porque aí teríamos que admitir o politeísmo, que ensina que há um “Deus maior” e outro “deus menor”.

AGORA PODEMOS ENTENDER MATEUS 24:36!

Depois dessas considerações, não fica difícil entendermos Mateus 24:36 que afirma: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai.” Basta fazermos uma pergunta, com base nos textos bíblicos mais fáceis (esse é o método correto de se interpretar as Escrituras):

Esse texto se refere ao Jesus Divino, igual ao Pai em Divindade (Colossenses 2:8, 9) ou ao Cristo encarnado (João 1:14), que limitou o conhecimento dEle em Sua humanidade (Mateus 24:36) e que assumiu uma função diferente no plano de salvação?

Para ajudar na resposta a tal pergunta podemos ler Marcos 2:5-8 e ver que, mesmo em Sua humanidade, houve ocasiões em que Jesus manifestou qualidades Divinas ao (1) perdoar pecados (algo que só Deus pode fazer!) e (2) ler os pensamentos das pessoas (outra coisa que só Deus pode realizar, como afirma 1 Reis 8:39!).

CONCLUSÃO

Sendo que Cristo é tanto Divino quanto humano, não há dúvidas de que Mateus 24:36 se refere a Cristo na condição dEle de encarnado, enquanto que Colossenses 2:8, 9 ao Cristo Divino e igual ao Pai.

Hoje, depois de entronizado no Céu (Hebreus 1:1-3) e ter reassumido a Sua posição original, com certeza Cristo já sabe o dia e a hora da volta dEle.

Há outros textos usados contra a Divindade de Cristo que não foram abordados na presente resposta. Se quiser um material para que possa estudá-los poderá escrever para o programa “Na Mira da Verdade”. Rede Novo Tempo, Caixa Postal 7. CEP: 12300-970. Jacareí, SP. E-mail: namiradaverdade@novotempo.org.br

Um abraço e fique com Deus,

Leandro Quadros
Jornalista

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O Espírito Santo e as manifestações carismáticas

carismatico“Boa noite. Na renovação carismática se diz que quando a pessoa repousa no Espírito, ela fica num estado que parece que estar dormindo. Isso é realmente possível? E quem não consegue isso, significa que o Espírito não está com ele? Por favor: esta é a minha grande dúvida”. A.D, por e-mail.

Muitas igrejas têm afirmado que certos fenômenos físicos acompanham todas as pessoas que estão sobre a influência do Espírito Santo (a Terceira Pessoa da Trindade). Eis alguns deles: sono, êxtase, transe, arrebatamento de sentidos, queda (a pessoa cai no chão depois de o pastor colocar a mão sobre a cabeça dela), gritos, etc.

Entretanto, a Bíblia apresenta um quadro diferente daqueles que estão sob a sagrada influência Divina:

Gálatas 5:22, 23: “Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio. E contra essas coisas não existe lei.” (Nova Tradução Na Linguagem de Hoje)

Perceba que o fruto do Espírito, que se revela em nove qualidades de caráter, nada tem a ver com as manifestações carismáticas atuais. Pelo contrário: a presença do Espírito Santo, entre outras coisas que lemos, dá à pessoa paz e domínio próprio.

Efésios 4:30, 31: “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia.”

Perceba: o Espírito fica triste quando há no meio do povo de Deus amargura, raiva, ira e gritara (entre outras coisas).

Podemos concluir que, se o Espírito Santo produz nove qualidades de caráter que são pacíficas em si; e se Ele se entristecesse com gritos, as manifestações espirituais que não estão em harmonia com Gálatas 5:22, 23 e Efésios 4:30, 31 não vêm de Deus, por mais sinceras e amadas que tais pessoas sejam.

Um abraço,

Leandro Quadros
Jornalista
http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade

Impacto Esperança – IASD Cidade Dutra

Olá Pessoal!

Esse dia foi marcante para todas as igrejas que participaram do projeto IMPACTO ESPERANÇA. Realmente o espírito santo tem trabalhado bastante na obra de Deus, ajudando a todos nós.

Que este seja o primeiro de muitos impactos de Esperança para este mundo!

Veja a seguir as primeiras fotos.

Clique aqui ou na imagem para ver o álbum completo.

O Espírito Santo

Espirito Santo
Espírito Santo

Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo, e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.” Atos 4:31

Eu estava num hotel na cidade de Itapema, Santa Catarina, participando de um Seminário Maranata com pastores e líderes de igrejas. À noite, no meu quarto, liguei a televisão exatamente no momento em que estava indo ao ar um conhecido programa pentecostal. O orador, com voz pungente, incitava seus ouvintes a dar glórias, aleluias e muitas graças a Deus pelas maravilhas operadas entre o povo pelo Espírito Santo. “Ele está em nosso meio”, dizia. “Eu O invoco para que Ele Se manifeste… Glória ao Espírito de Deus!” E o povo respondia: “Amem! Amém!”

Eles, ao seu jeito, fala muito sobre o Espírito Santo, enquanto outros crentes vão a outro extremo, falam pouco. Temos de convir que há, entre nós, certo preconceito ao falar sobre a pessoa do Espírito Santo e Sua obra, pois logo O relacionamos com as chamadas “línguas estranhas” e com aquele barulho peculiar das igrejas carismáticas. Então, nos encolhemos, a igreja é privada de tão grande bênção e o inimigo ganha terreno.

Este é o objetivo dele: colocar-nos longe da presença do Espírito Santo. Com tudo isso, o Espírito de Deus Se entristece, pois a Sua augusta e divina imagem está sendo desvirtuada. Que acha de, durante alguns dias, nas próximas meditações diárias, com toda a humildade, procurarmos conhecer um pouco mais sobre a Terceira Pessoa da Trindade – Deus, Espírito Santo?

Diz Ellen White: “A promessa do Espírito Santo é assunto em que pouco se pensa; e o resultado é o que é de esperar – aridez, trevas, decadência e morte espirituais. Assuntos de menor importância ocupam a atenção, e o poder divino que é necessário ao desenvolvimento e prosperidade da igreja e que traria após si todas as outras bênçãos, esse falta, conquanto oferecido em sua infinita plenitude” (Testemunhos Seletos, v. 3, p. 211, 212).

Temos necessidade de conhecer melhor a atuação do Espírito Santo, não apenas do ponto de vista teológico ou doutrinário, mas especialmente do ponto de vista experimental, como por exemplo: o que significa Ele para a nossa vida? Como podemos privar da Sua companhia e amizade cada dia? Esse assunto tão importante e vital para a salvação deve ser estudado com muita devoção à luz da Palavra de Deus.

REFLEXÃO: “E lhes concedeste o Teu bom Espírito, para os ensinar” (Ne 9:20).