O Rei Dario na Cova dos Leões

daniel na cova dos leoesA História é mundialmente conhecida. Provavelmente a mais conhecida do antigo testamento. Mas ela peca no nome que recebeu. Ela não, mas quem deu o nome à história.

Na maioria das Bíblias vem o título do capítulo 6 de Daniel: Daniel na Cova dos Leões, mas já vimos que o dono da cova onde jogaram Daniel não era nenhum leão(pode ser o rei da selva, mas não foi o rei da cova), mas um Anjo. Há fortes evidências de que o Anjo que fechou a boca dos leões era o Senhor Jesus Cristo. Tanto Ellen White, como muitas analogias bíblicas sugerem isso.
 
Porém, se tinha alguém na “cova dos leões”, esse alguém era o Rei Dario. Aliás, durante séculos críticos lançaram descrédito ao livro de Daniel, porque não havia referência a esse rei em nenhum lugar, nenhum registro, a não ser no capítulo 6 de Daniel. Muitos críticos disseram que isso era invencionisse dos judeus que forjaram a história do profeta. Hoje, as bocas dos críticos têm sido fechadas uma a uma. Certamente o mesmo Anjo que fechou a boca dos leões que matariam Daniel, fecha também a boca dos que proclamam a mentira. Os achados arqueológicos mais comtemporânios, especialmente do século IXX para cá, vem respaldando os registros do livro de Daniel, inclusive sobre aquilo que imaginava-se ser invenção. O rei Dario é um desses casos, que será melhor analisado no Domingo.
 
O fato é que o rei estava rodeado de leões que abriram suas  bocas para engoli-lo, enredando-o numa conspiração contra seu mais respeitado e amado servo. Dario foi impulsivo! Não pesou sua responsabilidade ao assinar o decreto de morte. Sem dúvida Dario era um bom rei e bom homem. Mas, devido a sua atitude impensada, e sem nada poder fazer para livrar Daniel dos leões, de certa forma o rei também se viu numa cova. A cova dos seus ministros invejosos e mentirosos, que conspiraram e literalmente fizeram o rei de trouxa, colocando-o numa situação em que se sentia responsável pela morte de um inocente. E o rei se sentiu assim mesmo: Um otário, manipulado por gente que agora ele podia perceber claramente, não passavam de leões famintos, mesquinhos e desonestos.
 
Mas o rei não poderia fazer nada. A Bíblia diz que ele se esforçou até o fim do dia para livrar Daniel. Procurou brechas na lei, fez conchavos políticos, mas pouco adiantou. Seus leões lhe lembraram que ele não podia revogar seu próprio decreto. O rei lançou Daniel na cova dos anjos, e foi se remoer na verdaderia cova dos leões. Enquanto Daniel dormia tranquilamente, o rei não se aguentava de remorso. O conforto do palácio, o luxo, os prazeres, as músicas, nada podia aliviar a culpa do rei. Era melhor estar na cova dos leões do que no palácio. Enquanto o rei se contorcia, Daniel descansava. Um na cova, outro no palácio, o rei o profeta nos ensinam a grande lição de que não há nada mais precioso do que poder encostar a cabeça no trevesseiro, se for o caso na pedra, ou até num leão com a consciência tranquila. Jesus disse certa vez que “as raposas tem suas tocas, e os abutres seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”, mas a verdade é que se na cabeça que busca reclínio não houver uma consciência limpa, o remorso transformará travesseiros em espinhos, colchões em pregos, lençois e cobertores em poças de lama.
 
Quando o rei, logo nas primeira horas da manhã, foi encontrar Daniel, suas próprias palavras ao profeta: “o teu Deus, a quem tu continuamente serves, ele te livrará”, ditas segundos antes da alimentação dos leões, eram agora seu único conforto. No fundo o rei também queria sair da cova. Também queria que a boca dos seus leões fosse fechada. Ao chamar por Daniel, que alívio: O profeta responde com a naturalidade de quem não teme absolutamente nada, e não guarda rancor de ninguém. Daniel saúda o rei com simpatia, e lhe diz que Deus fechou a boca dos leões. Um milagre para Daniel. Um milagre para o Rei. Ambos diante de leões famintos. Ambos cientes de que Deus operou. Ambos agradecidos pela bondade do Deus dos deuses…
 
Para saber mais, discutir mais, aprender e ensinar mais, não perca nosso estudo do capítulo 6 de Daniel.
 
Nos vemos domingo às 18:00h
Grande abraço. 
Daniel Makawetskas.

Os “leões” do Rei com o pé na cova…

daniel na cova dos leoes

É naturalmente surpreendente o fim que tiveram os homens que tramaram contra Daniel e o rei Dario na questão da cova dos leões. Alguém pode legitimamente argumentar que o desfecho dessa história é trágico e sanguinário. A Bíblia diz que quando Dario se deparou com o poder estarrecedor do Deus de Israel, imediatamente “ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel, e foram lançados na cova dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova quando os leões se apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos”.
 
Primeiro não é preciso muito esforço para entender que a ideia de jogar essas pessoas partiu do rei e não de Daniel. É claro que ao fazer isso, o rei pretendia dar um testemunho poderoso e, digamos, persuasivo a favor de Daniel e de seu Deus. Mas, não era só isso. O rei também foi envolvido na trama, e inclusive enganado. Quando Medo-Pérsia dominou Babilônia, Dario passou a atuar como rei da província de Babilônia, enquanto o general Ciro (falaremos muito nele nos próximo estudos) era o chefe do Grande Império. Era uma divisão parecida com aquela entre Nabonidus e Belsazar, vista em detalhes quando estudamos o capítulo 5. A primeira medida de Dario, o medo, segundo a Bíblia foi essa: “E pareceu bem a Dario constituir sobre o reino cento e vinte príncipes, que estivessem sobre todo o reino; E sobre eles três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes príncipes dessem conta, para que o rei não sofresse dano”. Assim, logo no primeiro ano de Dario como rei, Daniel já foi elevado a uma posição privilegiada, e consequentemente invejada na corte. Para piorar as coisas, o rei gostou tanto de Daniel, ao ponto em que a bíblia informa que o profeta “sobrepujou a estes presidentes e príncipes; porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino”.
 
Por esse motivo, alguns desses nobres começaram a planejar uma maneira de diminuir a importância de Daniel junto ao rei, e aí já podemos entender porque  o fim deles foi tão cruel. Numa leitura superficial, tendemos a imaginar que todos os principes conspiraram contra o chefe de estado, mas a Bíblia não afirma isso. E nem seria muito lógico imaginar 122 pessoas se reunindo secretamente para tramar contra o rei e seu primeiro-ministro e nenhum dos dois perceber. Da mesma forma normalmente pensamos que todos os 122 e suas famílias foram mortos pelos leões. Mas a Bíblia simplesmente diz que “aqueles homens que tinham acusado a Daniel” é que foram jogados na cova.
 
Partindo disso, outro detalhe normalmente ignorado se torna claro. Esses homens mentiram ao rei para que ele concordasse em assinar o decreto. Eles disseram ao rei que “Todos os presidentes do reino, os capitães e príncipes, conselheiros e governadores, concordaram em promulgar um edito real e confirmar a proibição que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões”. Todos os presidentes? Daniel também era um dos presidentes, e nesse caso isso seria mentira, mesmo que todos os outros 122 realmente estivessem a par. Daniel era o principal deles, e provavelmente não foi consultado e se fosse não concordaria com tal decreto.
 
A mentira torna-se evidente na maneira cristalina como Ellen White narra a reação do rei diante da acusação fizeram contra Daniel: “Quando o rei ouviu essas palavras, viu de imediato o laço que havia sido armado para o seu fiel servo. Compreendeu que não fora o zelo pela honra e glória real, mas a inveja de Daniel, o que os levara a propor o decreto real. “Penalizado” pela parte que havia desempenhado no mal que se praticara, o rei “até o pôr-do-sol trabalhou” para salvar seu amigo. Os príncipes, prevendo este esforço da parte do rei, vieram a ele com as palavras: “Sabe, ó rei, que é uma lei dos medos e dos persas que nenhum edito ou ordenança, que o rei determine, se pode mudar.” O decreto, embora feito de afogadilho, era inalterável, e devia produzir os seus efeitos. “. Naturalmente, o rei percebeu muito tarde que fora enganado.
 
Os leões do rei estavam cavando a própria cova. E a vida do profeta de Deus foi talvez um último resquício de misericórdia; a última mensagem de reprovação divina, para que aqueles homens abandonassem seus maus caminhos. O Deus que livrou Daniel da Cova dos leões, que livrou Dario de um remorso que lhe seria insuportável, certamente pretendia livrar aqueles nobres invejosos de si mesmos. E que lição para nós. Deus pode nos livrar de tudo, mas não nos livrará de nós mesmos, a não ser que lhe demos permissão. E certamente essa cova do próprio eu é muito mais mortal, muito mais perigosa que qualquer cova com leões, ursos, serpentes. O maior perigo contra a nossa salvação somos nós mesmos.
 
Quando os príncipes investigaram a vida de Daniel, puderam constatar que não havia nada que poderiam usar contra ele. Investigaram tudo, e mesmo sendo seu inimigo, foram obrigados a concluir que ela era impecável. E mesmo assim decidiram tirar-lhe a vida!!!! Um tipo de mesquinharia e crueldade, que nem mesmo entre povos pagãos poderia ser tida como normal. Como rei de um poderoso império, Dario sentiu que não poderia tolerar esse comportamento. Agiu de acordo com sua posição. E como monarca pagão que era, fez o que lhe parecia justo.
 
Diante de tudo isso, a fúria do rei é no mínimo justificável. Mas ainda assim, porque as famílias desses homens foram também mortas?
 
Essa pergunta você pode responder, colaborando para nossa discussão, mas ela será abordada no próximo domingo, no nosso estudo.
 
Não falte.
Grande abraço. 
Daniel Makawetskas

Confiança no amor de Deus

recordar

Trecho da lição de Terça-Feira. Melhor nem comentar para não estragar a perfeição dessas palavras. Amados jovens, repousem todos os dias no amor de Deus.

“Satanás sabe que os que buscam o perdão e a graça de Deus os obterão; por isto apresenta diante deles os seus pecados para os desencorajar. Ele está sempre buscando ocasião contra os que procuram obedecer e apresentar o melhor e mais aceitável serviço a Deus, fazendo parecer corruptas todas essas iniciativas. Mediante astúcias sem conta, as mais sutis e mais cruéis, procura ele assegurar a sua condenação.

“O homem não pode, em sua própria força, enfrentar as acusações do inimigo. Com suas vestes manchadas de pecado e em confissão de culpa, ele está perante Deus. Mas Jesus, nosso advogado, apresenta uma eficaz alegação em favor de todo aquele que, pelo arrependimento e fé, confiou a Ele o coração. Ele defende sua causa, e mediante os poderosos argumentos do Calvário, derrota seu acusador. Sua perfeita obediência à lei de Deus deu-Lhe poder no Céu e na Terra, e Ele reclama de Seu Pai misericórdia e reconciliação para com o homem culpado” (Ellen G. White, A Maravilhosa Graça de Deus [Meditações Matinais, 1974], p. 314).

As Dificuldades Fortalecem o Espírito

Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento. 2 Pedro 3:9

Em tempos de tentação, parece perdermos de vista o fato de que Deus nos prova, para que nossa fé seja firme, e achada em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo (1Pe 1:7). O Senhor nos coloca em situações diversas, para nos aperfeiçoar. Se temos defeitos de caráter dos quais não estamos apercebidos, dá-nos Ele disciplina que traga ao nosso conhecimento esses defeitos, a fim de que os possamos vencer.

É Sua providência que nos conduz a variadas circunstâncias. Em cada nova situação, defrontamos tentação de espécie diferente. Quantas vezes, quando somos postos em alguma situação difícil, pensamos: “Esse é um erro espantoso. Quanto desejo ter ficado onde estava antes!” Mas, por que é que não estão satisfeitos? – É porque suas circunstâncias serviram para trazer ao seu conhecimento novos defeitos de caráter; no entanto, só foi revelado aquilo que estava em vocês. Que devem fazer quando são provados pelas providências do Senhor? – Devem erguer-se à altura da emergência do caso, e vencer seus defeitos de caráter.

É o contato com as dificuldades que lhes dará músculos e nervos espirituais. Vocês se tornarão fortes em Cristo, se suportarem o processo de prova, vindo de Deus. Mas se vocês encontrar falhas em sua situação e em todos ao seu redor, apenas se enfraquecerão. Tenho visto pessoas que estavam sempre encontrando falhas em tudo e em todos ao seu redor, mas as falhas estavam em si mesmas. Precisavam cair sobre a Rocha e serem quebradas. Sentiam-se sãos em sua justiça-própria. As provações que nos sobrevêm servem para nos provar. […]

Quando começamos a compreender que somos pecadores, e então caímos sobre a Rocha a fim de sermos despedaçados, os braços eternos nos enlaçam, e somos levados bem perto do coração de Jesus. Então, ficaremos encantados com Sua amabilidade e enojados de nossa justiça própria.

Maquiagem, calça comprida e músicas na Novo Tempo

No programa de ontem (13/05/2009), um telespectador perguntou o porquê de os apresentadores da Novo Tempo usarem “maquiagem”. Segue logo abaixo a resposta com base no questionamento de outra pessoa:

“… Não concordo que a TV Novo Tempo faça uso de maquiagem e que as apresentadoras usem calça. Os louvores parecem Shows… E os cantores, a invés de cantarem para Deus, ganham dinheiro com isso… Como poderei ensinar minha filha a não ser vaidosa se a TV de nossa igreja está dando um péssimo exemplo? Desculpem-me se minhas palavras foram hostis, mas, é o que eu penso!…” M.J., por e-mail.

A Novo Tempo recebeu com respeito as suas observações.

Nossa equipe não considerou suas palavras hostis em momento algum! Bom seria se todos fizessem esse tipo de abordagem com a mesma educação que tem. Parabéns, amigo. Deu para perceber a sinceridade em suas linhas.

Permita-me fazer algumas observações para que continuemos juntos – você aí de sua igreja e nós daqui, do Canal da Esperança, levando as Três Mensagens Angélicas (Apocalipse 14:6-12) – como uma irmandade unida em pensamento e propósito (1 Coríntios 1:10):

A consciência moral de cada um é muito importante para Deus e deve ser respeitada (mesmo que a pessoa escolha pelo errado. Cada um tem o livre-arbítrio, mas isso não indica que devemos avisar, como mensageiros, que frutos serão colhidos por cada decisão – Gálatas 6:7).

E, quando os princípios básicos da fé cristã e adventista não são feridos, outras coisas são de menos importância (veja: não deixam de ser importantes) porque Deus não fez o homem para estagnar culturalmente – e nem fez uma cultura só. Os anos passam, costumes mudam, mas para o cristão verdadeiro, “seca-se a erva e cai a sua flor; mas a Palavra do nosso Deus [os princípios dEle] permanece eternamente” Isaías 40:8.

O que precisamos aprender no decorrer da caminhada cristã é diferenciar um princípio de um costume. E, temos que ser sinceros: isso não é coisa simples, ainda mais se tivermos muito apegados a nossa visão de mundo. Por isso, é importante analisarmos o que os outros pensam para evitarmos os desentendimentos dentro da igreja. Estou me colocando no seu lugar para responder ao seu e-mail porque sei que essa diferença entre princípio e costume é tênue.

Isso só é possível pela graça de Deus, pois, como ser humano, não tenho essa capacidade. Mas, pela experiência sei que quando deixamos o Espírito Santo ajudar a nos colocamos no lugar do outro, amamos o nosso irmão independente dele pensar diferente de nós e passamos a ver que acima de qualquer costume cultural estão a imutável Lei de Deus (Êxodo 20) e o amor (1 Coríntios 13), de mãos dadas. Com isso já posso esclarecer uma de suas colocações: as coisas que lhe foram ensinadas ainda servem. A verdade não foi projetada e/ou adaptada ao século XXI. Foram adaptados os costumes na pós-modernidade e o Decálogo permaneceu inalterável. A forma como a Verdade está sendo apresentada é que precisa de mudanças porque uma mente pós-moderna não encontrará graça alguma em conceitos expressos numa abordagem da década de 50, por exemplo.

Não posso negar que em algumas igrejas os costumes do mundo estão entrando (ao invés de levarmos a igreja para o mundo). Esse é um problema sério que tem preocupado líderes de todas as grandes denominações religiosas. E, o maior desafio é atrair pessoas para cristo sem ferir os princípios (isso é inegociável) e ao mesmo tempo nos adaptarmos a padrões culturais que sejam puros (Filipenses 4:8).
Mas, no momento vou me ater ao comportamento da Rede de Comunicação da Igreja e não as nossas congregações locais. Vou lhe informar sobre algumas coisas como um cristão jornalista:

1) A Novo Tempo representa a igreja, mas, não é uma igreja. Isso não dá margem para qualquer funcionário deixar de lado a Palavra de Deus (o que seria um pecado). O que quero dizer é que uma rede de TV cristã que comunica Jesus não pode agir do mesmo modo com Adventistas e não-adventistas que entendem as coisas de forma muito diferentes;

2) Por não termos um público só Adventista (para ter uma idéia, cerca 70% do nosso público na rádio vem de outras igrejas!) precisamos adaptar nossa linguagem para que a mensagem de salvação possa ser compreendida por todos, tanto pela dona de casa como pelo que tem Ph.D;

3) Cremos que o costume de usar saias na igreja é totalmente válido, mas, no caso da TV, traz muito mais prejuízos (em certos casos não). Isso porque a câmera tem a tendência de pegar “os detalhes” e, se todas as nossas apresentadoras e entrevistadas se vestissem como se vestem na igreja, qualquer “cruzar de pernas” seria o suficiente para o telespectador ver a peça íntima da moça. Nesse caso, entendemos que se o uso da calça é um fator cultural (na escócia é natural o homem usar saia) e não fere os princípios imutáveis da Lei de Deus, é melhor a mulher usar a calça na televisão do que corrermos riscos de sermos acusados por estimular o adultério mental. Já vi querido irmão na grande feira evangélica em SP – a Expo Cristã – moças de outras igrejas usando saias imorais pior que qualquer calça.
Creio que o problema não está no uso da calça na televisão, desde que ela esteja de acordo com os princípios de modéstia de 1 Timóteo 2:9, 10.

4) Quanto à maquiagem, a recomendação da Novo Tempo é para que não haja os exageros. Alguns podem, em alguns momentos, não seguir essa dica (consciente ou inconscientemente), pois erramos. Mas, nossa liderança está fazendo o máximo para cuidar também disso.
Por que permitimos o uso da maquiagem? Outra questão técnica – e muito séria – está “em jogo”. Como as luzes do estúdio tendem a desfigurar o rosto da pessoa; e a câmera, a capacidade de destacar os defeitos, a imagem de quem está passando o evangelho fica pálida, feia, distorcida e, conseqüentemente, a mensagem ficará comprometida (já pensou o que seria para os telespectadores nos verem com o nosso rosto aparentando doença ou nos achar parecidos com “cadáveres”?).

Recomendamos que os líderes da igreja e os pais apresentem a todas as nossas irmãs e filhas estas questões técnicas. Isso evitará mal-entendidos e também que as pessoas comparem a igreja com uma televisão, no que diz respeito a procedimentos técnicos.

5) Nunca foi propósito da Novo Tempo permitir que o “louvor se tornasse show”. Devido à liberdade artística que é dada aos cantores, pode mesmo haver erros, pois todos somos pecadores e precisamos da graça de Cristo (Romanos 3:23). Mas, fique tranqüilo irmão: nossa Direção e Comissão de Música estão adotando todos os procedimentos necessários para orientar ainda mais de perto nossos cantores para que o Senhor continue sendo honrado com as habilidades artísticas que Ele lhes deu;

6) Uma pessoa que tem um ministério musical também precisa do sustendo por parte da música, assim como eu na minha área e os pastores no sagrado chamado que receberam. Por isso, a Igreja mundial não vê como algo ilícito o ministério da música trazer benefícios financeiros, de acordo com o princípio do Senhor Jesus em Lucas 10:7: “Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem; porque digno é o trabalhador [os músicos e cantores também trabalham, e muito] do seu salário…”

7) Sobre os diferentes estilos musicais, especialmente o “pop” que tem tido certo destaque em algumas de nossas músicas, tem sido uma questão muito discutível. Na América, as igrejas onde predominam os irmãos negros, eles sabem fazer uso de tal estilo musical (e acompanhado com palmas) com reverência. Já no Brasil, nem sempre ocorre o mesmo, pois nossa cultura é “bagunceira” por natureza. Por isso, esse aspecto precisa ser mais analisado, pois o que é bom numa cultura pode ser desastroso noutra. Provérbios 4:18 diz que “a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” Acreditamos que sendo a revelação progressiva, Deus nos mostrará as mudanças que precisam (ou não) serem feitas em algumas músicas nossas. Ore conosco para que alcancemos o ideal Divino, ok?

Temos muitos desafios e Deus tem nos ajudado sobremaneira. Nosso coração vibra todos os dias com os milagres que Deus tem feito por meio dos veículos de comunicação da igreja.

Estaremos aqui a sua disposição sempre que quiser fazer suas observações e contamos com suas orações e qualquer outra forma de apoio para que possamos levar o evangelho eterno contextualizado em Apocalipse 14:6-12 a todos os lugares do mundo. Ore para continuarmos lutando contra o poder do mal porque Jesus em breve voltará (Mateus 24:42, 44). E, ao darmos as nossas mãos, apressaremos (2 Pedro 3:12) o momento tão sonhado por nós (Apocalipse 1:7; Filipenses 2:13).

Um forte abraço e que Deus o abençoe ricamente,

Leandro Quadros
Jornalista – consultor bíblico

Os judeus foram rejeitados por Deus?

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Sua pergunta foi muito importante. A Bíblia nos revela que Deus tem um plano especial para os judeus até nossos dias. Tanto que em Romanos 9 ao capítulo 11, o apóstolo Paulo afirma que eles não foram rejeitados definitivamente. E Jesus, em João 4:22 afirma: “… porque a salvação vem dos judeus.” Isso nos mostra que o plano de Salvação e a Lei do Criador foram dados a eles.

Por meio dos judeus o Senhor quis comunicar o conhecimento de Si ao mundo (Isaías 56:1-8). E o fez, em parte. Mas, no final, falharam, por causa da rebeldia. Por isso, foram para o cativeiro (2 Crônicas 36:11-21).

Os líderes judeus imaginavam-se demasiado sábios para necessitar de instrução, demasiado justos para necessitar de salvação e demasiado honrados para necessitar da honra que vem de Cristo. O Salvador afastou-Se deles para outorgar a outros os privilégios de que tinham abusado e a obra que haviam negligenciado. A glória de Deus tinha de ser revelada e Sua Palavra confirmada. O reino de Cristo tinha de ser estabelecido no mundo. A salvação de Deus tinha que se tornar conhecida nas cidades do deserto; e os discípulos foram chamados para fazer a obra que os líderes judaicos deixaram de fazer”. Ellen White – Atos dos Apóstolos, pág. 16.

Ellen White – pessoa que recebeu o dom profético e escreveu a citação acima – afirmou que, nos últimos dias, o Senhor irá usar judeus fiéis (que vivem de acordo com a luz que receberam) para nos ajudar a pregar a mensagem da adoração a Deus no Sábado. Veja que afirmação interessante:

“Há entre os judeus alguns que, como Saulo de Tarso, são poderosos nas Escrituras, e esses proclamarão com maravilhoso poder a imutabilidade da lei de Deus. O Deus de Israel fará que isto suceda em nossos dias. Seu braço não está encolhido para que não possa salvar. Ao trabalharem Seus servos em fé pelos que de muito têm sido negligenciados e desprezados, Sua salvação será revelada”. Atos dos Apóstolos, pág. 381.

Depois desse esclarecimento, posso ir mais direto a sua pergunta:

Sendo que Deus julgará a cada um “segundo a suas obras” (Mateus 16:27; Apocalipse 22:12), isso significa que todos serão julgados de acordo com a luz que receberam e seguiram. Desse modo, os judeus que não tiveram oportunidade de saber que Jesus era o Messias e já morreram, o Senhor, em Sua misericórdia, avaliará com amor o caso deles com base na luz que tiveram.

Já se um judeu que teve (e tem) a oportunidade de saber que Cristo é o Messias; possui acesso a Isaías 53 para comprovar que o único personagem na história que satisfaz aos requisitos do Servo Sofredor é JESUS CRISTO e não O aceita como Salvador Divino, irá se perder, pois a salvação é apenas para quem crer: “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” Marcos 16:16.

Recomendo que destaque ao seu amigo judeu as qualidades dele e mostre-lhe o plano que o Senhor Deus tem para esse povo fantástico. E, separe um tempo para estudar com tal irmão – de maneira detalhada – Isaías 53. Apresentarei a seguir um breve resumo para que possa provar-lhe que o capítulo antecipa cerca de 800 anos antes de Cristo nascer como seria a trajetória do Messias para Salvar a humanidade. Do império das trevas e da consequente morte eterna (Colossenses 2:14; Romanos 6:23) e não do império romano (João 18:36):

1) O sofrimento de Jesus é predito em Isaías 53:3-5;

2) As provas de que Jesus era o Messias prometido – o cordeiro sacrificado – estão em Isaías 53:7 (confira João 1:29 – afirmação de um judeu!);

3) A morte de Cristo é predita em Isaías 53:8, 9;

4) A ressurreição de Jesus é prometida no Antigo Testamento também no livro de Isaías: cap 53:10-12.

Em breve, Jesus voltará pela segunda vez e, juntamente com os judeus poderemos preparar as pessoas para respeitarem a Lei de Deus e aguardar o Senhor:

“Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.” Mateus 24:30-31.

Deus lhe use como uma luz (Mateus 5:16) para iluminar a vida de seus amigos que fazem parte do judaísmo. Assim, eles poderão entender que Jesus já veio e que Ele tem planos para a vida deles nesses últimos dias da história do nosso mundo!

Um abraço e fique com Deus,

Leandro Quadros
Jornalista – consultor bíblico

Existe ou não uma Verdade Absoluta?

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Professor: assisti um documentário de TV onde o adventista William Miller é apresentado como alguém que se aproveitou financeiramente de seus seguidores. E um site na internet faz denúncias pesadas a Ellen G. White.A. R, São Paulo. Por e-mail.

Professor, como no campo religioso alcançar a verdade? Cada religião, valendo-se de seus livros sagrados, afirma que estes confirmam o que ela prega e os outros é que interpretaram mal. Já assisti a pessoas de 3 diferentes confissões cristãs usando a Bíblia e dizendo cada uma que sua leitura é que estava certa e as outras erradas.

Ora, em ciência não há esse impasse. A lei da gravidade, por exemplo, vale para ateus e crentes, cristãos e não-cristãos, crédulos e céticos, ocidentais e orientais, etc. Qualquer um desses que de se jogar de um décimo andar irá se esborrachar no chão. Ou seja: a verdade científica não precisa de nossa aceitação. Ela é universal. Mas, e a verdade religiosa? Qual o critério objetivo para a fé, se é que ele existe? Dois teólogos, por exemplo, um adventista e um católico – reivindicará cada um o acerto de suas palavras, valendo-se da Bíblia. A verdade fora do campo científico será – como diz meu professor de filosofia – mera construção humana, cada um tendo a sua?

Obrigada.

Olá, amiga,

É uma satisfação receber seu e-mail. É bom ver pessoas como você que buscam diretamente conosco informações sobre nossa história denominacional, por exemplo.

Antes de comentar sobre o alcançar verdade absoluta no campo religioso (e filosófico), permita-me escrever sobre William Miller. O documentário apresentado na TV não condiz com as informações histórias registradas em TODOS OS LIVROS QUE TRATAM DA HISTÓRIA DO ADVENTISMO. Miller era um pregador BATISTA (nunca se tornou um Adventista do Sétimo Dia, pois, rejeitava crenças nossas como: sono da alma durante a morte, guarda do Sábado, etc) que nunca fez uso de recursos alheios para pregar a mensagem dele. As viagens que fazia eram feitas a cavalo, a pé, e jamais “se aproveitou financeiramente” dos irmãos dele na fé. Recomendo a leitura do livro “História do Adventismo” de C. Merwyn Maxwell, doutor em História Eclesiástica. Sinceramente, duvido (como jornalista) que os produtores do documentário citado tenham feito isso… Uma pesquisa em que haja o CRUZAMENTO DE FONTES (entrevistando um adventista e outro historiador não adventista) – algo ESSENCIAL para o bom jornalismo.

A respeito de Ellen White, há muitos sites na internet que dizem coisas pesadas sobre ela. O maior motivo é a forma como os irmãos de outras igrejas entendem o MODELO DE INSPIRAÇÃO utilizado por Deus para comunicar as mensagens dos profetas na Bíblia. Podemos falar sobre isso em e-mails posteriores, mas, para adiantar, disponibilizei algumas refutações às acusações feitas a Ellen White no blog do programa: http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade Em breve, disponibilizarei um total de 10 artigos (estou elaborando-os) onde abordarei as principais críticas feitas a ela – por ignorância ou maldade (mostrarei textos onde são feitas verdadeiras ELIPSES para colocar-se palavras na boca dela…).

Sobre a Verdade no campo religioso, realmente não é uma coisa fácil saber onde ela está sem um estudo da Bíblia profundo, pois, as mais de 40.000 religiões e seitas diferentes afirmam ter tal Verdade. Todavia, existe uma promessa na Bíblia que traz conforto para aquele que tateia em meio a tantas doutrinas e filosofias: “SE alguém QUISER FAZER A VONTADE DELE, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo.” João 7:17. Em resumo o texto diz: SE uma pessoa for sincera o bastante em QUERER fazer a vontade de DEUS, Ele não a deixará confusa! Apego-me a essa promessa todos os dias e sou muito feliz em ver a direção de Deus na minha vida.

Mas, como disse no primeiro programa, na noite de 25 de março de 2009, existe uma Verdade Absoluta com base no pressuposto que se encontra em 2 Coríntios 13:8: “Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade.”

Perceba: a Bíblia nos diz que nada pode ser feito contra a verdade (apesar de alguns tentarem contra ela) e, por isso, temos a certeza de que o programa “Na Mira da Verdade” será uma ferramenta nas mãos de Deus para lhe ajudar a perceber que, apesar de nossa era pós-moderna dizer que “não existe uma verdade absoluta”, a existência de uma Verdade absoluta é bem real porque está alicerçada em duas bases:

1º: Na Bíblia, que afirma ser a Verdade Absoluta é uma Pessoa: Jesus Cristo – “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14:6.

E, em torno dessa Pessoa, giram outras verdades que fazem parte do corpo absoluto de Verdades Divinas;

2º: Na Filosofia que diz categoricamente: “duas coisas contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo”. Portanto, não há duas verdades! (Ver GEISLER, Norman. TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. Vida Acadêmica, 2004).

Tendo essas duas bases em mente, é possível afirmar – sem medo de cometer erros – que (1) se a Verdade absoluta é uma Pessoa imutável (Hebreus 13:8) e que (2) duas coisas que se contradizem não podem ser verdadeiras o mesmo tempo, isso significa que existe apenas uma Verdade Absoluta e que nem todos os caminhos conduzem a Deus (isso é bíblico. Leia Jeremias 21:8 e Mateus 7:13, 14).

Portanto, quando seu professor de filosofia disser que “A verdade fora do campo científico será mera construção humana, cada um tendo a sua”, pergunte a ele se ELE ESTÁ ABSOLUTAMENTE CERTO. Sim, pois, se ele estiver ABSOLUTAMENTE CERTO EM RELAÇÃO AO QUE ELE DISSE, então existe uma Verdade Absoluta!

Caso ela diga que a verdade é “relativa”, questione-o com calma: “isso que o Sr. está dizendo TAMBÉM É RELATIVO?” Percebeu? A própria filosofia – quando levada a sério – derruba o argumento de que não existe absolutismo e de que existe o relativismo!

Indique para o seu professor a leitura do livro “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, do Dr. Norman Geisler – editora Vida Acadêmica (ex-ateu, doutor em filosofia e em teologia). Também poderá pedir para ele analisar o livro “Um Ateus Garante: Deus Existe” – Ediouro. Com base nas próprias análises filosóficas, Antony Flew, considerado o melhor filósofo nos últimos 100 anos (é vivo, com cerca de 80 anos de idade) passou a acreditar em Deus e a refutar os argumentos como os apresentados por seu professor depois de ele mesmo (Flew) ter combatido a teologia durante 50 anos!

Quando a amiga afirmou que “em ciência não há esse impasse”, isso está certo em parte. Realmente, a Lei da Gravidade funciona para todos. Mas, e a questão da origem da vida, por exemplo? Para alguns cientistas somos frutos do acaso (macroevolução); para outros, de um projeto (teoria do Designer Inteligente, do ex-evolucionista Michel Behe) e, para outros, de uma Criação. Como disse o grande biólogo Edwin Conklin: “a probabilidade de a vida originar-se por acaso é comparável à probabilidade de um dicionário completo surgir como resultado da explosão de uma tipografia”.

A própria ciência é cíclica e, verdades que hoje são verdades, amanhã se tornam ultrapassadas. Graças a Deus por não ser assim no campo religioso no que diz respeito às DOUTRINAS FUNDAMENTAIS (como a Salvação por meio de Jesus Cristo – João 3:16), pois, do contrário, ninguém saberia como ser salvo.

Todavia, há assuntos até mesmo na teologia que vêm a ser conhecidos de maneira mais plena – assim como na ciência (detalhe: teologia também é ciência) após investigação, com o passar do tempo.

O conhecimento humano em qualquer área precisará se desenvolver, até mesmo no campo religioso. Mas, Verdades Absolutas ensinadas na Bíblia são inegociáveis porque vêm de um Deus Verdadeiramente Absoluto: Jesus Cristo (João 14:6).

Analise com carinho o que escrevi e continuaremos em nosso diálogo saudável.
Conheça sobre Cristo e as Verdades conceituais que giram em torno dEle (que nos ajudam a compreender o Seu caráter sublime) serão conhecidas por você mesma que existam tantas religiões.

Um abraço e tenha uma ótima semana,

Leandro Quadros
Jornalista